Pessoas medíocres

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Na manhã seguinte a minha menstruação desceu. Então foi por isso que eu estava sentindo tontura e vontade de chorar na noite anterior?.

No final de semana e mamãe tinha se arranjado para que visitássemos o papai.

Eu ajudei ela a fazer vários sanduíche de salada de frango, porque o papai comia bastante, e também porque nós imaginávamos que a comida da prisão tivesse gosto de reboco.

As visitas eram quase sempre as mesmas, falávamos do trabalho/escola/ vida de cadeia, eu assistia os meus pais flertarem, de vez em quando eu procurava e achava algo diferente no meu pai.

Quando nós duas estávamos indo embora, eu decidi perguntar algo pra minha mãe, aproveitando que íamos ficar presas no carro por um tempo.

- Mãe, você...conhece os Hart do nosso bairro? Eles tem uma loja de móveis usados.

Ela fez uma expressão de quem foi pega no flagra:

- É...sobre o nosso sofá?

Ela se entregou muito fácil.

- Não. Eu só quero saber se você conhece eles.

- Conheci eles superficialmente, mas parecem um casal bacana.

- Só isso?- Quando a mãe do Hart falou o nome da minha mãe, eu esperava que elas se conhecessem melhor.

- É. Por quê?- Ela perguntou.

- Nada.

Ela ficou silenciosa por alguns segundos.

- Sabe...- Ela disse sugestiva.-...o filho deles também é uma gracinha...e ele estuda na sua escola.

- Pffft.- Deixei escapar.

- O que foi?- Ela perguntou.

Eu neguei com a cabeça. Finn Hart podia ser muitas coisas, mas não era uma gracinha.

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Falando nele, na segunda feira, ele veio me buscar um pouco mais cedo do que de costume. Não estava me olhando nos olhos, mas também não parecia estar escondendo nada.

Eu queria dizer alguma coisa, queria pedir desculpa por ter gritado e chorado no sábado, eu só tinha que inventar uma justificativa que não fosse a minha TPM.

Pra minha surpresa, ele falou primeiro:

- Eu...eu não sabia que você ficava sozinha quando ia pra casa.- Ele disse.

- Pois é, a minha mãe trabalha à noite, então normalmente...não jantamos juntas.- Quando falei em voz alta, soou meio deprimente.- Mas eu já estou acostumada, não é um problema de verdade, eu só estava me sentindo estranha.

- É, eu fui...muito babaca sem necessidade.

Dei uma risada.

- Quando se tem necessidade de ser babaca?- Questionei.

- Tô tentando pedir desculpas.

Foi difícil esconder o quão surpresa eu fiquei. Não achei que ele fosse me pedir desculpas, até porque não achei que ele fosse do tipo que pede desculpas.

- Ah...tá.

Não sabia o que dizer, geralmente as pessoas não me pediam desculpas, nem conseguia me lembrar da última vez.

- Eu exagerei, e além disso, você fez algo legal e eu não te agradeci.- Ele falou.- Então...são duas coisas.

Na verdade, eu poderia concordar com tudo que ele disse, mas fiquei muito constrangida e achei que não deveria só aceitar calada:

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