LUPUS MAZZARELLA EIGEIR
Analisei os arquivos nas minhas mãos, e não tenho a intenção de apresentar essa descoberta ao conselho, sem ter todas as provas concluídas.
— O que iremos fazer então senhor, pois continuaram a roubar os carregamentos, ficaremos com muitas dívidas com os nossos aliados.
Entendo a preocupação de Salvatore, mas não podia de jeito nenhum, por enquanto, mostrar que sei de algo.
— Já tenho um plano. Mataremos o desgraçado do Alexandre Alleanza ainda hoje. — falei expectante.
O Salvatore, que não ficou surpreso com as minhas palavras, mas notei uma ligeira dúvida no seu olhar para mim.
— Sei que não o podemos matar assim, sem motivo nenhum Salvatore! — Esmaguei os papeis em minhas mãos. — Uma vez que o desgraçado, é sobrinho de Antonio Alleanza. Mesmo sendo eu o líder da organização, devo ser coerente. — comentei respondendo os seus pensamentos.
— Mas como procederemos tal ato, sem sermos responsabilizados diretamente pelo conselho? — instigou
Alexandre Alleanza, tinha um cargo em destaque dentro da organização, por ser sobrinho de um conselheiro chefe da máfia, que o tornava intocável, para algumas pessoas e não para mim.
Mas não podia o matar sem argumento nenhum, e as provas que eu tinha sobre os seus envolvimentos no desvio de carregamento, eram ainda muito circunstâncias para serem expostas.
Mas também sabia que, ele era a peça necessária a mexer no momento. Sendo quem o mesmo é! O matando vai gerar medo por um tempo aos demais traidores. Por isso precisava fazer isso o mais rápido possível, antes dos próximos carregamentos.
Então criei um plano que tinha a certeza que resultaria, eu conheço o Alleanza há anos e sabia muito bem, quais eram as suas malditas artimanhas, e como o desgraçado fazia de tudo para querer possuir algo do meu interesse. Fiz um convite ao seu tio para irem jantar na minha casa.
Disse-lhes que levassem belas mulheres, para o seu divertimento pessoal. Ordenei que Amelie prepara-se um jantar, e que a nossa querida hóspede, estivesse presente ajudando-a com as tarefas.
Fizeram se presente no jantar os Alleanza trazendo consigo, mas um convidado da sua família o Pietro Alleanza. Estavam acompanhados de duas belas mulheres, que desconheço.
Presumo que sejam algumas prostitutas de luxo, de algum bordel pela cidade.
O Antônio Alleanza, um velho desprezível. Que eu sei muito bem que tem um passado obscuro com a minha querida governanta Amelie. No entanto, está a trabalhar comigo há anos por pedido seu.
Cede a prioridade para que os meus convidados entrassem, em primeiro na sala de jantar, queria dar o privilégio ao Alexandre Alleanza, de observar o que eu ansiava que ele visse.
Ao entrar na sala ao lado de Antônio Alleanza, era perceptível o espanto de Amelie ao velo, sempre é a mesma coisa quando o mesmo surgi nesta casa.
A menina olha para mim, no mesmo instante que a deflagro, a mesma desvia o seu olhar.
Como esperado Alexandre passa toda noite, olhando para menina de forma pecaminosa, a mesma percebeu e notava-se o seu desconforto com a situação.
Todos os presentes atentaram ao cenário. Este jantar está-me a sair melhor do que imaginava.
Após o jantar os dirige ao meu escritório, conversamos sobre algumas estratégias para solucionar esses extravios de mercadoria constante.
O desgraçado do Alexandre Alleanza, simulava muito bem a sua insatisfação por essas ocorrências.
Maldito! Hoje conhecera a minha fúria sobre os traidores como você. Convidei para que passassem a noite na minha casa, não era a primeira vez que aquilo acontecia, e sabia muito bem que Antonio Alleanza não recusaria, é um homem casado, mas sei muito bem o que gosta de fazer fora do seu casamento.
— Convido-os para passaram a noite na minha casa, estão bem acompanhados então não acho inconveniente para tal! — falei enquanto pousava o copo de vinho, sobre a minha secretaria.
— Não há problema meu caro Mazzarella.— Nem esconde o sorriso de satisfação, desgraçado. — Mas diz me agora!— Seu olhar é direcionado a mim. — Quem é aquela linda menina que você tem por aqui como servente? — palpável curioso Alexandre Alleanza, com malicia nas suas palavras.
— Certo Alexandre! — Todos o presentes olharam para mim. — Observei os seus olhares sobre ela durante todo o jantar, o que me deixou muito possesso. — confesso ao mesmo.
Fingiu indignação em seu rosto. Mas é visível a fúria em seu olhar, foda-se! Hoje mesmo você morre, nas minhas mãos desgraçado.
— Aquela menina como você mesmo disse, é minha propriedade. — Ameaço-o. — Não vou hesitar em matar, seja quem for que nos seus pensamentos ousar tocar nela. — esbravejo, em o deixando surpreso.
Finalizei a conversa no mesmo estante, me retirando para o meu quarto.
Sabia que aquela ameaça o atiçaria, mas os desejos de Alexandre Alleanza. Há anos que o desgraçado, tenta possuir tudo o que é meu, e não deixaria passar aquela oportunidade, de extrapolar o seu limite por cima de mim.
Realmente era o que esperava que acontecesse, ansiava o ver naquela situação. Assim teria motivos suficientes para acabar com a sua vida, e o ultimato a si, foi-lhe dado em presença de testemunhas, em que o seu tio fazia-se presente.
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CONTRAVENTOR
RomansAra Couts Blanche, perdeu os seus pais muito nova. Os seus pais foram assassinados. O culpado não foi encontrado. Foi abrigada a viver com os seus tios. Depois de alguns anos, os seus tios decidem mudar da sua cidade natal, para viver em Nápoles. ...
