ARA BLANCHE
Limpava descontraidamente a biblioteca. Esse lugar traz-me paz, devo confessar que nesta casa, este é o meu lugar favorito.
Não acredito que aquele homem tenha paciência de ler todos os livros nestas prateleiras.
Desde o dia que descobri este lugar, tenho retirado alguns livros escondidos.
Amelie que nem sonhe que estou fazendo isso, provavelmente levaria uma advertência.
Não vejo nenhum mal em ler alguns livros. Porém, não sou uma hóspede bem-vinda nesta casa, para estar mexendo em coisas que estão expressamente proibidas.
Agradeço aos céus, por saber que aquele homem não ter aparecido aqui nos últimos dias.
Amelie conversa com ele, em algumas ocasiões por celular. Ela mantém sigilo total sobre o sumiço repentino do Sr.Mazzarella.
Outro que nunca mais deu o ar da graça foi o Salvatore, faz duas semanas desde o dia que desapareceu, quando deixou de falar com a minha família.
Se depender de mim, espero que não voltem jamais.O cansaço toma conta do meu corpo, caminho em direção a prateleira direita, passo as minhas mãos sobre os livros.
Procurando o livro que desperte o meu interesse. Bingo encontrei," Mulheres Sem Nome" um romance, relatado na época da Segunda Guerra Mundial.
Sento-me no sofá da sala, prendo o meu cabelo em coque mal feito, descalço os sapatos que estavam esmagando os meus pés.
Massageio levemente, intercalando uma por vez, constato que estão inchados. Aprecio o livro nas minhas mãos, e começo a minha leitura, torcendo para não ser pega em flagrante por Amelie.
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— Por quanto tempo, está trancada aqui? — pulei assustada do sofá, deixando o livro cair. — Quem deu a permissão, para estar nessa mordomia, na minha casa?— Olho para o causador do meu susto, e paraliso, apertando as mãos.
— Desculpa...peço...desculp... Sr. eu-euuur. — droga! Como não percebe que chegou, olho para janela, a noite havia chegado, distrai-me.
Os seus passos são direcionados a mim, o meu corpo entra em alerta.
A poucos centímetros do meu corpo, retira o blazer e joga no sofá. Desabotoou as mangas da sua camisa.
— Não agrada-me ver seus cabelos presos.— desatou os meus cabelos, travei a minha respiração.— Não volte a prender- lós, na minha presença.
Soltei o ar que prendia, passei por si rapidamente, mas fui puxada pelo braço. O meu corpo chocou no seu peito.
Um arrepio percorreu a minha espinha. O seu olhar estava direcionado nos meus lábios, entreabertos.
— Foda-se! você pertence-me. — Sussurra, e beija-me forçando a sua língua, para que de passagem.
Não posso permitir, que tome o meu corpo novamente. Empurro os seus braços tentando o afastar, porém, seu corpo não se move.
Pressiona os nossos corpos fortemente, intensificando o beijo.
— Por favor... pare...Sr Mazzarella... — empurro o seu corpo. O seu olhar é de raiva, aperta os meus braços os machucando.
— Não ouse rejeitar-me, não há nada que me impeça de possuí-la. — lágrimas escorrem no meu rosto.
As minhas mãos suam. Não quero ser agredida, mesmo que resistisse, ele ganharia.
Se quero realmente fugir desse lugar, tenho que o fazer acreditar, que sou submissa às suas vontades.
Preciso que ele acredite que estou a sua merecer, não posso enfrentá-lo. Enquanto não ganhar a sua confiança, o suficiente para ter a minha liberdade de volta, e poder denunciar o que estão fazendo comigo.
Sem raciocinar devidamente, com mãos trémulas, repouso no seu peito desabotoando a sua camisa.
Retiro-a sobre o seu olhar analítico, nos meus gestos. Encosto os meus lábios aos seus, beijando subtilmente.
A sua mão pressiona a minha cintura, beijando os meus lábios com luxúria. Abriu o zíper do meu vestido, em fração de segundos estou apenas de calcinha.
Sento nas suas pernas no sofá. O meu cabelo é puxado para trás, dando livre acesso ao meu pescoço desnudo. Chupava e acariciava os meus seios.
O meu corpo correspondia aos seus toques impuros. Trocou a posição repousando no sofá.
— Vê como o seu corpo conhece, o seu dono. — falou distribuindo beijos por toda a extensão do meu ventre, rasga minha calcinha em urgência. Chegando na minha parte íntima, chupando.
Contorce o meu tronco buscando por mais, suas mãos seguram minhas pernas com firmeza, as deixando abertas, e recriminando-me por estar gostar tanto do seu toque.
As minhas mãos agarram o seu cabelo. As minhas pernas tremem, e sinto que estava chegando ao ápice, quando repentinamente os seus movimentos cessam.
— Quero você gozando, no meu pau.—As nossas posições invertem, retira a sua calças, expondo o seu membro que estava duro e ereto. Senta e puxa-me, encaixando o seu membro em mim, que entra com dificuldade.
Sinto um desconforto soltando um grito abafado, os meus seios acariciados e a minha boca é tomada, abafando os meus gemidos.
O meu corpo esquentava, me impulsionando a mexer-me. Meu Deus! esse homem é um, pecado. Conhece os pontos sensíveis do meu corpo.
Os seus gemidos eram contidos, pronunciava palavras de baixo escalão, dando tapas na minha bunda. Mamando os meus seios, pressionando a minha cintura, uma corrente desconhecida atinge a minha espinha, alcanço o meu orgasmo gemendo lascivo, repousando a minha cabeça no seu ombro.
Continuou estocando duro em mim, até atingir o seu prazer. Nossa respiração estava desregulada.
Após alguns minutos, tenciono levantar, mas sou impedida, os nossos olhares se encontram, e as suas mãos prendiam os meus pulsos.
— Farei uma viagem hoje, vou ausentar-me por alguns dias. — O meu coração se alegra ao ouvir essa informação, involuntariamente esboço um sorriso.
— Não pense que estará livre de mim.
— Mas é o que mais desejo. — atrevo-me a dizer. — Porque está-me comunicando, sobre?
— Para a deixar ciente que, vai comigo nessa viagem. — Pressionou as suas mãos no meu maxilar.
— Você nunca terá a sua liberdade de volta!. Será fortemente vigiada, se ousar tentar alguma gracinha, eles não hesitam em atirar.— cheira o vão do meu pescoço. —Entendeu, ou quer receber a cabeça da sua tia, como um presente meu, por ser uma boa cadela ao seu dono hoje?
Cuspo no seu rosto, e levo um, tapa forte desequilibrando-me. O meu cabelo é puxado com brutalidade.
Odeio esse homem. Chuta as minhas pernas, contorce- me pela dor.
— Gosta de apanhar, sua vagabunda. — tento levantar. — Quantas vezes devo bater em você, para entender quem sou?— Outro, tapa é deferido no rosto, senti o gosto de sangue na minha boca.
— Se continuar com essa petulância, vou fazer muito pior que dar uns, tapas em você. —Caminhou ao pequeno bar e serviu o seu copo, com whisky.— Sai agora, antes que cometa uma loucura.— juntei as minhas coisas e saí apressadamente daquele lugar.
Apresso os meus passos, atravessando os corredores e descendo escadas.
Chego ao meu quarto e tranco a porta. Levo as minhas mãos ao rosto e chorei copiosamente.
Odeio tanto esse homem, essa vai ser a única oportunidade para a minha liberdade. Devo fazer o impossível para fugir deste lugar o quanto antes.
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CONTRAVENTOR
Roman d'amourAra Couts Blanche, perdeu os seus pais muito nova. Os seus pais foram assassinados. O culpado não foi encontrado. Foi abrigada a viver com os seus tios. Depois de alguns anos, os seus tios decidem mudar da sua cidade natal, para viver em Nápoles. ...
