Lupus Mazzarella
Os gritos estridentes do homem à minha frente ecoam por toda sala. O meu terno está jogado em uma cadeira muito perto.
Há resquícios de sangue por toda minha camisa. Meu rosto está úmido devido ao calor infernal desse lugar. Umedeci os meus lábios, passando às mãos pelo meu cabelo.
— Você assinou à sua sentença de morte. — Dou um outro golpe em abdômen. — Desde o momento que, colocou suas malditas mãos no que me pertence.
Salvatore está em pé de braços cruzados, junto à mesa com alguns objetos de tortura, observando tudo em silêncio.
Há uma hora trás, recebi sua ligação dizendo que encontrou o homem que ajudou à Chloe. Eu saí rapidamente do quarto de hotel deixando Ara,
totalmente abalada sozinha.
Não deveria importar-me com o seu estado, mas algo dentro de mim estava totalmente relutante de sair daquele quarto.
Era uma sensação estranha demais, confusa e perturbadora. Eu sentia que ela precisava de mim, ao mesmo tempo que a machucaria se ativesse em meus braços.
Odeio todas às sensações que, Ara Blanche causa em mim, lembro seu olhar assustado quando eu à informei que mataria quem fez tudo isso.
— Diga-me, aonde está a sua querida patroa? — Pressiono adaga em seu ombro direito.
— E-eu n-não sei. — responde ofegante. — Por favor, eu só estava fazendo o meu trabalho.
A raiva que estou sentindo aumentava a cada mísero segundo. A Chloe, saiu do país mais rápido do que um foguete. A Grécia tornou-se pequena, quando ordenei que os meus homens a capturassem.
Mandei checar se o seu pai também estivesse envolvido, mas, não encontraram nada que o ligasse a trama de sua filha, a maldita agiu sozinha. Eu estava disposto a matar qualquer um.
— Sabe André. — Dou uma volta, pela cadeira em que o mesmo está preso. — Eu pretendo matá-lo lentamente. — vejo o medo no seu olhar. — Assim você vai lembrar em cada suspiro seu, o fim de sua vida miserável.
— Eu tenho família senhor. — Súplica. — Peço perdão pelo que eu fiz naquela mulher. — Sorri, balançando a cabeça negativamente.
O André é um dos seguranças de Chloe. Eu sei perfeitamente que ele só estava exercendo suas funções. Mas, isso pouco me importa, porque eu vou matá-lo de qualquer jeito.
Estamos no mesmo estábulo aonde tudo aconteceu, vou destruir esse lugar, para deixar um belo aviso naquela mulher ordinária.
Caminho para fora do lugar, acompanhado por Salvatore, ouvindo os gritos de desespero daquele homem. Vejo que todos cavalos que estão aí, foram retirados tal como eu orientei.
Ficamos no lada fora esperando. O céu está com uma névoa úmida, o relógio em meu pulso aponta para três horas da noite. Após o meu sinal, vejo o fogo alastrando por todo lugar. Observo aquela imagem com fascínio.
— Senhor Mazzarella, precisamos ir. — Salvatore estende o meu blazer. — Não tardará para polícia chegar, sendo essa propriedade do primeiro-ministro.
— Vamos. — Assenti, totalmente perdido em meus pensamentos.
Andamos em direção ao carro, à porta do carona é aberta fazendo-me adentrar ao veículo. Salvatore, senta no banco do condutor, dando partida.
Foram duas horas torturando aquele maldito, da pior forma possível. Meus músculos estão tensos, estou com uma leve dor de cabeça, preciso descansar, mas, estou um pouco arrependido de ter deixado Ara, em meu quarto.
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CONTRAVENTOR
Roman d'amourAra Couts Blanche, perdeu os seus pais muito nova. Os seus pais foram assassinados. O culpado não foi encontrado. Foi abrigada a viver com os seus tios. Depois de alguns anos, os seus tios decidem mudar da sua cidade natal, para viver em Nápoles. ...
