CAPÍTULO 45

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Ara Blanche

Apoio minhas mãos, sobre o tecido fino do vestido em minhas pernas, em perfeito nervosismo. Minha respiração está regular, em compensação há minutos anteriores.

Era quase impossível, observar através da vidraça escura do carro, o caminho com clareza. As estrelas cintilavam na escuridão da noite, e o céu estava lindo.

Mas, o silêncio asfixiante dentro do veículo é desconfortável. Estou sentada no banco traseiro, e a poucos centímetros de mim, está o Lúpus.

Está é a segunda vez que gente ficou tão próximo, desfrutando da mesma companhia. Sem estar dentro de um quarto, ou em seu escritório, brigando ou fazendo coisas que nem atrevo-me a lembrar.

Para mim ainda é estranho, ter ele tão perto de mim, sem pensar que a qualquer momento, ele pode me machucar.

Após minutos, que pareciam infinitas horas, no mesmo lugar com o homem que é o motivo dos meus piores pesadelos.

Atrevo-me olhar do canto do olho para o mesmo que parece agastado, desde o momento que entramos no carro.

Sua atenção está totalmente em seu telefone. Enquanto isso, o carro é conduzido por, Salvatore que não olhou em nenhum momento para trás.

— Espero que tenha percebido, todas as instruções passada por, Ophelia. — Sua voz despertar-me, e percebi que o carro parou. — Não estou com nenhuma paciência hoje. — Olha para mim sucinto.

Ao que pareceu-me que aquilo não era uma pergunta, mas, sim um ultimato. Sem esperar um resposta ele desce do carro, dando a volta e abre à minha porta , estendendo a mão para mim.

Estava incerta, se pega ou não. Ele ficou parado olhando para mim de forma fulminante. Inspirei fundo, segurei-me em suas mãos saindo do carro.

Só então reparei, que estávamos diante de um salão enorme, com um relvado extenso. Há vários carros enfileirados, e pessoas em movimento.

Prende a respiração. Eu, estou no meio de várias pessoas, e posso simplesmente sai correndo e dizer que fui sequestrada, e ter finalmente à minha liberdade. Eu já tentei fazer isso, no dia do nosso jantar. Mas, o medo foi tão grande que desisti sem tentar.

— Nem pense, que sou um imbecil que a traria para um lugar, que pudesse escapar facilmente de minhas mãos. — pareceu ler os meus pensamentos, não atrevo-me a olhar para si. — Caso pense em fazer alguma idiotice. — Apertou o meu pulso. — Vou lembrar-lhe, que basta uma ligação minha, você terá quatro belos cadáveres para enterrar, no mesmo dia.

— Vou seguir as instruções. — Falo sentindo o peso de minhas palavras.

— Ótimo. — Sua tom é áspero.

Com os pés trêmulos, ando ainda com à minha mão colada na sua. Meus passos estão rítmicos acompanhado o seu.

Salvatore, literalmente sumiu do meu campo de visão, enquanto algumas pessoas olham para nós de forma curiosa.

— Lúpus Mazzarella. — Falou um homem se aproximando.

Assim que entramos no salão que estava preenchido por várias pessoas, vestidas elegante. O cheiro de riqueza aqui é gritante.

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