Ara Couts Blanche, perdeu os seus pais muito nova. Os seus pais foram assassinados. O culpado não foi encontrado. Foi abrigada a viver com os seus tios. Depois de alguns anos, os seus tios decidem mudar da sua cidade natal, para viver em Nápoles.
...
Acordo assustada, estou num quarto de hospital. Observo envolta tentando reconhecer algo.
Tento levantar-me, mas, uma dor forte, no meu peito faz-me parar. Esforço-me a levantar, eu preciso sair desse lugar. Preciso fugir e tentar voltar para casa.
Arrasto-me até o casa de banho e olho-me ao espelho, lembrando-me do que havia acontecido, aquele homem iria estuprar-me!
Lágrimas involuntárias escorrem pelo meu rosto, estou magra, meus lábios rachados. Olheiras profundas adornam o meu rosto.
Olho para o chuveiro e fico tentada a tomar um banho, para me livrar do toque daquele homem no meu corpo.
Fico indecisa, mas prefiro ir embora logo, não quero ser surpreendida por ninguém!
Volto para o quarto e ajeito a minha camisola, olho ao redor procurando algum telefone, mas não encontro nenhum.
Essa é a minha oportunidade, para poder sair desse inferno que estou. Finalmente conseguirei voltar para minha família, e contar tudo que aconteceu comigo, durante todo esse tempo.
Abro a porta devagar e olho para os lados, o corredor está vazio fico indecisa para qual lugar vou e decido ir para esquerda. Ando-me a apoiar nas paredes, entro em outro corredor e continuo a andar, e não avisto ninguém e fico muito aliviada. Sei que estou num lugar desconhecido, todo cuidado se torna importante.
Avisto um elevador e aperto o botão. Encosto-me na parede e aguardo chegar nervosa e já ficando cansada. As minhas mãos suam, e a minha respiração está ofegante.
A porta se abre, afasto-me da parede e vou para frente da porta. Olho para o elevador e me assusto com o que vejo.
O senhor Mazzarella, estava parado e olha para mim intensamente.
— Para que lugar, acha que está vai Ara? — Pergunta sério.
Afasto-me do mesmo, até me escorar numa parede. Salvatore surgiu atrás dele. Olhando-me com pesar e logo levei a mão até o meu rosto tentando esconder-me.
O meu peito se aperta novamente, aquela sensação má está de volta, e mais forte que antes. Sinto que sou amparada, antes de cair ao chão e tudo escurece novamente.
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Acordo novamente naquela cama de hospital. O senhor Mazzarella se encontra sentado numa cadeira perto de mim.
Olha para mim indiferente, como se estar ao meu lado fosse um estorvo para si.
— Não tente fugir novamente. — Alertou impaciente. — Não serei piedoso como fui agora.— Seu olhar é frio.
Retraio-me na cama e o mesmo levanta-se. Caminha pelo quarto como se estivesse a pensar num plano.
Usava um dos seus ternos escuro, parecia ser muito caro como os demais que possuía.
Não sei quanto tempo fiquei desacordada, mas olho pela janela e vejo que está escuro.
— Não quero a sua compaixão, tudo que estou passando é culpa sua! — Meus olhos ardem por conta das lagrimas.
— Você ainda não viu nem a metade, do que eu faço com insolentes. — Levantou e caminhou até a cama. — Tome cuidado com suas palavras, não tolero insultos.
— Eu odeio você, devia ter me matado quando teve oportunidade. — Apertou os meus pulsos com raiva. — Eu prefiro a morte, do ter a sua maldita piedade.
Seus olhos estão em chamas, seu rosto está endurecido de raiva. Não vou permitir que esse homem me destrua.
— Você tem toda razão, realmente eu devia a matar. — O seu rosto está centímetros do meu, nos olhos travam uma batalha de resistência. — Não vou perder, a oportunidade de o fazer, de novo.
— Você é um homem cruel, sem dignidade nenhuma. — Sinto um nó na garganta. — Por que está fazendo isso comigo?. — Seguro as lágrimas. — Diz me, por que priva a minha liberdade..?
O médico que tinha um crachá, na sua bata hospitalar com o nome de Vicenzo Ezparta, entrou no quarto e olho-me e sorriu.
Deve ter percebido o clima tenso que estava, quando Sr.Mazzarella se afaste do meu corpo.
— Que bom que acordou, preciso conversar com você. — falou ele para mim de um jeito sério.— Você tem um quadro clínico grave, uma doença cardiovascular. Recomendamos uma cirurgia para corrigir o quanto antes.— declarou direito.
As suas palavras não trazem choque nenhum para mim, pois já conhecia bem o meu quadro de saúde. Só nunca achei que seria necessária uma intervenção cirúrgica.
— Você já sabia do seu quadro de saúde? — perguntou, diante do meu silêncio.
Balancei a cabeça afirmando, e escutei o senhor Mazzaella, suspirando do outro lado.
— Ótimo! Então resta dizer-me que uma da suas artérias está com má formação, então quando sofre um stresse o sangue não consegue bombardear em devidas condições. Isso levaria a um enfarto fulminante — explicou o médico.
Estava chocada com a situação e, em simultâneo, cética. Não posso confiar nessas pessoas, fui sequestrada e agora sou mantida como refém, dos seus atos imorais.
— Não pretendo ser operada pelo senhor! — Declaro, meus batimentos cardíacos, estão acelerados.
— Senhora entenda que o seu estado é grave, como profissional devo assegurar o seu bem estar.— fez menção de aproximar-se.
— Não encoste em mim. — Gritei, o assustando. — Você é tão perverso, como essas pessoas, que estão me mantendo em cárcere privado.
— O meu trabalho é mantê-la viva, e vou fazê-lo, mesmo que a senhora descorde. — Ignorou, o meu pedido de ajuda.
— Quero voltar para minha casa. — Abraço minhas pernas. — Deixem-me ir embora, prometo não contar nada a ninguém. Por favor, só quero sair daqui... — Meus olhos estão nublados por lagrimas.
Começo respirar com dificuldade, o médico tenta aproximar de mim, mas não o permito.
Cai da cama e busco por respirar, e não consigo, esforço-me, mas o ar tornasse sufocante.
— O que ela tem porra? ... faça alguma coisa, ela está morrendo, Vicenzo. — Ele segurou os meus braços, parecendo aflito.
— Por favor se afaste , ela precisa respirar...— O doutor protestou a sua aproximação, sobre mim.
O senhor Mazzarella começa a gritar com o médico. E junto se aproximam de mim, tento gritar, mas minha voz não sai e repentinamente tudo escurece novamente.