“Seu erro foi ter me deixado viva John, pois assim posso te deixar apodrecendo dentro da cadeia. E não vou medir esforço pra isso acontecer. — Sarah Miller”.
Sarah.
Estava realmente muito ocupada, muito mesmo.
— Lia, eu sinto muito mas eu não posso atender agora. — digo após ela me explicar algo que não prestei atenção, parada em minha porta com parte de seu para dentro.
Ela havia me ligado duas vezes já.
— é que senhorita, um advogado... Que você conhece bem, aliás, está aqui para uma conferência. — nego, ainda digitando um dos inúmeros e-mails que preciso enviar.
— mande ele voltar outro dia, Lia. — minhas unhas atrapalhavam na hora de digitar e eu tinha que pagar e corrigir o tempo todo.
— senhorita... É o Paul. — a olhei, tirando os óculos do rosto e enxergando um pouco ruim.
— oque ele quer aqui? — digo desanimada mas não por ele, por ter que parar tudo.
— ele veio já faz um tempo, disse que o assunto com você era de extrema importância. Não vai embora até poder conversar com a senhorita. — eu respirei fundo, muito fundo mesmo. — posso terminar os e-mails pra você. — me levanto, organizando todas aquelas pastas e papéis.
— não quero que faça tudo por mim. Já tem trabalho de mais. — ela adentrou a sala e eu coloquei os óculos novamente, sentindo desconforto nos olhos.
— não tenho problema com isso. Eu amo o meu trabalho. — pegou as pastas de minhas mãos e eu suspirei.
— tudo bem, parei aqui. — mostrei. — todos esses já estão concluídos. — apontei. — e esses ainda não. — eram os últimos.
Lia concordou e dei permissão para que deixassem Paul entrar, em plena quinta-feira, às 19:04 da noite.
Sim, ja era pra eu estar em casa. Nem Clare estava mais no trabalho. Hoje foi a vez dela de ir pra casa cedo.
Em alguns segundos Paul adentrou minha sala e eu sorri sem graça.
Paul é um advogado de outro departamento em outra empresa. É como um sócio por lá e as vezes é mandado para conferências comigo. Várias vezes já estivemos no mesmo julgamento.
Ele é gordo, alto, de pele branco com barba e cavanhaque.
Se não fosse por essas características, Paul jamais repetiria a mesma coisa toda vez que tem a oportunidade, que é sobre seu peso.
Ele usa isso como uma piada. Talvez fique nervoso demais em minha presença, não sei. Sinto que eu o intimido de alguma forma.
— Olá, Sarah. — fechou a porta atrás dele e eu sorri esticando a mão para que ele se acomodasse na cadeira a minha frente.
— tudo bem? — nos cumprimentamos com as mãos.
— tudo sim. — se sentou e fiz isso também. — ah, essas cadeiras minúsculas, não foram feitas para mim não. — riu de forma exagerada, como se tivesse ouvido uma grande piada.
— pois é né. — ri sem jeito e ele foi parando aos poucos.
De seu bolso tirou um lenço branco onde enxugou a testa molhada com suor.
— então, oque lhe trouxe até aqui? — espero não ser um caso difícil, minha agenda está cheia.
— bom, vamos direto ao ponto, certo? — concordei me sentindo a vontade com a sua seriedade do nada.
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• Paixão Obsessiva
Romantik- que tudo se foda. - Disse ela. E seu assassino a fodeu dia e noite incansavelmente, enquanto ela implorava por mais. Sarah é filha de um dos maiores assassinos dos Estados Unidos. Além de crescer com traumas precisa sempre andar escondida pois seu...
