97° capítulo

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Boa leitura 💜 🧚🏻‍♀️

Sarah.

Jay não apareceu, mas eu estava feliz.

Tive alta do hospital e estou me tratando em casa, tomando os remédios regularmente a dois dias.

Já estava arrumada e cheirosa, com uma calça preta jeans, blusa e um casaco. Usaria também um salto, mas a neve lá fora parece me impedir de tudo.

Mando mensagem para o Jay, dizendo que estou indo até a mansão de Sinclair.

Ele me contou que não poderia sair de lá, pois a polícia está atrás dele por conta da última missão.

Eu não acho isso certo, tão pouco posso o questionar sobre. Ele não pararia.

— Brutus! — o chamo daqui de cima, mas ele não me escuta e continua a latir freneticamente. — meu Deus, Brutus, já chega! — digo andando até a porta de meu quarto.

Quando coloco o corpo para fora dela, o alarme começa a soar alto.

Naquele momento eu entrei em desespero, naquele momento eu não pensei em nada.

Meu corpo inteiro se estremeceu quando uma pancada foi altamente ouvida e o som do alarme parar de soar pela casa de repente.

Tudo ficou silencioso, até Brutus voltar a latir e sair correndo. Suas patas foram ouvidas daqui de cima.

Eu desci correndo também, sem pensar duas vezes. Brutus mataria quem quer que fosse.

Antes o sujeito vivo do que a minha casa cheia de sangue.

— meu Deus, não atira nele! — grito quase tropeçando em meus próprios pés, descendo as escadas correndo e não me importando com aquela arma exposta na mão de um cara que eu nunca vi.

Seus olhos caídos, olheiras e barba mal feita, eram as características mais comuns entre invasores. Além da roupa preta.

— por favor moço, eu imploro, não atira nele! — com as mãos trêmulas, eu as levanto no ar, pedindo calma.

Meus olhos se encheram de lágrimas. Jay não estava aqui para me defender, e eu morreria!

— vem comigo ou eu atiro nele bem na sua frente. — engulo em seco e Brutus fica igual uma estátua.

— Brutus.. — não ouso me aproximar, não ouso tirar os olhos do homem.

— eu não tô brincando. — ele gatilha...

— Brutus, vem cá. — as batidas de meu coração pareciam pulsar agressivamente dentro de mim. Mas o medo que eu sentia era muito mais complexo que isso.

Brutus me olha rapidamente, e eu forço os olhos levemente a ele, que entende.

Mesmo arriscando a vida do meu cão, Brutus conseguiu pular no braço daquele cara antes mesmo de ele ter alguma reação.

A arma voou para o canto da cozinha e diante da cena onde Brutus mordia horrivelmente o homem, eu corri para buscá-la ao chão. Morrendo de medo.

Ele gritava de dor e tentava se soltar de Brutus, mas eu não pude prosseguir.

Algo tocou suavemente minha cabeça.

melhor não fazer isso. — engulo em seco. — manda ele soltar se não eu dou um tiro na sua perna e te levo do jeito que tiver. — engulo em seco, paralisada no meio do caminho até o chão, onde não consegui pegar a arma a tempo.

• Paixão Obsessiva Histórias para pegar e não largar. Descubra agora