146° capítulo

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Boa leitura 💜 🧚🏻‍♀️

Jay.

Sarah fez as unhas. Colocou aquelas unhas grandes e quadradas nas pontas mas iam afiando, quase que pontudas... Deixa as mãozinhas dela uma delícia. Pra ajudar, eram vermelhas e algumas com desenhos brilhosos.

Ajeitou o cabelo, estava maquiada e de vestido preto, por baixo aquela lingerie vermelha...

Eu engoli em seco enquanto ela se despedia da Laura, que estava nos braços do Ben.

Ela não sabe mas ele quem vai cuidar da pequena hoje. Vai levá-la com ele para a casa de Alisa e as meninas ficarão aqui sozinhas.

Quando ela passou por mim, escadas a cima, eu a segui.

A bunda dela balançava e aquele salto alto a fazia andar com um pé na frente do outro, emitindo som por todos os lados.

— que foi, amor? — intrigado, não respondi e parei atrás dela quando parou na porta do nosso quarto, não a abrindo ainda, só segurando a maçaneta. — Jay, achei que tivéssemos conversado.

— não tô conseguindo assimilar pra onde você tá indo. — ela suspirou chateada, igual como fez nas outras noites, quando não conseguia acreditar que teria que fazer tudo aquilo.

— disse que ia confiar em mim. — se vira totalmente a mim me encarando.

— eu vou, mais tô com medo. — engole em seco.

— não precisa, você me treinou bem. Vai dar tudo certo. — agora adentra o quarto e faço o mesmo, fechando a porta e a observando de longe.

Já me acostumei muito com ela, mas ainda é estranho olhar pra filha de John Miller e saber que tenho a oportunidade de matá-la, mas não é isso que quero.

Ao invés disso, tô tentando segurar as forças que me rodeam e me dizem pra pegá-la pelo braço e prendê-la dentro de um lugar seguro.

Logo ela, a filha do John Miller.

— você não estando confiante me deixa menos confiante ainda. — responde de longe, passando mais perfume meu Deus.

— não tô confiante mesmo, ficaria se você não fosse tão chamativa assim... Tô até pensando que não será só o seu alvo a te querer. — ela se vira pra mim, colocando a mão na cintura e me olhando com uma certa expressão.

— nossa, você fala como se eu fosse a mulher mais gostosa do mundo, como se não tivesse defeitos. — começo a rir, cruzando os braços pra encará-la de longe.

— me diz um só defeito seu, Sarah. Um só que existe. — espero por algo e ela nega de cabeça revirando os olhos.

— sou péssima em muitas coisas... — começo a rir no meio da frase.

— eu tô falando na sua aparência, não nos seus dons.

— não gosto das minhas orelhas. — diz com insegurança.

— não tem defeitos nelas. — respondo direto.

— as vezes a minha bunda tá muito mole e mulheres não gostam disso. — começo a rir alto.

— ah meu Deus! — passo as mãos pelo rosto, abismado. — não vou mais discutir com você, faça oque quiser mas não esquece.. — aponto do dedo na sua direção. — eu vou saber se ele passar dos limites. — ela concorda de longe, com as sombrancelhas arqueadas.

— já conversamos, eu já tô nessa, não posso voltar atrás, Jay. — concordo.

— certo. Termina de se arrumar, a equipe já tá vindo aqui te buscar. — falo simples e dou as costas, a deixando ali.

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