33° capítulo

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“Qual seria o motivo perfeito pra fazê-lo mudar de ideia? Sendo que no fundo, sei que nada o pararia. — Sarah Miller”

Sarah.

Havia despertado a 5 minutos. No teto branco, o reflexo do sol, emitido pela janela que tinha a cortina entreaberta.

Encarava o teto a uns 5 minutos, mas parecia uma eternidade.

Levo a mão vagamente até minha barriga e dou uma leve pressionada. Não sentia mais dor, nem parecia que eu fiz um procedimento daqueles.

Qual seria o sexo desse bebê? Acho que o genes da família de Matt é mais forte que o meu, já que seus pais só tem irmãos homens e Matt também.

Mas as vezes isso não significa nada, talvez ele tivesse uma menina pra equilibrar a família.

Eu poderia ter tido a bebê dos meus sonhos. Perfeita, linda... A minha carinha.

Mas ela não seria feliz carregando tudo isso nas costas, toda essa infeliz história.

Me sento na cama ao ouvir som nas escadas, que mesmo com carpete, meus ouvidos faziam um ótimo trabalho por sempre estar atenta.

A porta foi aberta e eu pulei de susto ao ver uma altura maior do que eu esperava.

Era Jay, oque não muda o fato de ser perigoso, mas eu me acalmei.

— calma, sou eu. — o maior cara perigoso.

— eu esqueci que estava aqui. — digo, após me recordar da noite passada.

Eu dormi abessa, a tarde inteira, quando acordei Jay ainda estava ali e quando ele pegou no sono de noite, bem antes de mim, eu pude admirar ele dormir.

Era estranho, Jay dormia como se estivesse atento a algo, e seu sono era leve. Eu tinha que me mexer devagar para não o acordar.

Quando eu fui dormir passava da 1h.

— que horas são? — pergunto esquecendo do susto.

— 13h. — arregalei os olhos.

— por que me deixou dormir até agora?! — me levanto com pressa, logo sentindo uma dor insuportável no pé da barriga.

— porra Sarah, calma. — me segura e eu sirvo a expressão de dor.

— aaauuu. — fui sentada na cama por Jay e apertei os olhos com força.

— eu não ia te chamar cedo pra ir trabalhar, foi dormir tarde. Já avisei Lia que está de repouso. — eu quis protestar mas era difícil sentindo essa dor.

— remédio.. — falo entre dentes sentindo o dobro da dor.

Porém não precisei repetir, Jay entendeu no mesmo instante e esticou o braço para alcançar na minha mesinha de cabeceira.

— toma. — ainda de olhos fechados, como se mudasse algo, eu enfiei o remédio na boca assim que Jay o colocou na palma de minha mão. Senti a garrafinha de água vindo ao meu alcance e logo dei um bom gole. Estava quente pelo ambiente.

Já falei como odeio tomar remédio?

droga. — praguejei extremamente irritada.

— é só remédio. — abro os olhos olhando pra Jay.

— você tem um pescocinho igual ao meu? Por que essas porras parecem que descem de lado! Dói pra caralho! — reclamo ainda sentindo a sensação do remédio na garganta.

E sério, ele não desce reto e rápido, ele desce de lado e devagar. Dói! Eu odeio ingerir remédios por isso.

Prefiro sentir dor do que tomar. Mas em dores extremas, que no caso eu só considero a cólica, aí sim preciso tomar.

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