8° capítulo

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“Eu finjo não pensar em você, mas é com você que rola meus pensamentos mais proibidos” — Sarah Miller.

Sarah.

Já haviam se passado uma semana, Jay não havia aparecido.

Eu tomei partido de procurá-lo nas redes sociais mas não achei absolutamente nada. Talvez ele seja tão misterioso a ponto de não ter nem redes sociais. Ou um foragido da polícia.

Mais o seu erro foi ter dito seu nome a mim.

você não tá me ajudando! — Clare me cutucou com o cotovelo e pisquei algumas vezes notando que sua mãe falava com nós. A voz dela aumentou gradualmente enquanto eu voltava a realidade.

Estávamos no apartamento de Clare e sua mãe estava aqui desde cedo.

Levamos uma bronca sábado passado depois da festa, pois dona Elizabeth, mãe de Clare, havia chegado quatro horas depois que Jay nos trouxe e estávamos naquele estado, pós festa.

Era tão cedo, mas foi o horário que ela avisou Clare que chegaria, mas ela nem pra me avisar.

Ela brigou tanto, mas não dizendo que jamais deveríamos fazer isso, mas por que deveríamos manerar um pouco essas idas a boates. Que acontecem praticamente todo final de semana e ela fica sabendo.

Clare repudiou a mãe e a ignorou totalmente depois disso, enquanto eu ouvia a bronca sozinha.

Ela me trata da mesma maneira que trata Clare, como uma filha. E eu amo.

Naquele dia fomos tomar café e a reunião de sábados foi cancelada, graças a Deus pra mim, já para Clare... Revirava os olhos em todos os assuntos que sua mãe entrava e ficava cochichando pra mim que queria estar na empresa ao invés de estar com sua mãe.

Pode parecer ódio, mas Clare só não gosta da maneira como é mimada pelos seus pais, como parece ser frágil e de vidro como ela mesma diz.

Hoje seria o último dia de dona Elizabeth na cidade, como ela mencionou mais cedo, mas Clare ficou a manhã inteira dizendo:

"Quer ver? Ela diz que vai pegar o primeiro voo da manhã mas vai arrumar um imprevisto para ficar aqui".

Eu ficava rindo, não tinha muito oque eu dizer, já que minha cabeça rolava em outros assuntos.

— e seu pai? — eu ergui os olhos assustada para dona Beth, perdendo até o fôlego, Clare percebera.

— você nem gosta dele, por que tá falando dele? — Clare responde rápido e eu disfarço coçando a garganta em um som baixo.

Achava mesmo que era comigo e que ela perguntava sobre John.

— ele é um canalha. — denota intrigada.

Até hoje não sei oque aconteceu entre eles, e Clare saberia, mas nunca deixou a mãe contar.

Diz ela ter medo de odiar o pai como a mãe odeia.

E eu sei como é odiar um pai, então melhor que ela nem saiba de nada.

— então. — Clare deu de ombros por fim a resposta da mãe, enquanto cortava coentro de um jeito rude.

— só queria saber se ele está bem... Se tá namorando... — deu a volta no balcão ficando ao lado filha.

— ah mamãe, por favor! — bateu com a faca na tábua quadrada de madeira e me assustei.

Quem deu a volta no balcão agora fui eu, saindo de perto das duas e as observando.

Enfiei pra dentro minha taça de vinho branco todinha.

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