129° capítulo

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Dêem a estrelinha para ajudar o livro a crescer ⭐

Boa leitura 💜 🧚🏻‍♀️

Jay.

Sarah não dormiu bem a noite inteira. Nossa pequena Laura também não.

E pra ajudar, fomos hoje cedo registrar ela.

Sarah chorou muito quando entramos no carro, e era com muita felicidade. Ela não precisou registar a filha, e isso não era ruim... Sarah não precisou passar o seu sobrenome pra ela.

Isso gerou tanta felicidade e choro que eu quase chorei junto a vendo naquele estado.

A partir de hoje ela era Laura Coleman. E futuramente, como já prometi, Sarah também passaria a ser Sarah Coleman.

Agora já estávamos em casa, ela dormia depois de tomar um remédio pra dor de cabeça e eu estava na sala com a Laurinha.

As meninas faziam algo na cozinha que estava cheirando a casa toda, e era algo muito bom.

O cheiro me deu tanto déjà vu, que achei que se eu me levantasse do sofá e fosse pra cozinha, acharia a minha mãe ali cozinhando alguma receita doce.

— você vai se dar bem quando crescer mais. — dou um sorriso pra ela, toda de rosinha com sua chupeta rosa também. — vai comer tanto doce. — ela olhava pra todos os lados, mas estava era morrendo de sono.

— Jay Jay. — olho rapidamente pra entrada da cozinha, preocupado, mas era Sophya, passando as costas da mão na testa, que acabou sujando com farinha. — você comprou várias frutas, você quer torta de que? — dou um sorriso.

— a que você escolher tá bom. — Ben descia as escadas quando falei.

— melhor escolher, se não ela vai ficar no seu pé. — avisa brincalhão.

— vou mesmo. — dou um sorriso.

— hmmm. — penso. — pode ser de limão então. — ela alargou o sorriso no rosto e saiu contente pra cozinha.

— é como um ritual, a gente precisa escolher a sobremesa. — ele se senta do meu lado e fico rindo disso.

— obrigado, Benjamin. — estico a mão pra ele, que sorri fraco.

— não precisa agradecer. — aperta minha mão. — acho que não fiz mais do que eu poderia, já você está fazendo muito por nós. — me senti errado.

— eu não amava Sarah antes, tinha um propósito, ela te contou. — concorda. — mas eu cuidei dela, não deixei que ninguém tocasse um dedo nela. E quem tocou sofreu. — me refiro ao Matt... O John... Sinclair...

— posso só te pedir uma coisa? — concordo a ele.

— claro. — ele pensa antes de falar.

— não quero ficar longe delas... A gente conviveu juntos por tanto tempo. — eu já começo a negar no meio de sua frase.

— não vou fazer isso, Ben. — aviso sério. — podem ser minhas irmãs de sangue, mas o irmão de verdade é você. Não irei separá-los. Confio no homem que você é. — bato em seu ombro e ele sorri suspirando.

— eu não deixei que o John me contaminasse. — e eu via claramente que ele não estava. — as meninas costumavam ficar sozinhas em alguns dias da semana, e eu sempre precisava mentir dizendo que o John mandou eu ir até a cidade.. — Ben estava angustiado. — mas na verdade eu estava na casa dele, aquela casa horrenda, carregando restos que um dia foram pessoas. — quando seus olhos beteram com os meus, eu enxerguei, de fato, a dor dele.

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