160° capítulo

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Dêem a estrelinha, boa leitura ✨

Jay.

O primeiro contato após o acidente com Sarah foi muito difícil e doloroso.

Mas esperançoso.

— apesar de tudo, ela está bem. Não se esqueça de utilizar a máscara. — ela me entregou, mas eu não conseguia tirar os olhos de minha coelhinha.

Quando a médica saiu, coloquei aquela máscara para evitar contaminação.

Sarah estava quebrada, uma perna e um dos braços.

A cirurgia foi feita no abdômen, segundo a médica, pouco invasiva mas muito difícil.

Tinha um pedaço do estilhaço do vidro do meu carro lá dentro e uma hemorragia interna que não quero nem pensar que quase pôde ter a levado de mim.

Seu rosto estava tomado por cortes e agora roxos, oque não tinha antes.

Tinha um tubo em sua boca, a ajudando a respirar, e também oxigênio.

— amor, acorda, eu preciso te contar tantas coisas. — me sentei ao seu lado, mas fiquei com muito medo de tocá-la. — feliz natal. — digo baixinho após observá-la.

Parecia realmente só estar dormindo, um sono profundo.

Ela estava quentinha, e observando bem, o lado onde foi atingida quando estava meio virada pra mim dentro do carro, estava completando arrochado, num tom vermelho também.

Seus seios dentro daquela camisola estavam quase visíveis e eu a cobri mais, percebendo que acima deles, no colo, estavam mais alguns pequenos cortes e roxos.

Ela praticamente serviu de escudo pra mim, isso só mostra o quão forte Sarah é.

Até mais do que eu.

você tá linda mesmo machucada. — falo baixinho, chorando. — acorda pra gente conversar, preciso de você. — eu parecia sensível, talvez estivesse, mas não iria admitir isso. Eu preciso ser forte.

Nesse momento ela precisa que eu seja forte.

— aquela sua irmã chata não sabe do acidente, eu prefiro não estragar o Natal de ninguém, mas se você quer que eu conte pra ela então acorda agora.. — parecia um truque, uma chantagem, porém não funcionou.

Resolvi ir mais a fundo e engoli em seco.

— se você não acordar agora eu vou te trair com uma mulher que tô conversando escondido de você. — meus olhos se enchem de lágrimas de novo pela mentira, mas dessa vez eu não seguro elas.

Sarah não acordou nem com isso e baixei a cabeça fraco.

— é mentira minha... Não me deixa. — agora sim, comecei a chorar de verdade.

[...]

Ao me despedir de Sarah após mais alguns minutos, a médica veio me acompanhar até meu quarto novamente, se certificando de que eu não ficaria lá, era perigoso após a cirurgia.

Ela continuava no andar de cima.

E naquele meu quarto gelado, observei a paisagem ao longe.

Já não podia mais receber visitas e recusei os meus acompanhantes, só pedi me trouxessem roupas limpas já que agora poderia tomar banhos e já havia feito isso.

Banhos quentes como recomendação.

Peguei o meu celular todo quebrado e entrei nas redes sociais. Brian disse que minha mãe morta não usa redes sociais mas de todo modo eu procurei.

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