115° capítulo

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Paul.

— Lia, pode tirar cópias disso pra mim? — a encontro no corredor de minha sala, ou melhor, de Sarah.

A algumas semanas esse assunto vem me intrigando constantemente.

— claro, quantas o senhor vai querer... — ela vê a folha, a única que tirei como cópia para não perder.

— preciso que faça uma cópia perfeita e envie para o tribunal, e faça outras 5 para eu poder enviar para uns colegas. — ela fica ali parada, pasma. Suas bochechas grandes ficam vermelhas.

Mas não era vergonha, era como medo.

— Lia, estou pedindo pra você por que não posso enviar por email, é perigoso demais.

— não é isso... É que Sarah sumiu por um motivo: o pai dela. — sussurra e eu concordo plenamente.

— sim, ela pode estar correndo perigo, Lia. — seus olhos são arregalados e a mulher de estatura baixa da um pulo para trás.

— ma-mais Clare disse que ela está tirando férias, eu só repeti oque estão falando por aí... É verdade mesmo? — não queria preocupá-la, mas eu estou nessa de "não querer me preocupar" a semanas, talvez meses, e até agora Sarah não deu um retorno a ninguém!

Nem a Clare! As irmãs inseparáveis.

— John está nas ruas, Lia, ele sempre amou a filha mais do que tudo! — eu a fiz chorar, mas eu preciso fazer alguma coisa. — imprima a quantidade de cópias que pedi e logo depois envie para esses endereços. — eu estava saindo, passando por ela até que ela fala comigo.

— mais, oque você pretende? Aqui tem coisas sobre John. — concordo.

— sim, está uma bagunça assim mesmo por que eu não posso enviar por outro meio, é perigoso demais depois da notícia da semana passada. — ela não se mexe. — Lia, faça isso, eu prometi a Sarah uma vez que se um dia ela sumisse, eu não descansaria até achá-la. — ela engole em seco. — se ficarmos esperando "ela voltar de viagem" — uso aspas. — ela vai voltar dentro de um caixão, e com sorte teremos algumas partes do corpo dela.

Era pra dar medo, mas eu também não menti. Sabemos como John da fim em suas vítimas depois da morte. Como ele é persuasivo e como picota suas vítimas para dificultar que alguém as encontre.

Ele é doente! Nojento!

Quando eu sai andando para longe dela, desci até a recepção onde pedi para encontrar uma pessoa.

Ele estava a minha espera no saguão, e confesso que senti medo de sua cara. Era mal, mas também não parecia dormir bem a semanas.

— me chamou? — perguntou assim que me aproximei o suficiente para ele ter certeza de que era eu, mas pelo jeito ele já sabia disso.

Ele era alto, forte, rosto marcante e um tanto assustador. Usava preto e não parecia bem mentalmente também.

— olá, bom dia, Jay. — estico a mão para cumprimentá-lo e mostro a minha tremedeira. Mas diferente de mim, Jay tinha mãos firmes.

Ele não é mais um suspeito pra mim desde o dia em que liguei pra ele no meio da noite e ele não estava bem, dizendo pra deixar pra lá a história da Sarah por que poderíamos correr perigo. Por mais que isso pudesse significar que ele faria algo pra se próprio encobrir, eu fui atrás.

Câmeras, testemunhas... Nada comprovou que Jay é envolvido.

Na verdade, ainda creio que ele seria eficaz para a busca de Sarah.

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