131° capítulo

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Boa leitura 💜 🧚🏻‍♀️

Sarah.

Ainda estava emocionada de finalmente estar aqui, com pessoas que me amam de verdade, que não pensam em se aproveitar de mim quando menos eu esperar.

Me sentia feliz em ter conversado com um pai de verdade, e talvez eu precisava daquilo.

Jay estava me sufocando a dias, me enchendo com dona Mary e conversas estúpidas sobre o John.

Era óbvio que eu entendia, aquilo tudo não passava de preocupação de sua parte. Nada além disso.

Mas estava me sufocando.

Por que não quero falar a ele, mas ainda não caiu a fixa que John morreu, eu não vi, não pude dizer coisas que sempre quis, bem na cara dele.

Parecia mentira.

Sonhava e tinha pesadelos o tempo todo com esse momento, com esse fato!

Mas ainda sim, confiava e acreditava no Jay, que ele realmente o matou, e que daqui pra frente eu estaria em paz.

Só que... Também sentia que a qualquer segundo minha filha sumiria, e o motivo do submisso seria o John.

A maioria dos pesadelos era com ele fazendo algo pra ela, algo ruim.

- por que me trouxe pra cá? - Jay me trouxe pra lateral da casa, da qual era pequena e não tinha nada além de grama, flores e um caminho iluminado com luzes no chão, mesmo diante do sol. Era do lado oposto do qual os meninos estavam arrumando a pouco tempo.

- quero te dizer uma coisa a sós, e lá dentro tá cheio de gente. - ele sorriu e eu percebo como parecia um pouco... Nervoso.

Mas também me deu uma sensação boa ao ouvir a frase, até por que quelas pessoas lá dentro, eram nossa família.

- então diga. - vejo Jay olhar pra baixo, sorrir e pegar minha mão.

Fiquei nervosa também, confesso. Mas eu não acreditei num pedido de casamento.

Primeiro que Jay não me pediria em casamento aqui, na lateral de uma casa chique feito essa, sem antes me levar pra um lugar que ele sabe que iremos estar mais a vontade.

Mas eu esperei por algo tão parecido quanto um pedido de casamento.

Meu coração se acelerou e não tirei os olhos dos seus.

- eu... - ele estava nervoso mesmo?

- por que tá nervoso, Jay? - fico séria, espantada e assustada. Era algo muito sério.

- conversei com Paul. - ele mexe no bolso da frente de sua bermuda, puxando com uma mão um papel dobrado. - Paul disse que posso te dar uma coisa temporariamente, mas que já é um bom começo pra gente. - sem entender NADA, eu fiquei em silêncio até ele me entregar o papel.

Quando eu peguei, ele não soltou e nos encaramos.

- não é o bastante, mas eu sei que não é legal ver que sua filha tem um nome diferente do seu. - ainda calada e séria, eu peguei finalmente o papel de sua mão.

Já no título eu soube oque se tratava, mas não fiquei com preguiça de ler do começo ao fim, entendendo bem em cada linha oque aquilo significava.

- Jay... - o encaro.

- é como uma união estável. Você pode usar o meu...

Eu não deixei que terminasse de falar, eu apenas voei em seu pescoço rapidamente, me pendurando nele até que ele me agarrasse pela cintura para me sustentar no ar.

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