150° capítulo

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Boa leitura 🧚🏻‍♀️

Sarah.

— então é só um lar temporário? — eu tentava incrimar essa pessoa tentando fazê-la falar abertamente sobre isso.

— não, lar temporário é um termo muito forte, eu só abrigo eles por alguns dias. — nega de cabeça, sem arrependimento.

A moça mulçumana não tinha características de uma, mas pela sua casa vários objetos a entregavam ter tido uma vida dessas. Uma religião como a deles.

— ele veio pra mim...

— você o pegou para entregá-lo? — ela suspira, negando de cabeça como se tivesse de saco cheio de me explicar a mesma coisa.

— eu ia levar ele pro aeroporto, onde eu despacharia pra um homem francês. — bingo.

pronto, já peguei. — escuto do outro lado da escuta.

— e esse homem seria pai solo? — eu não me mostrei assustada, pelo contrário, queria saber daquilo com tanta fascinação.

Tudo pra ela não desconfiar.

A mulher era um lar temporário de crianças que seriam vendidas. Estava colaborando com aquele esquema corrupto de crianças desaparecidas.

Só que dessa vez quem queria pegar alguém e prender, era o oficial do governo. A KGB só nos recrutou, mas não poderiam fazer nada.

Fomos tipo "emprestados" pros oficiais, que pagariam bem.

— do que você está falando? Quantas pessoas querem crianças ilegais para ter como filhos? Isso é ridículo. — seu sotaque era algo forte, mas eu entendia bem o seu inglês.

— certo, então você entregaria um menor nas mãos de alguém que o usaria e depois sabe se lá oque? — digo me levantando, sem fazer contato visual enquanto checo no pulso o meu horário. — estou atrasada, preciso do garoto para levá-lo aos pais adotivos. — não encaro em seus olhos, finjo ajeitar o casaquinho no corpo enquanto ela estava prestes a se levantar.

— primeiro o pagamento. — agora a encaro, ficando imóvel.

— já foi feito um pagamento, a criança sairia daqui na sexta-feira, 10h da manhã como o combinado. — me estranhando, ela faz essa expressão.

— você era pra ser um homem...

— mudança de planos.

— isso antes dele me ligar pedindo que eu levasse a criança.. — dou um sorriso gentil.

— amor, já estamos tentando facilitar o seu lado e você ainda quer dificultar?... Ok. — ajeito o cabelo, o puxando de dentro do casaco. — vá em frente, você mesma. — pego minha bolsa. — quanto menos trabalho pra mim, melhor. — dou alguns passos. — ah.. — volto me virando pra ela. — só não esqueça de ligar pra eles. — faço o gesto de um telefone. — avise que você passou por cima das ordens dele por favor. — e com um sorriso, eu dou as costas.

Sarah.. — a voz do outro lado provavelmente negava, enquanto me achava perversa.

E eu sabia bem quem era.

— ok! — ela gritou e eu sorri vitoriosa segurando a maçaneta da porta. — pode levar, eu não quero me estressar mais tarde. — me viro.

— que ótimo, atrasando o meu lado pro seu ficar livre, muito bom. — debocho e pra ela é um tanto faz.

Ela segue por um corredor daquela casa pequena e cheia de cacarecos.

Kim chegou com o carro, não de as costas sem antes estar segura.

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