Dêem a estrelinha, boa leitura ✨
Jay.
Contra as ordens médicas, coloquei minha jaqueta de couro e ajeitei a camisa debaixo dela. Estava neutro, todo de preto.
Recusei o uso da tala pois iria dirigir, carregando comigo no bolso o remédio que precisava tomar daqui a duas horas. Com sorte lembraria.
Deixei a cama arrumada e um agradecimento paras as enfermeiras, mesmo que eu ainda voltaria pra cá. Mas dessa vez como acompanhante.
E ao respirar fundo sai de meu quarto, pegando o elevador.
Estava nervoso, mas determinado.
Nos andares a cima, me despedi de Sarah, ela havia saído do coma induzido, mas nada de acordar ainda. Levaria um tempo, no tempo dela.
A beijei e deixei claro oque estava indo fazer.
E após isso, desci.
Do lado de fora um carro já me esperava.
- a coisa deve ser séria. - era Sam, fumando dentro do estacionamento de um hospital, todo mundo olhando ele jogar a bituca pra longe.
- não muito, é só um morto vivo. - eu sabia que ele falava do assunto em questão.
Pedi que Brian averiguasse tudo pra mim, mas também avisei que estava indo fazer eu mesmo.
- e a Sarah? - o rosto dela cheio de hematomas me vem na cabeça, mas afasto isso pra lá.
- melhorando. - apenas digo, tentando ser forte para mim mesmo.
- então vamos. - joga a chave em direção do meu peito, me pegando desprevenido mas conseguindo segurar a tempo.
Adentramos o carro de Sam e seguimos viagem. Ele me atualizou sobre a missão em que Sarah e eu iríamos participar, me dizendo também sobre Susan estar se saindo bem.
Ainda achava uma péssima ideia ela participar, assim como também não queria Sarah envolvida, mas isso partiu das duas e eu não poderia questionar.
Aliás, nem deveria.
- pega a primeira saída. - diz tentando atualizar aquele GPS do seu carro.
- vamos voltar pro centro. - afirmo sem entender.
- mas tá certo, vai por mim. - a saída já estava bem na minha rota e fui obrigado a descer por ela, praticamente voltando todo o percurso.
- isso não tá certo, arruma isso logo. - ele fuçava aquele GPS digital mexendo em mil e umas coisas e eu começando a sentir dor no meu braço mas me mantendo ali.
- tô seguindo pelo celular, relaxa. Hora errada pra parar de funcionar cacete. - ele bateu no aparelho e apenas bufei. - aí, viu, eu sou foda. - nego de cabeça sem dizer nada, a cabeça longe. - tá, quando chegar no museu você vira na rua dele.
- aquele perto da delegacia? - acho estranho.
- uhum. - era dia, tudo movimentado, as ruas cobertas por uma neve rala e um sol forte mas que não parecia esquentar nenhum pouco.
- aqui? - ele concorda e viro a rua.
Era a rua da creche onde Sarah deixou Laura, e por enquanto ela não precisa vir, está em ótimas mãos.
Observei o local, passando mais vagamente possível, enxergando crianças e cuidadoras.
Foi quando freei o carro bruscamente.
- caralho, tá maluco. - alguns carros atrás fizeram o mesmo e começaram a buzinar.
Minhas memórias e minha intuição as vezes sempre estão certas, eu que não paro pra entendê-las.
VOCÊ ESTÁ LENDO
• Paixão Obsessiva
Romance- que tudo se foda. - Disse ela. E seu assassino a fodeu dia e noite incansavelmente, enquanto ela implorava por mais. Sarah é filha de um dos maiores assassinos dos Estados Unidos. Além de crescer com traumas precisa sempre andar escondida pois seu...
