161° capítulo

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Dêem a estrelinha, boa leitura ✨

Jay.

Contra as ordens médicas, coloquei minha jaqueta de couro e ajeitei a camisa debaixo dela. Estava neutro, todo de preto.

Recusei o uso da tala pois iria dirigir, carregando comigo no bolso o remédio que precisava tomar daqui a duas horas. Com sorte lembraria.

Deixei a cama arrumada e um agradecimento paras as enfermeiras, mesmo que eu ainda voltaria pra cá. Mas dessa vez como acompanhante.

E ao respirar fundo sai de meu quarto, pegando o elevador.

Estava nervoso, mas determinado.

Nos andares a cima, me despedi de Sarah, ela havia saído do coma induzido, mas nada de acordar ainda. Levaria um tempo, no tempo dela.

A beijei e deixei claro oque estava indo fazer.

E após isso, desci.

Do lado de fora um carro já me esperava.

- a coisa deve ser séria. - era Sam, fumando dentro do estacionamento de um hospital, todo mundo olhando ele jogar a bituca pra longe.

- não muito, é só um morto vivo. - eu sabia que ele falava do assunto em questão.

Pedi que Brian averiguasse tudo pra mim, mas também avisei que estava indo fazer eu mesmo.

- e a Sarah? - o rosto dela cheio de hematomas me vem na cabeça, mas afasto isso pra lá.

- melhorando. - apenas digo, tentando ser forte para mim mesmo.

- então vamos. - joga a chave em direção do meu peito, me pegando desprevenido mas conseguindo segurar a tempo.

Adentramos o carro de Sam e seguimos viagem. Ele me atualizou sobre a missão em que Sarah e eu iríamos participar, me dizendo também sobre Susan estar se saindo bem.

Ainda achava uma péssima ideia ela participar, assim como também não queria Sarah envolvida, mas isso partiu das duas e eu não poderia questionar.

Aliás, nem deveria.

- pega a primeira saída. - diz tentando atualizar aquele GPS do seu carro.

- vamos voltar pro centro. - afirmo sem entender.

- mas tá certo, vai por mim. - a saída já estava bem na minha rota e fui obrigado a descer por ela, praticamente voltando todo o percurso.

- isso não tá certo, arruma isso logo. - ele fuçava aquele GPS digital mexendo em mil e umas coisas e eu começando a sentir dor no meu braço mas me mantendo ali.

- tô seguindo pelo celular, relaxa. Hora errada pra parar de funcionar cacete. - ele bateu no aparelho e apenas bufei. - aí, viu, eu sou foda. - nego de cabeça sem dizer nada, a cabeça longe. - tá, quando chegar no museu você vira na rua dele.

- aquele perto da delegacia? - acho estranho.

- uhum. - era dia, tudo movimentado, as ruas cobertas por uma neve rala e um sol forte mas que não parecia esquentar nenhum pouco.

- aqui? - ele concorda e viro a rua.

Era a rua da creche onde Sarah deixou Laura, e por enquanto ela não precisa vir, está em ótimas mãos.

Observei o local, passando mais vagamente possível, enxergando crianças e cuidadoras.

Foi quando freei o carro bruscamente.

- caralho, tá maluco. - alguns carros atrás fizeram o mesmo e começaram a buzinar.

Minhas memórias e minha intuição as vezes sempre estão certas, eu que não paro pra entendê-las.

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