87° capítulo

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Sarah.

Eu já estava na terceira taça enquanto Jay revirava cada parte de meu quarto.

Isso depois de revirar os outros cômodos.

Até em baixo da cama com um mísero espaço ele se abaixou para olhar, como se realmente tivesse um cara alto e musculoso ali em baixo.

Que é o tipo que eu gosto.

Mas não precisa ter tantos músculos, fica feio depois de uma certa quantidade.

- é, filha. - solto em meio a um suspiro. Mia estava em meu colo, como um bebê segurando em meu ombro e peito, olhando Jay vasculhar com atenção. - querendo ou não, ele é o seu pai, e querendo ou não, ele é um chato e controlador.

Não que a última palavra defina somente a ele, mas gosto do som dela quando vou defini-lo.

E por mais errada que eu seja ao dizer isso, gosto quando ele me controla.

- mamãe vai tomar um banho e quando o seu pai parar de procurar o fantasma, você avisa ele que o cheiro no closet é do perfume novo do seu irmão. - a deixo no chão de meu quarto, seguindo para dentro do banheiro onde deixo a taça vazia sobre a pia.

Começo a me despir sem me preocupar em fechar a porta, mesmo sabendo que isso poderia não acabar bem se Jay adentrasse o banho.

Porém, independente de algo, ele tem um trato comigo. Comendo Alisa ou não, que veio com o rabinho entre as pernas dizendo que ele a machucou e que eu deveria saber.

A cima disso, ele tem o dever de me satisfazer. É como uma putinha.

Mas pro meu bem e pro azar dele, vai passar vontade.

Fora que eu não tô com peninha da Alisa. Mesmo ela não querendo mostrar que deu pra ele, ela queria era me "ajudar".

"Está tudo bem? Por que se ele fez isso com você, podemos denunciar juntas".

Como se ter um pau dentro de mim fosse ruim.

Minha psicóloga disse que Jay precisa continuar transando comigo. Ele estava sendo o meu remédio, e ela notou que eu mudei muito depois do término.

Eu falei a ela que agora éramos "amigos", e que só decidimos não namorar mais. Ela não sabe de mais nada além disso. Por isso sugeriu que eu e Jay tivéssemos uma amizade colorida, continuando a transar sempre que quisessemos como se o término tenha sido tão amigável a esse ponto.

Só assim, eu ficaria melhor e não precisaria dos remédios que venho tomando.

E não estou precisando mais, parei de vez, não posso ser dependente só por que estou triste. Aliás, encontrei um remédio muito melhor e natural. Gozo todos os dias. Gozo bem gostoso com dois brinquedos na minha buceta.

E eu realmente transei com um carinha em uma festa a quatro dias. Pedi que Clare não contasse a Fhilip que iríamos sair, para que nenhum dos machos aparecesse lá.

Eu precisava daquele momento, me abriu a mente e me fez ter dias mais leves. Não pensei em Jay naquela noite. Bom, não enquanto eu estava me embebedando.

No final, o carinha que conheci me levou pra um motel e foi bom, eu tirei todo o estresse que eu estava sentindo. Todo aquela energia ruim.

Ele só não fode tão bem quanto o traíra do meu ex.

- achou alguma coisa? - o encaro parado na porta, mas logo paro pra enfiar o rosto e cabelos debaixo da água quente.

Em poucos minutos, escuto o celular de Jay em uma chamada, enquanto a pessoa do outro lado parece demorar pra atender.

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