157° capítulo

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Boa leitura 💜 🧚🏻‍♀️

Amélia.

- não sei se ainda consigo fazer isso. - minhas mãos suavam frias e meu coração estava disparado.

- mas agora você pode... - antes que ele dissesse mais alguma coisa, me levantei da cadeira inquieta, a fazendo se arrastar para trás.

- você não entende... Ele irá me odiar! - ponho a mão no peito, trêmula e nervosa.

- sente-se, fique calma...

- eu o abandonei, eu o deixei pra trás pra seguir com o plano de vocês! - eu queria ser grossa, como nunca fui.

- mas você precisou, pelo bem da sua família. - ele tentava, fardado com aquela farda que ao longo dos anos só evoluiu de cor e detalhes.

- minha família? - denoto querendo chorar e achando aquilo tanta crueldade de certa forma. - ou oque restou dela? Meu filho não consegue nem sair a luz do dia! - me sento de novo, tentando me acalmar e ele faz o mesmo. - eu perdi tudo..

- já tivemos esse conversa e isso não é verdade.

- eu perdi a minha família. - o encaro séria, mas dentro do peito o vazio. - éramos a família perfeita, nada a reclamar, tudo era como um conto de fadas. - ele suspira.

- são anos ouvindo isso de você, e são anos achando que a cada mês você estará melhor. - eu ri.

- melhor? Você já sofreu um trauma na sua vida como o meu?! - ele não responde.

Mas a resposta era certa. Ele nunca sofreu como eu. Ano retrasado sua filha nasceu, e ao longo de todos esses anos ele já teve dois meninos.

Ele é feliz, não terá um assassino atrás dele.

- Amélia, conversamos, ou devo dizer..

- não! - o interrompo. - não me chame pelo nome verdadeiro como se eu tivesse voltado a ser aquela mulher feliz que eu era. Nada mudou, eu irei continuar nas sombras. - me levanto, pegando minha bolsa. - o passado é passado quando ele é destruído... Não me faça voltar atrás de algo que foi tirado de mim.

Com lágrimas nos olhos, eu me despeço. O coração falava mais alto, eu queria sair das sombras... Mas a troco de que?

Oque eu teria?

Somente desprezo!

Adentrei o carro após sair daquela delegacia. Sempre olhando ao redor, com medo, naquela vaga bem ao canto. De óculos escuros eu tentei me recompor dentro do carro, mas ainda sim estava muito assustada.

Fui pra casa, sempre fazendo caminhos diferentes.

Me mudar pra Nova York de repente era uma etapa muito diferente na minha vida.

A cidade era muito movimentada, cheia de pessoas a todo canto. Era difícil observar todos com atenção e entender quem era ou não uma ameaça.

Eu cheguei em casa até que rápido. Pude passar na farmácia e comprar os comprimidos do meu filho.

Tranquei o portão alto e suspirei, caminhando até minha porta.

Antes de girar a chave, o toque secreto.

Ele saberia que era eu, e só então entrei em casa de fato.

- filho, sou eu. - acendo as luzes, mas ele não estava ali.

Larguei as coisas na cozinha e fui em direção aos quartos no final do corredor.

Uma casa de dois andares pra ele é demais.

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