40° capítulo

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Sarah.

Duas semanas depois.

Hoje era sexta-feira, eu ainda estava na empresa, morrendo de dor nos meus pés por ter ficado a manhã inteira em pé.

— sim, sim. — engoli em seco, andando de um lado ao outro vagamente enquanto tinha o celular no ouvido e um dos braços atravessado no peito, já que o outro braço já não aguentava mais ficar naquela posição.

Paul estava do outro lado da linha. Havia voltado a um tempo da viagem e tivemos apenas uma conversa, que não foi tão detalhada como essa.

Não tinha nem coragem de raciocinar as coisas que Paul falava a mim, porém muita coisa foi necessária que eu soubesse.

Aparentemente, o suposto Benjamin que quer as coisas de John, "desistiu" do tal do processo, Paul disse que está em aberto, por isso ainda não fui até o tribunal ver isso. Porém... Sempre há um porém.

Paul me disse que ouviu de John, em alto e bom som, que Ben está do lado dele e que vai ajudá-lo a ter seus bens de volta.

— Paul.. — levo os dedos aos olhos onde aberto, sentindo dor, mas eu já estava muito confusa. — Paul... — o chamo mais uma vez, que para de falar. — você tá me dizendo que Ben tá vivo certo?

é oque John me afirmou, e está lúcido. — engulo em seco.

— tá.. — me tremi toda sentindo um tic. — então esse "Ben" quer as coisas de John para quando ele sair da prisão ter suas coisas e recursos, certo?

isso.

principalmente a área florestal? — espero por algo, imóvel.

aqueles metros quadrados de terra pertencem ao seu pai, ele tem recibos e papeladas dizendo que ele comprou legalmente. Na época havia pago um valor de 16 mil para o proprietário. Por isso a polícia não tomou aquilo dele, e legalmente se ele é preso, o local passa para os filhos. — coço a garganta em um som e suspiro.

— precisamos fazer algo em relação aquele lugar. — eu estava eufórica, nervosa, me sentar agora era em vão, mas eu sentia muita dor nos pés.

poderíamos, os papéis devem estar no meio da bagunça daquele depósito que você comprou, porém legalmente, John irá sair, se você vender algo que não lhe pertence, pode haver um processo e quem sairia errada seria você.

no caso, tecnicamente, eu estaria vendendo algo que não é meu. — sigo afirmando, agora entendendo.

sim, poderia ser julgada por cometer o delito de estelionato, do art. 171, quem vende coisa alheia como própria. — conhecia bem essa pena e fiquei pensando. — oque podemos fazer é entrar com um processo sobre o local, dar provas de que aquilo deve ser destruído.

mas não posso fazer isso, vão me associar.

você não, mas eu sim. — suspiro com a mão no peito o afagando, não sentindo controversa disso.

— precisa parar de se envolver tanto, Paul, você tem filhas e uma esposa. Sabe que tem muita gente ruim por aí e que pode acabar descobrindo algo e querer fazer mal. — logo a culpa me cai. Estava pensando somente em mim, na minha paz e vida sem o John e toda essa merda.

Não estava pensando direito, na família dele e oque ele perder se metendo nesse esquema sujo.

agradeço a preocupação, mas eu vou fazer o possível para não ter John solto pelas ruas. Seria muito pior ele vivendo no mesmo chão que minha família... No mesmo chão que você. — afagar o peito não adiantou de nada, meu coração palpitava forte e eu me sentia quente. — vou deixá-la descansar, conversamos depois e eu trarei notícias melhores, prometo. — respiro fundo, a fim de fazer meu corpo manter o controle de sempre.

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