Sarah.
Duas semanas depois.
Hoje era sexta-feira, eu ainda estava na empresa, morrendo de dor nos meus pés por ter ficado a manhã inteira em pé.
— sim, sim. — engoli em seco, andando de um lado ao outro vagamente enquanto tinha o celular no ouvido e um dos braços atravessado no peito, já que o outro braço já não aguentava mais ficar naquela posição.
Paul estava do outro lado da linha. Havia voltado a um tempo da viagem e tivemos apenas uma conversa, que não foi tão detalhada como essa.
Não tinha nem coragem de raciocinar as coisas que Paul falava a mim, porém muita coisa foi necessária que eu soubesse.
Aparentemente, o suposto Benjamin que quer as coisas de John, "desistiu" do tal do processo, Paul disse que está em aberto, por isso ainda não fui até o tribunal ver isso. Porém... Sempre há um porém.
Paul me disse que ouviu de John, em alto e bom som, que Ben está do lado dele e que vai ajudá-lo a ter seus bens de volta.
— Paul.. — levo os dedos aos olhos onde aberto, sentindo dor, mas eu já estava muito confusa. — Paul... — o chamo mais uma vez, que para de falar. — você tá me dizendo que Ben tá vivo certo?
— é oque John me afirmou, e está lúcido. — engulo em seco.
— tá.. — me tremi toda sentindo um tic. — então esse "Ben" quer as coisas de John para quando ele sair da prisão ter suas coisas e recursos, certo?
— isso.
— principalmente a área florestal? — espero por algo, imóvel.
— aqueles metros quadrados de terra pertencem ao seu pai, ele tem recibos e papeladas dizendo que ele comprou legalmente. Na época havia pago um valor de 16 mil para o proprietário. Por isso a polícia não tomou aquilo dele, e legalmente se ele é preso, o local passa para os filhos. — coço a garganta em um som e suspiro.
— precisamos fazer algo em relação aquele lugar. — eu estava eufórica, nervosa, me sentar agora era em vão, mas eu sentia muita dor nos pés.
— poderíamos, os papéis devem estar no meio da bagunça daquele depósito que você comprou, porém legalmente, John irá sair, se você vender algo que não lhe pertence, pode haver um processo e quem sairia errada seria você.
— no caso, tecnicamente, eu estaria vendendo algo que não é meu. — sigo afirmando, agora entendendo.
— sim, poderia ser julgada por cometer o delito de estelionato, do art. 171, quem vende coisa alheia como própria. — conhecia bem essa pena e fiquei pensando. — oque podemos fazer é entrar com um processo sobre o local, dar provas de que aquilo deve ser destruído.
— mas não posso fazer isso, vão me associar.
— você não, mas eu sim. — suspiro com a mão no peito o afagando, não sentindo controversa disso.
— precisa parar de se envolver tanto, Paul, você tem filhas e uma esposa. Sabe que tem muita gente ruim por aí e que pode acabar descobrindo algo e querer fazer mal. — logo a culpa me cai. Estava pensando somente em mim, na minha paz e vida sem o John e toda essa merda.
Não estava pensando direito, na família dele e oque ele perder se metendo nesse esquema sujo.
— agradeço a preocupação, mas eu vou fazer o possível para não ter John solto pelas ruas. Seria muito pior ele vivendo no mesmo chão que minha família... No mesmo chão que você. — afagar o peito não adiantou de nada, meu coração palpitava forte e eu me sentia quente. — vou deixá-la descansar, conversamos depois e eu trarei notícias melhores, prometo. — respiro fundo, a fim de fazer meu corpo manter o controle de sempre.
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• Paixão Obsessiva
Romance- que tudo se foda. - Disse ela. E seu assassino a fodeu dia e noite incansavelmente, enquanto ela implorava por mais. Sarah é filha de um dos maiores assassinos dos Estados Unidos. Além de crescer com traumas precisa sempre andar escondida pois seu...
