38° capítulo

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Jay.

Me despeço do tio Fred como se eu o amasse, esse teatro é necessário. Principalmente depois que a sua sanidade mental se vai embora e no lugar fica uma maturidade do cão, que só fala merda e palavrão achando que isso é normal.

Ouvi tanta bosta hoje, sinceramente, não deveria ter ido assinar aqueles documentos lá.

Deveria ter adiado.

Agora estava em meu carro, do outro lado da rua, enquanto lia uma das mensagens de Sinclair. Só me passou algumas coordenadas.

Já fazem dois dias desde que Sarah foi lá em casa. Ainda não fiquei por perto dela por que eu sei que Sinclair tá na nossa cola. Mas sei que ele não foi cobrá-la.

Nem vou pensar muito nesse assunto, eu fico abismada de ter que lembrar que ela esteve tão perto do meu quarto, eu deveria ter prendido ela lá.

Sinclair faria uma busca? Faria, por que ela tá devendo muito dinheiro, mas desse modo ela estaria segura.

— fala. — atendo a sua ligação.

vou dar uma festa hoje a noite, quero que venha. — eu não estava no clima, mas seu tom era exigente, mandão.

— estou longe, mas chego aí depois das 23h. — falo no mesmo tom, mostrando que eu não sou fácil de manipular.

E ele sabe.

se quiser, traga uma acompanhante, pode trazer a garota que você gosta. — o seu tom...

— Sarah e eu temos algo, mas não tá concreto. — ainda.

mas já me disse que a amava. — engulo em seco.

— sim, eu amo. — minto de novo. — mas não gosto quando você fala assim comigo. E estamos tendo um lance, eu não quero ela participando das suas festinhas sujas. — Sinclair solta uma gargalhada de fumante.

eu fico feliz de ver meus homens felizes com garotas que não prestam. Mas vou te dizer uma coisa, Sarah vai pagar, e se não pagar oque o pai dela me deve, eu não vou poupa-la por você. — contrário o maxilar e aperto o volante em minha mão. — se realmente a ama, não vou mexer com ela, mas se os dois vacilarem, as coisas mudam. — ligo o carro.

— ela não vai deixar de te pagar nenhum centavo.

ai ai meu jovem, se cuide, você está dormindo com o inimigo. — falou debochado e eu desliguei na sua cara, jogando o celular de qualquer maneira no banco do lado.

Pensava comigo, Sarah? A inimiga?

Ela que está dormindo com o inimigo.

Dou partida no carro cantando pneu pela rua, provavelmente assustando os velhos caducos da clínica, mas pouco me importei.

Sigo em direção ao centro, onde eu tinha um compromisso marcado a cinco dias e não compareci.

Sinclair é o próximo que eu vou ter o prazer de eliminar.

Peguei um leve trânsito mas cheguei a tempo.

— eai, dona Abgail. — a vejo no seu lugar de sempre. Quando me vê, da um sorriso enorme.

— Jay, quanto tempo! — sorri de lado.

— tava ocupado. — passo pelas grades duas notas de cem. — quero ver Susan. — ela desfaz aquele sorriso.

— bom, Susan não está fazendo programa a duas semanas. — meu sorriso também mucha.

— como assim? — mostro preocupação e minha expressão também muda.

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