“Você quer pagar pelo que fez? Fique 15 anos preso por estupro de vulnerável e aí sim vem me pedir perdão, seu cretino”.
Jay.
Estávamos em reunião, eu com a perna toda machucada, mas ganhava atendimento médico, assim como alguns de meus colegas.
Já fazia dois dias que Sinclair planejava uma invasão a casa do Johnson, que sequestrou sua filha.
Porém, naquela porra de lugar já não tinha mais criança nenhuma e isso tava me corroendo.
O caminho todo de volta pra cá, apertava minha arma bem firme em minha mão querendo estourar os miolos de Sinclair por ter feito esperarmos tanto tempo para fazer este resgate.
Agora estávamos todos aqui, pós batalha. Com sorte não perdemos nenhum homem, mas Johnson sabia que estávamos indo e seus homens eram o dobro dos nossos.
— estou bem, obrigado. — faço gesto com a mão para que a senhora pare de passar aquela porra ardente em mim.
Obedeceu, caso contrário não saberia oque tá preso aqui dentro de mim.
— bom, diante disso eu vou convocar alguns de vocês para atravessarem a fronteira. — acrescentou, já que falava para onde Johnson havia ido.
Eu não ligava mais, só queria essa criança bem e olha quanto tempo passou. Ela não é importante pra ele, e se for resgatada, vai nunca mais querer olhar na cara de um pai como esse, se é que isso pode ser considerado pai. Fora o trauma que ela viverá pra sempre.
Ele começou falando alguns nomes, aos quais não recusaram a missão.
Por sorte, não estava no meio, mas eu fiquei surpreso. Tanto ele quanto eu sabemos como sou bom. Mesmo que todos aqui tenham treinamento de alto padrão.
Após um tempo, remendados e medicados, não no meu caso, fomos para outro cômodo comer e beber.
Eu mancava enquanto tinha bastante dor em uma das pernas, mas não reclamava.
— Jay, precisamos conversar. — sinto a mão pesada e gorda de Sinclair em meu ombro, que quase não alcançou o local.
— pode falar. — pego um whisky com gelo e bebo por completo, o encarando dentro daquele terno e aquela bengala na mão.
— vamos para a sacada. — concordo, o seguindo.
A casa de Sinclair é aquela a moda antiga, me sinto em outro século. A casa espaçosa tinha vista para um campo e algumas árvores, um belo lugar. Pena que é para outros fins.
Me apoio no peitoral de pedra branca resistente e o encaro, sozinho com ele sem seus guardas.
— vou ser direto, creio que gosta disso, mas não é oque cumpri quando eu falo sério. — suspiro disfarçadamente, enquanto o encaro.
— diga logo. — talvez soubesse do que se tratava o assunto.
— pedi que não ficasse perto da Miller. — Sarah.
— já disse que...
— que a ama? — me cortou, me encarando e logo depois rindo. — você não ama ninguém, é uma pedra, Jay. — engulo em seco, com medo das consequências ou de que Sarah esteja agora em apuros.
Ele não mentia, eu sabia bem como eu era.
— seja lá oque quer com ela, sei que vai me dar trabalho. — dispara, como um aviso mas não me querendo que eu perceba dessa maneira.
— ela faz parte de uma vingança. — solto de repente, quando o vejo dar as costas aos poucos.
Com sorte, ele volta.
VOCÊ ESTÁ LENDO
• Paixão Obsessiva
Romans- que tudo se foda. - Disse ela. E seu assassino a fodeu dia e noite incansavelmente, enquanto ela implorava por mais. Sarah é filha de um dos maiores assassinos dos Estados Unidos. Além de crescer com traumas precisa sempre andar escondida pois seu...
