"Alguém dos mortos decidiu que era hora de voltar a vida?"
Jay.
A cada segundos que se passavam, eu ficava ainda mais angustiado. O silêncio parecia um tormento eterno e quando mais a noite se aprofundava na escuridão, mais isso me causava medo.
Primeiro foi o John, quase a tirou de mim, e agora isso?
Eu não consigo aguentar. Eu não consigo ficar aqui parado esperando por notícias que nunca chegarão.
Se Sarah morreu hoje, juro, eu pego a primeira coisa letal que eu ver na minha frente e acabo comigo.
Viver sem ela não é uma opção.
Os médicos não dão notícias, pelo contrário, eles parecem esconder algo. Sempre com desculpas rasas, ou então a mesma frase de sempre: "ela está em cirurgia, tenha calma".
Calma?!
Ter calma?!
- eu preciso sair daqui. Sam, me dá um cigarro. - antes que ele pudesse reagir para minha ação, fui mais rápido e tirei aquele acesso de meu braço.
Já estava todo fugido mesmo, um medicamento a menos não vai fazer diferença.
- cara, relaxa. - o encaro mortalmente, já não sentindo tanta dor no meu ombro ou perna como antes.
- não me pediu isso. - nego sutilmente o encarando, já fora daquela cama.
- por favor né, não vão começar uma briga nesse momento. - Tiana interfere e enquanto encaro Sam frio, o mesmo levanta as mãos em forma de redenção voltando pra sua cadeira.
- me dá o cigarro. - estico a mão e o mesmo puxa do bolso a carteira.
- vou com você. - diz se levantando novamente, me entregando de qualquer maneira o cigarro.
- onde você vai? E a medicação? - Susan estava tão dentro de seus próprios pensamentos, que nem notou nossa movimentação até eu chegar próximo a porta, onde ela estava sentada.
- já volto, preciso fumar. Qualquer coisa liguem pro Sam. - abro a porta, não dando ouvidos a mais ninguém.
O meu celular ainda funcionava, mas estava todo quebrado.
Já o de Sarah, intacto.
Sam não demorou a me acompanhar, enquanto eu fiquei tentando andar normalmente mas era impossível.
Colocar o pé no chão causava uma dor insuportável na região do corte de minha perna a cada passo. Por isso não doía antes, eu estava deitado.
Porém mais um segundo naquele quarto eu iria enlouquecer. Prefiro sentir a dor.
Eleonor saiu a um tempo, disse que precisava ir pra reunião e que voltaria antes de terminar. Não liguei, ela já causou muito tumulto no hospital por mim, brigando com o máximo de médicos pra saber sobre Sarah, quase os obrigando a chamar a polícia mas ela deu um jeito.
Sarah estava nos andares a cima, onde não poderíamos ir. Tinha guarda nas escadas e elevadores, talvez justamente pela cena de Eleonor mais cedo.
- cigarro mentolado? - reclamo quando pego a caixinha, no estacionamento interno do hospital.
- disfarça o gosto da nicotina. - bufo, pegando um e o devolvendo.
- frescura.
- Tiana odeia o gosto. - acendo, tragando e logo encarando o maço enquanto deixo a fumaça presa em minha boca por alguns segundos.
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• Paixão Obsessiva
Romance- que tudo se foda. - Disse ela. E seu assassino a fodeu dia e noite incansavelmente, enquanto ela implorava por mais. Sarah é filha de um dos maiores assassinos dos Estados Unidos. Além de crescer com traumas precisa sempre andar escondida pois seu...
