Capítulo 67

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Anastasia

     Hoje eu consegui sair mais cedo do trabalho. A minha equipe na empresa é realmente incrível, e eu estou amando trabalhar com eles. Todos são excepcionais.

Como saí mais cedo do que o previsto eu vou buscar a minha loirinha linda, a Ella tem passado muito tempo com a Grace e com o Carrick. A Ella era muito apegada a mim, sempre foi, e agora ela só quer saber da casa da avó, de ficar com a Grace... Eu, inicialmente, tive receio de mandar a Ella pra casa da Grace e do Carrick sem a Eva, porque a Eva cuidou de mim e do meu irmão desde que nascemos, cuida da Ella desde o dia que a minha menina nasceu, e a minha filha obviamente muito apegada a Eva também, mas agora percebo que o receio que eu tive foi nulo, porque a Ella parece não sentir falta, agora só quer saber de ficar com a Grace.

Loucura.

***

A Gretta me recebe com o sorriso cordial de sempre.

— Oi, Gretta.

— Oi, Ana.

— Eu vim buscar a Ella.

— Ela não está. Saiu já tem um tempinho.

— Saiu com a Grace?

— Não. — eu enrugo a testa. — Ela saiu com o senhor Grey.

Como?

— O Carrick? — O Carrick geralmente fica na empresa até mais tarde, e hoje ele e o meu pai têm uma reunião com alguns clientes internacionais.

E ele não falou nada sobre sair com a Ella hoje...

— Não. Com o pai dela, o Christian. — Pai? Christian? Ele tem vindo aqui sempre ver a menina. Eu até achava vocês duas parecidas, mas depois de ver ela com ele... Ela é a cara dele né, Ana?! Até os olhinhos. É lindo ver os dois juntos. Parabéns pra vocês dois, a Ella é linda.

É como levar uma punhalada nas costas.
Eu me sinto traída, enganada, feita de idiota. Mentiram pra mim.

Mentiram mais uma vez.

Me enganaram e abusaram da minha confiança.

— Cadê a Grace? Pode chamar ela, por favor?

A Gretta some e depois de um tempo a Grace entra na sala.
O rosto pálido e os olhos arregalados.

Óbvio que ela já sabe que eu sei.

— Ana... Você não comentou que viria agora... Eu...

— Grace, onde está a minha filha?

Quando Grace vai abrir a boca para falar eu ouço a voz da Ella.

Mamãe!

Eu me viro para olhar a minha filha.

E é muito pior ver do que apenas ouvir.

A Ella está no colo do Christian.

No colo do Christian.
Perto demais do Christian.

Eu sinto tudo girar a minha volta. Sinto um gosto amargo na boca e o meu cérebro trabalhando pra tentar me manter nos eixos.

Eu preciso respirar fundo algumas vezes para recuperar o fôlego.

É um soco no estômago.

Eu não acredito nisso.

— O que significa isso? — eu sussurro, ainda afetada pela falta de ar.

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