Christian
Os últimos dias tem sido bem cheios. Estou tão atarefado com a empresa, com os contratos, com as reuniões...
Qualquer outra pessoa poderia enlouquecer, mas eu confesso que prefiro assim. Dessa maneira não tenho tempo para pensar em besteiras. Eu consigo controlar e direcionar os meus pensamentos.
De fato é melhor assim.
A minha vida não é um mar de rosas, mas sobre a minha empresa e sobre os meus negócios eu posso ter total controle. E eu gosto disso.
***
— O seu café. — eu me sento no banco. Gail me entrega uma xícara de café.
— Obrigado, Gail. O que é isso? — eu aponto para o embrulho.
— É um presente que eu comprei pra a minha loirinha. — eu olho para ela sem entender. — É pra aquela menininha que eu te falei. A filha da vizinha nova.
— Parece que você gosta mesmo dessa menina.
— Gosto mesmo. Ela é um doce de menina, Christian. É uma loirinha linda, Christian. — Gail diz sorrindo. — A mãe dela é muito jovem, sabe? Mas é muito responsável. Elas são novas aqui no prédio.
— Novas aqui? — pergunto. Minha voz um sussurro.
— Sim, se mudaram recentemente... A Ana é uma querida, Christian.
— Ana?
— Sim, a Anastasia, mãe da Ella.
— Anastasia Steele? — Gail me olha sem entender.
— Sim, Christian. Você conhece a Ana?
Anastasia.
Anastasia.
Anastasia.
Anastasia mãe.
Mãe.
Ela é mãe?
— Quantos anos essa menina tem? — pergunto.
Eu ainda tenho um fio de esperança...
— Três, mas é muito esperta, Christian. Você precisa ver.
É como levar um soco no estômago.
Na verdade é muito pior do que isso.
Anastasia é mãe de uma menina de três anos. Não precisa ser um gênio da matemática para fazer as contas. Três anos.
Essa criança.
Essa menina é minha filha.
Eu esfrego o rosto e afrouxo a minha gravata.
Eu me sinto sufocado, não consigo pensar direito... Me sinto enganado, traído.
Era mentira.
A minha mãe mentiu pra mim. Ela me enganou durante todos esses anos.
— O que aconteceu, Christian? Você está pálido.
Eu limpo o suor da minha testa.
— Gail, eu preciso resolver um problema.
***
— Christian, que surpresa! — ela sorri. — Quando a Greta disse que você estava aqui eu mal pude acreditar. — minha mãe diz adentrando na sala. — Eu estava pensando em te convidar para jantar aqui... — eu a interrompo.
— Estava pensando em me contar a verdade também? — ela franze o cenho.
— Como?
— Você estava pensando em me convidar aqui para me contar a verdade ou ia continuar mentindo?
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A APOSTA
FanfictionAté onde um homem consegue ir para conseguir o que quer? Até onde Christian Grey consegue ir por uma aposta? A ambição para não ferir o próprio orgulho, pode ser a maior inimiga de qualquer ser humano, principalmente para os que não conseguem lida...
