Anastasia
— Então quer dizer que a princesa linda da vovó vai viajar com a vovó e com o vovô?
Meus pais vão pra Itália na semana que vem, a Grace e o Carrick também irão, e claro que me pediram permissão pra levar a Ella. A viagem vai ser curta, serão quinze dias, é um tempo tolerável pra Ella viajar sem a minha presença, ela vai estar com os avós que tanto ama.
— Sim! — mamãe beija a bochecha da Ella.
— Você tem certeza que não quer ir conosco
filha? Talvez seja bom pra você relaxar, espairecer.
— Não, mãe. Eu agradeço o convite, mas eu preciso trabalhar.
— Você sabe que o trabalho não é um problema, Annie, eu posso...
— Pai, não. Por favor. Na empresa eu sou uma funcionária como qualquer outra.
Eu não quero ser beneficiada. O meu pai é um dos acionistas majoritários, mas isso não significa que posso usar isso para tirar vantagens, e ser mais privilegiada do que qualquer outro funcionário. Já tenho privilégios demais naquela empresa, estou em um cargo de muito privilégio em um tempo consideravelmente curto.
— Tudo bem. Mas você sabe que pra mim você continua sendo a minha Annie independente do ambiente.
***
A campainha toca. Duas vezes. Curta, impaciente.
Respiro fundo, endireito os ombros e caminho até a porta. Quando abro, é ele.
Christian Grey, de calça escura e camisa preta com os primeiros botões abertos, o cabelo levemente bagunçado como se tivesse passado a mão nele mil vezes no caminho.
— O que você quer, Christian?
Ele entra, sem sequer pedir licença. Como sempre.
Só pode ser brincadeira.
É sempre assim, ele surge sem avisar, entra invadindo. Não respeita o meu espaço. É sempre um looping.
— Eu vim ver você. — Christian envolve a minha cintura com o braço enorme e me puxa pra ele. — Vim ver a minha mulher.
— Eu já disse que eu não sou a sua mulher! — minha voz sai fraca, entrecortada. Ele beija o meu pescoço, a curva sensível, o ponto que ele sabe que me desarma. — Me solta. — eu espalmo a mão no seu peito, mas não tenho forças pra empurrar.
Idiota. Você é idiota, Anastasia.
— Estava pensando que nós poderíamos sair pra jantar. — ele beija o meu ombro, me arrepio. — Só nós dois. — as mãos deslizam subindo lentamente pelas minhas costas, Christian enfia a mão no meu cabelo, puxando o meu rosto pra perto do seu. A minha boca contra a sua enquanto as nossas línguas se embolam.
Ele me empurra contra a parede, apertando a minha cintura.
Assim não...
Sinto a respiração dele na minha pele, enviando arrepios que descem direto pela minha espinha até o meio das pernas.
A mão grande sobe devagar até a minha nuca, os dedos enroscando nos meus cabelos. Ele puxa a minha cabeça pra trás, expondo mais o meu pescoço. A língua traçando uma linha molhada que me faz arquear o corpo contra o dele.
Os nossos rostos ficam a centímetros um do outro. As suas pupilas estão dilatadas. A boca captura a minha em um beijo faminto.
Sinto a sua ereção contra a minha barriga.
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A APOSTA
FanfictionAté onde um homem consegue ir para conseguir o que quer? Até onde Christian Grey consegue ir por uma aposta? A ambição para não ferir o próprio orgulho, pode ser a maior inimiga de qualquer ser humano, principalmente para os que não conseguem lida...
