Christian
— E quais chances eu tenho? — pergunto para o Erick.
Eu o chamei aqui. Ele é especialista nesses casos, é um excelente advogado e é uma referência no mercado.
Assim como o Jack, eu e ele não temos bem uma amizade, contudo eu o admiro como profissional, e sei que entregar essa causa nas suas mãos pode ser algo muito inteligente a se fazer.
— Se o dna der positivo você tem todas as chances de conseguir a guarda compartilhada. Você sendo o pai biológico você poderá conviver com a menor.
Vai dar positivo, é óbvio que a Ella é minha filha, ela é idêntica a mim.
E eu confesso que tenho muito orgulho disso, tenho muito orgulho de ter uma filha, e principalmente por ela ser muito parecida comigo.
E sem contar que eu sei que na época eu era o único para a Ana, ela sempre teve um caráter admirável.
Fui eu que fui o cafageste da história.
— Caso seja provado legalmente que a menor é mesmo a sua filha, você consegue a guarda compartilhada. A mãe da sua filha pode até tentar contestar alguma coisa, mas ela dificilmente conseguiria algo. — sorrio. Saber disso me enche de esperanças. — Você quer abrir o processo agora? — nego.
— Não, ainda não. — pelo menos não agora.
Eu quero dar algum tempo para a Anastasia, de certa forma ela tem o direito de não me querer por perto.
E agora não quero ser tão radical ao ponto de simplesmente entrar com um processo contra ela.
A Ana teria ainda mais aversão a mim, e eu não quero isso, não quero isso de forma alguma. Eu quero manter a nossa relação o mais agradável possível, pela nossa filha, pela Ella.
Por nós.
***
— Senhor Grey! — Gretta sorri ao abrir a porta.
— A minha mãe está? — pergunto.
Preciso conversar com a minha mãe.
— Não, ela já foi para o hospital... Christian, me desculpa perguntar, mas como a menina está?
Eu olho para ela sem entender.
— Ela ainda continua internada. É uma pena, sabe? Uma criança tão novinha internada.
— O que aconteceu?
— Você não sabe? — nego. Meu coração acelerado. — A Ella está internada. A senhora Grey e o senhor Grey estão desesperados.
O que?
Internada?
— Onde a minha filha está?
— No hospital que a sua mãe trabalha.
Eu preciso saber o que está acontecendo com a minha filha.
***
— Boa tarde, no que posso ajudar? — a recepcionista sorri.
— Eu gostaria de saber como a minha filha está.
— Nome?
— Ella Steele.
Um nó se forma na minha garganta. Saber que a minha filha não tem o meu sobrenome, por minha causa acaba comigo.
Minha culpa.
— Ela está internada. Ainda sem muitas informações. Os familiares estão aguardando na sala de espera.
Eu concordo e sigo para a sala de espera.
Raymond Steele logo percebe a minha presença.
Ele me olha, raiva enchendo os seus olhos. Raymond levanta com um pulo.
— O que você está fazendo aqui? — ele pergunta em um tom de voz alterado.
Anastasia olha para mim. Os seus olhos estão vermelhos e ela está com um semblante cansado.
— Eu vim ver a minha filha. Eu quero saber como a Ella está.
— Sua filha? Seu moleque. — Raymond tenta avançar em mim. Mas a Carla pula na frente, o impedindo.
— Raymond, não. Não é hora pra isso. Nós precisamos pensar na Ella.
— Eu não quero esse moleque perto da minha neta!
— A Ella é minha filha! Eu quero e vou ficar aqui. Eu preciso saber como a minha filha está. — digo firme.
Não é justo que me impeçam de saber como a minha filha está. Eu preciso saber como a Ella está, eu quero ficar aqui.
Carla puxa Raymond para fora da sala de espera.
O meu pai, que até então estava somente observando a cena, se levanta, ajeita o paletó e sai do ambiente.
Eu me aproximo da Ana.
— Ana...
— O que você quer aqui, Christian? — posso sentir como ela está cansada, pelo seu tom de voz.
— Eu preciso saber como a nossa filha está.
— Christian... — o meu nome sai dos seus lábios como um suspiro cansado. A interrompo.
— Vamos deixar para conversar depois, mas eu quero que você saiba que eu não vou sair daqui enquanto eu não souber o que está acontecendo com a nossa filha.
Anastasia me olha uma última vez e volta a abaixar a cabeça. Ela está claramente cansada.
— O que aconteceu com a Ella? — ela levanta a cabeça e olha pra mim, os seus olhos vermelhos, agora marejados.
— A Ella estava com febre alta, quase convulsionando. — ela abaixa a cabeça novamente.
— Eu vou comprar algo pra você comer, querida. — a Eva diz acariciando as costas da Ana.
— Eu não estou com fome, Eva, obrigada.
— Mas você precisa se alimentar, Ana, eu vou trazer pelo menos um café. Você já está há muito tempo aqui. — a Eva sai.
Eu me sento do lado da Ana.
Ela sequer olha pra mim. A minha vontade é abraça-lá, cuidar dela como ela merece. Mas eu sei que se eu fizesse isso eu ganharia uma bofetada.
E talvez eu mereça mesmo.
{...}
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A APOSTA
FanficAté onde um homem consegue ir para conseguir o que quer? Até onde Christian Grey consegue ir por uma aposta? A ambição para não ferir o próprio orgulho, pode ser a maior inimiga de qualquer ser humano, principalmente para os que não conseguem lida...
