043. CAIXINHA DE PERGUNTAS.

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Lorena Viana

Aproveitando que hoje eu fiquei só por conta de editar os vídeos, liguei pra minha mãe enquanto mexia em algumas coisas dentro da sala de mídia.

– Ai a gente conversou e se resolveu.

– Como sempre, o diálogo é a base de tudo né filha minha. — solto um mumurro pra ela vê que eu concordo. – E eu aposto que vocês estavam resolvendo tudo no trepa trepa.

– Não exatamente. — dou uma risadinha.

– Ah, vocês decidiram sair do roteiro tradicional então? — minha mãe brinca, e consigo ouvi-la rindo do outro lado da linha.

– Mainha! Não é bem assim... — tento explicar, enquanto ela continua com suas piadas maliciosas.

– Tá bom, tá bom, vou parar. — solta uma risada. – Mas, quando eu vou conhecer esse bendito Raphael?

– Talvez no dia do meu aniversário. Eu quero trazer vocês pra cá e ele ofereceu um jatinho pra isso...

– Como é? — ela me interrompe. – Um jatinho?

– Sim, mãe, um jatinho particular. — explico, sentindo sua surpresa através do telefone.

– Meu Deus do céu! — ela exclama. — Como é que esse homem tem um jatinho?

– Ele é jogador né mãe, jogador no brasil faz e tem o que quer.

– Só espero que ele te trate como uma rainha, porque esse lance de jatinho é coisa de realeza, viu? — ela brinca.

– Que exagero. — dou risada. – Mas, pelo menos o apelido de príncipe ele tem.

– Príncipe com jatinho, então. — ela brinca. – Estou ansiosa para conhecê-lo, filha minha.

– Eu também, mãe. Vai ser ótimo ter você e o papai aqui.

A conversa descontraída e animada com minha mãe se estende, e enquanto continuamos a falar sobre planos futuros, percebo como a aceitação e o carinho dela são essenciais para minha relação com o Raphael.

– Sabia que seu irmão tá aí pertinho de você.

– Qual dos dois? O Lorenzo? — franzi o cenho.

– Não né Lorena, o Lorenzo só tem 14 anos. — dou risada. – O Luís mesmo, foi pra Copacabana, diz ele que foi a serviço.

Estranho, meu irmão super roceiro, odeia cidade grande, indo pra Copacabana? A serviço? Ata viu, vou fingir que acredito. Certeza que tem mulher nessa história.

– Ele podia me visitar né?

– Acho difícil, porque ele não sabe andar nesses lugar não, deve tá acompanhado por alguém.

Sim mainha, e muito provavelmente uma mulher.

– É, verdade. Mãe eu vou precisar desligar, tá quase na hora de ir embora e eu ainda tenho algumas fotos pra editar.

– Tudo bem filha minha, pode desligar. Bom serviço e bom namoro também. — ela responde rindo. – Deus abençoe!

– Bença mainha, até!

Depois de mais alguma horas editando fotos pra publicar nas redes sociais do São Paulo, eu finalmente encerrei meu expediente hoje.

Cada um tem seu jeito preferido de contribuir, e eu sinceramente prefiro ficar nessa parte, editando e aprovando o que pode ser postado ou não. Produzir conteúdo é uma parte complicada pra mim.

𝐏𝐈𝐋𝐀𝐍𝐓𝐑𝐀 - 𝐑𝐀𝐏𝐇𝐀𝐄𝐋 𝐕𝐄𝐈𝐆𝐀.Onde histórias criam vida. Descubra agora