045. INTENSOS.

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Spoiler: Bruna Santana. Preciso falar mais?

Raphael Veiga

– QUARENTA. — joga o celular no meu colo.

– Quarenta anos Edenilsoooon. — dou risada sozinho, porque Lorena não entendeu, ela só fechou ainda mais a cara. – Quarenta o que?

– Quarenta mil solicitações pra seguir. QUARENTA MIL. — enfatiza. – Meu celular tá até travando, não consegui entrar nem no meu whatsapp.

– Achei pouco, Lara bateu um 300 mil em duas semanas. — provoco, dando um sorrisinho de lado.

Mas acho que foi uma péssima idéia, porque ela meteu um tapão no meu braço.

– Eu falei pra Renata não me marcar em nenhum story.

– Ela não marcou Lorena, eu conferi. — esfrego meu braço que tá formigando. – Provavelmente algum fã meu investigou e te achou, é oque mais acontece.

– Puta merda Raphael. — esfrega as mãos na cara com raiva. – Já vai começar, tão cedo assim. — franzi o cenho. – Vão me comparar com sua ex, vão ficar certificando tudo que eu posto, vão fazer vídeo no tiktok comparando a nossa relação com a sua relação antiga...

– Mas o que você achou que fosse acontecer? Acha mesmo que a gente vai namorar escondido pro resto da vida?

– Namorar? — ri ironicamente. – A gente namora?

– Nossa, mas que chatura hein!? Vai ficar nessa até quando? — reviro os olhos. – Nem parece que ontem a gente tava na mesma cama.

– Namoro, sexo, briga, blá blá blá.

Franzi o cenho. Que mulher maluca, o que tá acontecendo? Estou mais perdido que ela. O que mudou de ontem pra hoje? Será que eu fiz alguma coisa?

– Aaaaaa, já sei. — solto uma risada. – Tá quase no fim do mês, isso é TPM.

– Que? Que tpm oque.

– Abre seu calendário aí. — entrego o telefone na mão dela. – Olha aí se não tá chegando.

Lorena me encara, e demora um pouco pra descer os olhos até o telefone e fazer oque eu mandei.

– E aí?

– Daqui há dois dias desce. — responde, com a voz um pouco mais mansa.

– Tá vendo? Eu te conheço mais do que você mesma. — estalo a língua no céu da boca. – Agora vai lá trocar de roupa pra gente não se atrasar.

– Você vai ficar em choque com meu novo uniforme. — ela fala rindo e dando meia volta até o quarto.

Nego com a cabeça e termino de ajeitar minhas coisas para ir pro o treino. Essa virou a nossa rotina agora, a gente dorme juntos, eu levo ela até o CT do São Paulo e depois sigo para o CT do Palmeiras. A logística tem ajudado bastante nisso, porque os CTs são bem um do lado do outro, então é só mais uma desculpa para a gente ficar mais tempo juntos.

– Tcharaaaam. — chama minha atenção quando aparece na sala. – Vermelho é minha cor mesmo né!?

– Puta que pariu, sério? Uniforme com o escudo do São Paulo? — cruzo os braços.

– E você não sabe dá melhor. — ela gira as costas tirando o cabelo pra que eu possa ler seu nome bem estampado ali atrás.

– E eu achando que não podia piorar. — reviro os olhos. – Você não vai entrar no meu carro assim não, imagina se me pegam com uma tricolor dentro do carro.

𝐏𝐈𝐋𝐀𝐍𝐓𝐑𝐀 - 𝐑𝐀𝐏𝐇𝐀𝐄𝐋 𝐕𝐄𝐈𝐆𝐀.Onde histórias criam vida. Descubra agora