Otávio:
Analua demorava a vim para o berçário, estava preste a procura-la, mas fiquei com Helen olhando a minha nova filha, a ideia era assustadora, logo eu que mal aguentava ter o Otávio como filho e agora terei mais dois. O Benjamim eu já o considerava como filho, mesmo que ele ainda esteja na barriga, agora serei pai de uma menina linda. Ela até se parece comigo, seus olhos verdes combinava com os meus e tinha cabelos loiros assim como eu, é quase idêntica a mim. Sorrio igual um bobo olhando aquela bebezinha pequenininha. Quem diria um cara todo grosso, antipático e chato, como diz a Analua, agora formando uma família com a mulher que eu detestava. Quando Analua brigou comigo pela primeira vez minha vontade era de dá umas boas palmadas naquela bunda grande, mas não consegui tirar ela da minha mente. O jeito que ela agiu comigo me fez ficar com mais vontade de implicar e vê-la se irritar, logo seu semblante ficaria engraçado. Ela quando briga comigo a sua sobrancelha treme e a mesma fica balançando a cabeça e levanta os dedos, é muito engraçado, às vezes brigo com ela só pra ficar reparando nesses pequenos detalhes. Não sou o tipo de homem romântico, alias, estou longe disso, mas quando estou ao lado dela fico todo bobo. Ela me encantou e confesso que foi à única também. Já tive alguns relacionamentos e o único que foi mais sério foi da mãe do Otávio, a Bianca, no entanto, ela faleceu em um acidente de carro e eu tive que criar meu filho, apesar dele ser um pouco mal criado comigo, eu o amo demais e passei a dá mais atenção a ele quando Analua entrou em minha vida.
Helen segurava a Maria e eu não parava de olhar para a porta e nenhum sinal da Analua até agora, fico preocupado e aviso Helen que iria atrás dela. Fui ao banheiro e pedi a uma senhora que entrava para ver se tinha alguma mulher grávida dentro do banheiro, à mesma entrou e depois voltou e disse que não tinha nenhuma e que o banheiro estava vazio. Fiquei assustado e procurei-a por todo o hospital e ninguém sabia me dizer nada, tentei diversas vezes ligar para ela, mas não atendia.
Volto para o berçário e anuncio o sumiço da Analua para Helen, decidimos ir atrás dela. Deixamos o hospital e tentamos advinha a onde Analua se meteu e por fim pensamos a mesma coisa.
-''A favela. '' Dizemos juntos. Dou partida rumo à favela e tento ir o mais rápido possível.
Não acredito que Analua me deixou nesse hospital para ir se aventurar naquele lugar aonde só tem pessoas ignorantes. Mil coisas passam na minha cabeça e uma delas é que ela foi pra lá para reatar com Didô, pode ser tudo menos isso, não quero perde-la de jeito nenhum.
Chegamos á favela e tinha uma aglomeração de pessoas na entrada e muitos carros de policia parado em frente; assusto-me e estaciono um pouco mais atrás da entrada. Desço do carro e Helen me segue até perto de um policial, ele me olha de cima a baixo e depois para Helen.
-''Boa tarde policial, poderia me informar oque está acontecendo. '' Indagou Helen.
-''Tá rolando uma invasão no morro entre traficantes rivais. '' Perco o ar. Analua não pode está ai pelo amor de Deus.
-''A minha namorada ela está ai dentro, eu tenho que tira-la desse morro maldito. Por favor, policial me ajuda. '' Digo desesperado
-''Alguns policiais iram invadir o morro para acabar com essa zona ai dentro, enquanto isso fique aqui senhor e espere pela sua namorada. Farei o possível para ajuda-lo '' O policial diz tentando me acalmar, a minha vontade era de subir esse morro desgraçado e puxar Analua pelos braços e depois encher ela de beijos. Por que ela faz isso comigo? Ela gosta de me ver aflito, só pode.
-''E se acontecer algo com ela? '' Perguntou Helen me deixando mais nervoso ainda. Espero que ela não esteja ai e que por alguma outra razão está em outro lugar.
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PÔR DO SOL
RomanceAnalua uma jovem dedicada, amorosa, inteligente e bonita. Estuda em uma escola no bairro nobre do rio, pois se esforçou para entrar, é moradora do morro do macaco, aonde é comandada por Didô, traficante da área, o mesmo tem uma paixão descontrolada...
