Assisti atentamente, enquanto a lamborguine vermelha se dispersava em meio as ruas, e desaparecia numa velocidade fora do permitido naquela grande cidade, com mares de ruas aparentemente infinitas. Bang e Rive haviam me abandonado ali então, por que não me divertir? Eu guardei as adagas na cintura escondendo-as e comecei a caminhar, tinham bastante pessoas nas ruas, estava uma manhã calma e num clima agradável, o sol esquentava os cidadãos com aconchego, brilhando com perspicácia e protuberância e eu estava adorante sentir aquilo. Sentir a brisa doce invadir meu nariz com delicadeza, escutar o batulho dos carros e das pessoas conversando e interagindo ao meu redor, eu pensei que nunca mais veria isso de novo, mas estava vendo, girei sobre meus pés encarando os altos prédios e algumas casas aglomerada naquela rua tão espaçosa, com um sorriso de contentamento comecei a caminhar pelas calçadas salientes. Era mágico poder me sentir normal outra vez, estar livre e sem o Bang ou o Rive para me bater ou me repreender por qualquer coisa que eu fizer. Enquanto eu caminhava eu ficava olhando as vitrines de lojas me lembrando de quando eu tinha liberdade e trabalhava e comprava dentro desses estabelecimentos. Era incrível o fato de como a minha vida e meu modo de raciocinar mudará tão bruscamente em apenas algumas semanas, chegava a ser assustador. Mas sem me preocupar muito com isso fui passear, eu queria aproveitar o máximo que eu pudesse na minha cidade, pois eu não sabia se teria chances de fazer isso alguma outra vez na vida.
Eu passei pelo parque da cidade, pela ponte, pelos restaurante e bosques, apenas olhando pelo fato de não estar com dinheiro. Mas não importava, eu não estava com fome, eu estava feliz por estar livre. O último lugar que fui ver depois de três horas que passaram voando, foi a biblioteca municipal da cidade, eu queria muito passar o resto do dia lá, lendo todos os meus livros favoritos, quando cheguei a biblioteca e parei diante das grandes portas de vidro, eu suspirei, depois de tanto tempo sendo torturada eu não imaginava que passaria por aquelas portas outra vez. Eu subi os poucos degraus da escadaria, e fui para as portas de vidro entrando com olhar de triunfo. Não sei por que mas eu queria fazer isso. E fiz. Quando entrei o ar gelado do ar-condicionado me envolveu, eu não senti frio, eu apenas me senti feliz por estar ali outra vez, sentindo aquele cheiro de páginas de livro mais uma vez na vida. Assim que me acostumei de novo corri para as estantes que eu mais gostava de ir, porém, no meio do caminho, acabei esbarrando em alguém, era um jovem policial de cabelo preto, muito lindo, e por um momento enquanto ele pedia desculpas por quase ter me derrubado, eu pensei em contar pra ele o que estava acontecendo, mas em um choque eu me lembrei do que Bang dissera, e eu não estava afim de ser castigada só por causa de um policial que pedi ajuda, era capaz de Bang matá-lo e me torturar até a morte. Com um impulso eu me desculpei e sai dalí o mais rápido possível, entrando na sessão das estantes de livros que eu estava ansiosa para ler. Para meu desespero, o policial me seguiu. Eu já estava até imaginando que isso ia dar errado. Peguei um livro, abri em qualquer página alheia e me sentei no chão, finjindo estar destraída a ponto de não perceber que ele estava alí vendo um livro para ler também, ele analisou por alguns segundos, e retirando um clássico de Shakespeare da estante veio até mim, se sentando bem na minha frente.
- Quem não deve, não teme! - Falou e eu arregalei os olhos o encarando.
- O que? - Perguntei em confusão e ele sorriu da forma mais radiante que eu já vira uma pessoa sorrir.
- Estou brincando calma. - Disse e eu permaneci com o semblante sério.
- Pois não, o que quer? - Perguntei tentando não ser mal educada, fazia tanto tempo que eu não tinha que ser educada que eu estava com medo de chingá-lo por impulso.
- Você está nervosa? - Perguntou e eu diminui um pouco a seriedade na minha expressão.
- Não. Por que? - Perguntei e ele apontou para o livro que eu estava fingindo que estava lendo, foi só então que percebi que o livro estava de ponta-cabeça. Eu desvirei o livro dando risada involuntáriamente. E não sei por que havia enrubescido.
- Prazer, sou Jung Kook - Falou o rapaz me estendendo a mão e eu apertei sua mão positivamente.
- Luciana Vlad - Falei e em seguida acrescentei: - Mas pode me chamar só de Lucy.
Jung Kook sorriu e então eu me levantei. O melhor a fazer era ir embora.
- Tenho que ir. - Falei e ele assentiu.
- Então tchau. - Falou Jung Kook e eu acenei, guardando o livro e partindo daquele local.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Cadáver de Sangue I
HorrorQual é a pior forma de morrer? Vamos descobrir juntos...? Lucy era uma doce menina, ajudava todos e vivia feliz...até acidentalmente se envolver com pessoas erradas e ter seu destino traçado por dois homens com distúrbios psicológicos. E depois de p...
