Capítulo XVIII- Batalha

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  " Vlad: Eu não queria fazer isso, mas não tive escolhas, o único jeito de dominar um lobo rebelde, sem perder o respeito dos demais lobos da matilha, é mostrando pra ele quem é que manda, por mais que ferimentos estejam incluídos no pacote..."

Lucy narrando

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....Lucy narrando....

  Vlad se segurou na mesa pra não cair e então me encarou incredulo.
  - Levem ela pra fora! - Ordenou ele e então dois homens robustos me agarraram pelos braços passando a me arrastar pra fora. Contra vontade eu tentei usar minha força para derrubá-los mas não teve jeito, eles eram mais fortes e me levaram mesmo assim. Vlad tirou a camisa e foi pra fora também, vindo logo atrás de mim. Meus batimentos começaram a se alterar, a raiva se alastrava por meu peito e eu, enfurecida e tomada por uma falta de controle irreconhecível, enlouqueci...
  Meus ossos começaram ficaram anormais dentro do meu corpo, os homens robusto me soltaram e eu cai no chão, incapaz de conseguir me por de pé, caída de joelhos gritei de dor. Meus ossos começaram a se revirar dentro da minha pele, meu corpo começou a se transformar, e parecia que eu estava levando uma surra de onde vinham golpes por todos os lados, urrei de dor arranhando o chão, inconsciente dos meus atos, a única coisa além da dor que eu conseguia raciocinar era que estava sentindo calor, apenas isso. Tentei rasgar a gola da camisa que estava vestindo, incrivelmente aquilo me enforcava. Gritei mais uma vez e meus ossos começaram a se quebrar e regenerar tomando outras formas. Quando voltei a minha consciência eu havia me transformado num monstro selvagem assustador, frio, e principalmente agressivo e descontrolado.

.... Vlad narrando....

  Luciana se transformou em um lobo preto, cruel. O sol da tarde se estendia pelo quintal dos fundos da grande mansão, eu já havia me transformado. Era um lobo cinzento americano, estava em meu DNA ser um líder nato, eu não queria ter de lutar contra Luciana, mas não tive opção, se não lutasse perderia meu respeito e a matilha se voltaria contra mim e me mataria por não ter posto um rebelde em seu devido lugar. E quando estivesse lutando com ela, precisaria ser cuidadoso e controlado para não matar Luciana mas pô-lá em ordem, agora ela fazia parte da matilha, então tinha que entender que ou fazia parte do grupo, ou morreria pela sobrevivência como um lobo solitário. Dei passos largos e antes que pudesse me aproximar o suficiente do lobo preto ela avançou com um ataque furtivo, ela quase me derrubou e mirou sua mordida abaixo de minhas costelas, assim que conseguiu ela cravou seus longos caninos, a dor me invadiu e eu senti como se agulhas estivessem arrancando um pedaço da minha carne, tentei me esquivar ou morde -lá mas na posição que nos encontravamos eu estava em desvantagem. Foi quando ela aprofundou os dentes que fiquei preocupado, se ela alcança-se meu intestino poderia me matar, minha pele não estava tão grossa pra me proteger, não era inverno e eu estava muito vulnerável, o lobo preto era muito forte, mas inexperiente e isso me favoreceu naquele momento. Rosnei e fui para o pescoço do lobo, foi meu instinto primário, cortar a julgular é o jeito mais rápido e certeiro de matar, mas eu precisava apenas derrubá-lá no chão e impor poder, se ela se rendesse seria mais simples acabar com aquela situação. Num momento de fadiga meus dentes rasgaram um pouco da pele do lobo preto e eu deslizei pro chão, não cheguei a cair e então corri para o lado antes que ela me atacasse de novo. Um erro. Lobos são caçadores cursoriais, eles perseguem suas presas em fuga, quando tentei escapar dela o instinto do lobo preto foi me derrubar, o lobo mirou a carne mais fina do meu focinho e veio pra cima de mim com tudo. Não tive escolhas e revidei com um ataque no focinho. É assim que os lobos demonstram domínio, em uma agressão em seu maior patrimônio o faro. Ao imobilizar o lobo preto que era uma versão da Luciana totalmente descontrolada, eu consegui provar que sou superior diante da matilha e liberei minha madibula. Investindo em um ataque com os dentes posteriores, que eram extremamente afiados. Os músculos da minha madibula produzem uma pressão de mordida esmagadora de 105 quilos por centímetros quadrados, 12 vezes maior que a mordida humana. Luciana não consegue me dominar então ela mira mais abaixo, e o meu pelo protetor na perna é mais fino, assim o meu potencial de danos é maior, e um lobo aleijado é um lobo morto. Também tive que morder o lobo preto pra tentar me defender, era uma corrida contra o tempo, minha pata felizmente não estava quebrada mas estava debilitada. Luciana finalmente está dominando a luta, eu estou começando a me desgastar com mais facilidade, o lobo preto mira o meu focinho novamente, me forçando brutalmente a me abaixar, um alpha não pode se abaixar, a posição de cão dominante é a captura, mas eu fui fundo. Lutando contra a dor joguei minha perna ferida sobre o ombro do lobo preto. Consegui ficar por cima de novo e não vou ceder nenhum centímetro desta vez, a ardencia do machucado latejava, o lobo preto é muito forte, não posso bobiar ou serei esmagado. Com minha ação o lobo preto não consegue acreditar no que está acontecendo, ele não tem respostas, e então eu o forço pro chão, o levando logo para o gramado, coloquei minhas patas sobre o peito do lobo negro e o prendi no chão, por mais que eu estivesse exausto, o lobo preto estava mais, o lobo preto não tinha mais forças pra tentar revidar, bati as patas no peito do lobo mais uma vez demonstrando domínio diante da matilha, rosnei mostrando os dentes bem próximo e o lobo ganiu se rendendo. Aos poucos começou a mudar e voltar a forma humana. Quando Luciana voltou a ser uma humana de novo eu sai de cima dela, não queria quebrar sua coluna vertebral com o meu peso, na verdade com o peso do lobo cinzento. Olhei diretamente para os olhos de Sofia e a mesma correu até Luciana com uma coberta para esconder o corpo ferido de Luciana. Voltado em fúria sai correndo dali, indo correr na mata pra ver se conseguia recuperar meus machucados. Ensanguentado mas vitorioso mantive a posição dominante de um alpha, eu havia vencido o desafio, mas meu coração se contorcia de tanto sofrimento, eu não queria ter tocado em Luciana.

...5 horas depois...

....Rive narrando....

  Eu havia assistido toda a briga dos lobos, a minha querida Lucy realmente tinha potencial pra brigar, já faziam várias horas desde que eles a levaram para o quarto, pobres lobinhos idiotas, estavam tão destraidos com a autoridade de seu alpha que nem perceberam a presença de um intruso em seu território. Gargalhei e fui para os caminhos de pedras no quintal de trás, eu estava de frente pra sacada de Lucy, quando acordar ela iria me ver, minhas mãos estavam cheias de cimento seco, era uma tática pra fazê-lá se lembrar de um dia muito divertido que passamos juntos. Ela ia gostar de me ver aqui. Eu podia ouvir a respiração doce da minha querida enquanto ela dormia, podia sentir seu cheiro, mesmo com a distância meus instintos demoniacos me permitiam fielmente analisar cada ação da minha amada, não tem como ela escapar de mim. Vou persegui-lá até o último batimento do meu coração. Serei seu eterno amor.

Cadáver de Sangue IHistórias para pegar e não largar. Descubra agora