" Léo: Como eu senti falta do seu calor... Do seu toque... Do seu amor..."
.... Léo Narrando....
A porta do quarto foi fechada por Bang, certo divertimento me tomava, rever meu irmão com tanta raiva me faz ficar ainda mais confiante de que ele está se corroendo por dentro, só por saber que sou eu quem dormira com a Lilith hoje.
Me voltei para a figura feminina no chão do quarto, as lágrimas desciam por sua pele avermelhada no rosto, enquanto ela limpava a boca com as costas da mão, enojada pelo beijo de Rive.
- Ele sempre te bate? - Perguntei a ela, mesmo sabendo sua resposta, eu queria ter certeza disso, de que meu irmão descontrolado nunca deixou de ser um monstro, ele sempre terá a maldição ligada a ele. Sem ter obtido resposta dela, me abaixei para ficar a sua altura, analisando com cautela, cada movimento que ela fazia, ela era tão linda, e mal sabia em tanto que se envolveu... Foi tudo um acidente ela ter nos conhecido, um acidente que durou desde o início do mundo e que será levado até o fim, quando finalmente vingarmos nossa expulsão dos céus e tomarmos o que nos pertence por direito.
- Não precisa fingir que é do bem, eu sei que você também é um monstro. - Retrucou Luciana com rispidez, estava nitidamente brava, e cada traço reconhecível para mim de seu semblante, me fazia estremecer. Eu senti muita falta dela, por muito tempo não pude vê-la. As reencarnações demoram 700 anos pra acontecerem de novo com eles e a espera para poder revê-la quase me enlouqueceu dessa última vez.
- Mas eu não pretendo te machucar, apenas gosto de disciplina, e se você tiver isso, eu jamais levantarei minha mão contra sua pele. - Respondi a ela e a vi levantar os olhos pra me encarar com desgosto.
- Você vai me machucar, eu sei que vai. - Afirmou ela, as palavras duras como pedra, mas não me abalou, ela nunca conseguiu me abalar de verdade, nem nos céus, nem no inferno, e também não será na Terra. Me levantei do chão e estendi minha mão pra ela.
- Venha. - A chamei para se levantar, eu queria lhe contar algo, mas pra me escutar eu quero que esteja do meu lado, quero me deitar ao seu lado para admira-la, cada traço que eu já conheço a tanto tempo...
- Eu não quero ficar perto de você! - Bradou ela e eu franzi o cenho, compreendo que ela está com medo, mas isso já é exagero, eu nem a toquei direito e ela já acha que vou bater nela?
- Levante-se minha querida, já lhe disse que não vou te machucar. - A chamei novamente e ela se levantou do chão com a cara fechada, ignorando a minha mão estendida.
- Vai fazer o que comigo? - Indagou ela e eu passei as mãos no cabelo respirando fundo.
- Deite-se ao meu lado na cama, quero lhe contar um história para dormir. - Falei e ela franziu o cenho aparentemente confusa.
- Eu não vou deitar do seu lado de jeito nenhum seu maluco! Você não vai contar historinha porcaria nenhuma, você vai é tentar me matar! - Protestou ela e saiu correndo, mas eu a segurei pelo pulso antes que conseguisse se afastar muito de mim.
- Não pretendo machuca-la, já disse. - Repeti impaciente e ela tentou me empurrar, porém seus dedos estavam com garras armadas e ao invés de me empurrar ela cravou as unhas afiadas como navalhas no meu peito, perfurando a pele até alcançar os ossos.
- O que você fez com meus amigos? - Indagou ela ameaçando perfurar mais meu peito, estava com o rosto vermelho de raiva, mas parecia cansada demais pra aguentar uma briga, eu sei que ela não aguantaria.
- Eu lamento que tenha ecolhido uma relação mais complicada entre nós, você poderia ter sido menos agressiva isso a beneficiaria. - Avisei e abri um sorriso enquanto sentia o sangue quente molhar minha camisa, mas isso só a fez afundar ainda mais as garras enormes dentro do meu peito, me forçando pra trás até eu encostar as costas nas portas trancadas da sacada. Respirei fundo impaciente e segurei seus pulsos, massageando a pele dela, não estava doendo os rasgos no meu peito, pra me fazer sentir dor ela precisaria de mais que isso.
- Fala onde estão meus amigos! - Bradou ela entre dentes, os olhos estavam ficando coloridos, um de uma cor intensa e o outro brilhante, as veias no pescoço dela começaram a saltar e seus caninos ficavam maiores cada vez mais.
- Lilith, minha querida... - Comecei a dizer e ela me interrompeu mais brava ainda.
- O meu nome é Luciana! Eu não faço parte dessa palhaçada que vocês inventaram! - Protestou ela cerrando os dentes e então tirou uma das mãos do meu peito, e agora com as garras molhadas de sangue, enfiou as garras abaixo do meu peito, perfurando a pele até alcançar um dos meus pulmões. Perdi a paciência.
Com rapidez eu parei de acariciar os pulsos dela e entortei seus pulsos pra baixo, virando as mãos no sentido contrário dos ossos e Luciana caiu no chão de joelhos gritando de dor, deu pra escutar o estralo dos ossos se quebrando.
Me abaixei ao seu lado e fui tentar pegar ela no colo e ela se jogou pra trás, facilitando para as pernas e tentou me chutar, segurei a perna dela no meio do chute e virei pro outro lado quebrando também, ela gritou pendendo a cabeça pra trás de dor, os cabelos castanhos caindo nos olhos. Era a única coisa diferente nela, quando eu a conheci tinha os cabelos ruivos e agora ela está com os cabelos de outra cor. Ficava bonita de qualquer forma, principalmente gritando de dor no chão, como agora. Quando fui tentar me aproximar de seu corpo deitado no chão escutei um soluço, ela estava chorando.
- Não chore minha querida, eu a avisei, você quem quis ser rebelde. - Relembrei a pegando no colo e mesmo assim, mesmo com uma perna e os dois pulsos quebrados ela continuou se debatendo, me recusando.
A segurei com mais firmeza e a levei até a cama e então a deitei, fui até o armário no lado direito do quarto e peguei uma corda, e então voltei pra cama.
- Lamento, mas já que você não se rende e simplismente fica quieta, vou ter que te amarrar.
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Cadáver de Sangue I
HorrorQual é a pior forma de morrer? Vamos descobrir juntos...? Lucy era uma doce menina, ajudava todos e vivia feliz...até acidentalmente se envolver com pessoas erradas e ter seu destino traçado por dois homens com distúrbios psicológicos. E depois de p...
