Capítulo LXIX - Triângulo Amoroso

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  " Vlad: Até quando vou suportar...?"

.... Vlad Narrando ....

  Me levantei do chão atordoado, tinha acabado de despertar ao escutar um grito feminino, mas não reconheci de quem pertencia.
  Mesmo com os pensamentos embralhados eu conseguia me lembrar do que aconteceu a poucos... Minutos ou horas atrás, não sei quanto tempo passou. Léo e Lee Joon nos traíram, era tudo uma armadilha pra nos sequestrar, e mais uma vez caímos nos joguinhos de psicopatas doentes, e eu tenho certeza absoluta que quem está cordenando toda essa desgraça é o Bang. Só ele seria tão persistente e desgraçado a ponto de fazer tudo isso e ainda por cima não desistir.
  Eu precisava fazer alguma coisa, eu devia ter sido mais prudente antes de confiar em qualqier um, mas estávamos numa situação difícil naquela hora, e eles apareceram falando sobre o Conselho e a Jennifer. Como fui tolo!
  Quando fui tentar ir até a porta de saída do quarto percebi que eu não estava solto, tinha algo no meu pescoço, e correntes nos meus tornozelos e pulsos, eu estava acorrentado na parede. Por reflexo eu levei as mãos ao pescoço e descobri o que estava ali, na minha garganta tinha uma coleira de espinhos de ferro, e o pior é que os espinhos estavam virados pra dentro. Então eu conseguia sentir as pontas afiadas cortando a minha pele e penetrando as veias no pescoço.
  Forcei os pulsos pra testar as correntes que me prendiam, enquanto tilintavam eu cheguei a conclusão de que aquelas correntes eram bem fortes, eu não conseguiria quebrar ela sozinho, era mais fácil quebrar meus próprios ossos na tentativa.
  Rosnei de raiva, o que eu vou fazer se ficar preso aqui? A Luciana e a Jennifer precisam de mim! Eu não posso ficar parado. Forcei os pulsos, e fiz força pra quebrar as correntes, sem obter sucesso.
  E continuei forçando os braços e as pernas, o máximo que eu conseguia até chegar um momento em que a coleira me machucou demais, o sangue vermelho escorria sem limites pelo meu pescoço, enxarcando a camiseta que eu trajava.
  Mas eu só parei de fazer força quando alguém abriu a porta. O barulho da correntes deve ter chamado a atenção de um deles.
  E Rive entrou pela porta com uma faca em cada mão, o semblante tomado de raiva. Por um momento eu não o reconheci, o cabelo estava branco como neve, mas quando ele chegou perto eu percebi, o rosto de sociopata era impossível de não reconhecer.
  O quarto estava totalmente silencioso se não contasse pela minha respiração ofegante e meu sangue pingando no chão.
  - Meu irmão me falou que você beijou a Lucy... - Disse Rive quebrando o silêncio, por um instante eu parei para refletir, quem é o irmão dele? Mas isso não prendeu a minha atenção, Rive disse pra mim algo que a pouco tempo eu havia feito, mas não parecia louco de ódio e focado em me torturar, parecia estar disperso, como se seus pensamentos estivessem em qualquer outro lugar, menos messe quarto.
  - E você vai fazer o que? - Indaguei, meu coração estava tão disparado pela adrenalina que dava pra ouvi-lo pulsando nos meus tímpanos.
  - Eu? - Indagou Rive levantando os olhos pra me encarar com um sorriso de orelha a orelha - Eu vou te punir.

.... Léo Narrando....

  Olhei atensiosamente pra mulher deitada ao meu lado na cama, eu não queria tê-la amarrado, mas ela não me deu escolha.
  Me acomodei na cama a observando, Luciana correspondia o meu olhar com outro furioso, era nítido que se pudesse rasgaria minha garganta com os dentes. Falando em rasgar gargantas... Tenho certeza que aquele vira-lata vai se cortar todo com os espinhos daquela coleira, mal sabe ele que o mínimo corte faria uma quantia avassaladora de veneno de demônio entrar direto nas veias dele. Ele vai ter uma péssima noite, principalmente quando Rive for vê-lo. Lamento grandemente, aquilo não é um alpha, é um vira-lata assustado que mantém seu rabinho entre as pernas toda vez que meu pai aparece. Lamentável.
  - Posso contar agora a história minha querida? - Perguntei acariciando a maça do rosto de Luciana e ela me encarou com ódio, ela não me responderia nem se quisesse, a mordaça em sua boca garantia que ela não diria nada até eu acabar de contar tudo. Pelo olhar furioso e felino dela está óbvio que se pudesse ela me mandaria pro inferno, ela sempre me manda ir pro inferno, em todas as reencarnações.
  - É uma história bonita, de um triângulo amoroso onde dois homens amavam a mesma mulher, num reino muito belo, porém cheio de criaturas cruéis. - Começei a falar e Luciana bufou, parecia indignada, eu não pretendo machuca-la, por que ela parece estar tão na defensiva? Resolvi continuar - Há muito, muito tempo, dois irmãos gêmeos de alma se apaixonaram pela mesma mulher, a filha do bondozo e eterno rei. Eles se amavam, mas o general do exército do rei, que era pai dos gêmeos estava insatisfeito com a situação do triângulo amoroso. E em seu furor, o general contratou o feiticeiro do Palácio para envenenar os irmãos, na intenção de que o amor delws pela mesma mulher acabasse. - Continuei contando, Luciana continuava dura e brava como uma pedra, era tão linda, seu rosto delicado me deixava tão perdido, seus lábios avermelhados sempre me deixavam tonto toda vez que eu a via. Meu coração estava disparando - E o veneno começou a fazer efeito, mas o amor deles pela jovem dama era forte demais çara ser simplismente apagado, e os irmãos tentaram de todas as maneiras se curar do veneno. Mas havia um porém, os irmãos a amavam de forma diferente. Um deles era capaz de matar quem quer que fosse por ela, e o outro era capaz de morrer por ela. E o veneno agia conforme esse amor. Aquele que mais a amava, era mais tragado pelo veneno. A conexão dos irmãos foi se quebrando e lentamente o veneno passou a consumir seus corações. Até chegar no último estágio do veneno, o estágio que os levaria a mata-la.

Cadáver de Sangue IHistórias para pegar e não largar. Descubra agora