" Lucy: Não preciso ir para o inferno, já conheci seus integrantes..."
.... Luciana Narrando....
- O que foi Lucy? Não vai mais gritar? - Perguntou Sofia curiosa, e então enfiou a faca mais uma vez na minha barriga, me fazendo engasgar com meu próprio sangue enquanto tentava inutilmente gritar, e ela ria histeticamente como se me ver com dor fosse hilário.
Eu já tinha descoberto para onde o Léo tinha ido, tinha sido convocado para uma reunião idiota do Bang, e a Sofia tinha acordado a pouco tempo, então pra se sentir mais desperta pra reunião achou que seria legal me torturar. O único problema que ela não entende, é que eu não estou nenhum pouco bem com isso.
- Pensei que você gostava de gritar, pra fazer meu querido irmão ir atrás de você que nem um cachorrinho... - Disse Sofia com malícia e então se levantou do chão, onde antes estava sentada ao meu lado, e foi até a cama recuperar seu martelo. Enquanto isso eu tentei soltar meus braços, mas eles estavam pregados ao chão, por pregos grossos que perfuraram os meus pulsos até atravessar o piso no chão. Eu mal conseguia mexer meus braços, estavam doendo e escorrendo sangue nos pulsos, fazendo poças de vermelho pelo chão até alcançar as minhas mãos.
- Por que vocês são assim? - Sibilei entre dentes, e engasguei com meu sangue, parecia que havia um pedaço de caco de vidro na minha garganta, e o sangue ficava subindo e descendo, queimando tudo por dentro.
- Não mude de assunto Lucy. - Pediu Sofia gentilmente, cínica nojenta! Ela já estava voltando pra perto de mim. Quando retornou ao seu lugar sentada ao meu lado, ela não estava apenas com um martelo na mão, mas também uma turquesa. E eu já conseguia imaginar pra que ela usaria aquilo. Ela se aproximou de mim e meu coração disparou.
- Não, eu não quero isso! - Gritei começando a me desesperar, mas Sofia não se importou e rasgou a minha camiseta sem cerimônias.
- Sabe Lucy, eu odiei você desde que te vi pela primeira vez, quando você chegou na mansão logo depois do Vlad ter te tirado das mãos do Bang. - Contou ela com um brilho nos olhos, estava ficando com raiva, e isso não é nada bom - Ele te olhava de um jeito diferente, ele nunca olhou pra mim daquele jeito, com tanto desejo, com tanto interesse... - Continuou ela a contar, enquanto seus dedos finos e alongados passeavam pela minha barriga desnuda, subindo com as unhas até a bainha do sutiã na qual eu usava - Você sabe por que ele nunca conseguiu te salvar a tempo? - Perguntou ela, mas eu não dei importância ao que dizia, eu estava com dor demais e minha cabeça estava perturbada por ver a turquesa nas mãos dela. - O Vlad... - Começou ela e então se levantou sobre mim, passando a unha por cima do tecido do sutiã, acho que essa mulher endoidou de vez. E eu estou prestes a me ferrar, muito! - Sempre estava ocupado demais sendo atrapalhado por mim. - Declarou e então trouxe a turquesa para perto do meu peito, calmamente ela começou a descer as alças do meu sutiã - E agora, o Vlad não vai poder impedir que eu arranque os bicos dos seus seios, sabe por que? Porque ele vai estar ocupado demais sendo espancado pelo Rive... E posso te garantir que o Rive está louco de ciúmes... - Disse abrindo um sorriso largo e malvado.
Não esperei que ela tivesse a chance de fazer o que pretendia e começei a me debater, atrapalhando ela, tentando chuta-la ou fazer qualquer coisa pra me defender, mas Sofia subiu em cima de mim pra me segurar, e então colocou as mãos no sutiã, prestes a puxa-lo pra baixo pra começar o serviço. A adrenalina estava correndo quente nas minhas veias. Eu pensei que realmente ia me dar mal dessa vez, uma lágrima quente desceu pelo meu rosto, amarga de desespero, foi então que eu pude vê-lo atrás dela.
Em questão de segundos, Vlad tinha pegado Sofia pelo pescoço, quebrando os ossos dela com a própria mão, a turquesa caiu no chão, e então ele a lançou no ar, fazendo com que o corpo desacordado da irmã se chocasse contra parede mais próxima brutalmente.
Alívio correu nas minhas veias como sangue, e eu permiti que as minha outras lágrimas rolassem, aliviada por ele ter aparecido. Vlad estava machucado, as roupas pareciam trapos em seu corpo, rasgada e molhadas de seu próprio sangue, mas ele se mantinha em pé, furioso e imponente.
- Luciana... - Falou com a voz tomada por compaixão e eu engoli em seco, tentando parar de chorar, sem obter sucesso. Ele veio até mim, e então começou a tirar os pregos que estavam atravessados nos meus pulsos, para depois me acolher num abraço. E eu desatei a chorar, sentindo aquele cheiro forte de sangue e suor, mas além disso, reconfortada por ser ele.
- Vai ficar tudo bem. - Disse ele tentando me acalmar, enquanto afagava meus cabelos - Agora vamos atrás da Jennifer, - Declarou desmanchando o abraço- Precisamos encontrar ela e dar o fora daqui. - Falou e então nos levantamos do chão. Eu já estava começando a sentir um formigamento nos machucados, lentamente estava me regenerando.
- Vista isso. - Disse ele e então tirou a camiseta, foi quando me lembrei que só estava de sutiã, meio acanhada, mas com pressa. Eu vesti a blusa dele, o cheiro forte de sangue veio pro meu nariz, porém a camiseta em farrapos, não continha apenas o sangue do Vlad, deu pra sentir o cheiro de sangue do Rive.
Assim que acabei Vlad me deu a mão e então corremos pra fora do quarto.
.... Jennifer Narrando....
Cai no chão, rolando pelo mato até meu corpo se chocar contra uma árvore alta. Mal tive tempo de recuperar o fôlego e tive que desviar de uma patada certeira do Cão infernal que por pouco não arrancou a minha cabeça enquanto se ocupava de quebrar a árvore na metade. Tinha alguma coisa errada, esse cão infernal, não é o Cérberus, então por que é tão forte??
Enquanto as folhas começaram a cair como se fosse chuva sobre o local onde eu estava, o cão infernal rosnou alto, fazendo o solo estremecer debaixo dos meus pés. Preciso de um plano, antes que ele saia ganhando nessa briga.
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Cadáver de Sangue I
HorreurQual é a pior forma de morrer? Vamos descobrir juntos...? Lucy era uma doce menina, ajudava todos e vivia feliz...até acidentalmente se envolver com pessoas erradas e ter seu destino traçado por dois homens com distúrbios psicológicos. E depois de p...
