" Vlad: Melhor dia não podia ter sido... Ou noite..."
Bocejei me expreguiçando e bati meu braço em alguém, me levantei no susto abrindo os olhos e vi Luciana do meu lado, deitada na cama, bebendo vinho e comendo bombons. Droga, meu objetivo de mantê-lá sóbria foi por água abaixo de novo.
- Que bom que acordou... - Falou ela e colocou um bombom na minha boca, em seguida me deu um selinho. O que será que estava acontecendo com ela hoje??! Falando nisso, que horas são? Procurei meu celular e achei ele nos pés da cama. Fui ver o horário:
18:11 PM
É não estava tão tarde assim, apenas perdemos o almoço. Me voltei pra Luciana e comecei a rir, ela estava parecendo um esquilo que guardou as nozes nas bochechas, mas ao invés de nozes eram bombons.
- Está acordada a quanto tempo? - Perguntei tirando a franja do cabelo dela de seus olhos e pondo atrás da orelha. Esperei ela engolir tudo que tinha na boca.
- À quinze minutos no máximo. - Falou ela e virou a garrafa de vinho na boca. Quando percebeu que eu estava a encarando ela me deu a garrafa.
- Bebe, esse é bom. - Comentou ela se referindo ao vinho e eu bebi né fazer o que. Foi então que Luciana se sentou ao meu lado e dividiu seus bombons comigo. Não demorou muito pra ela me lembrar de algo que eu havia esquecido completamente.
- Me leva no parque de diversões. - Pediu ela e eu assenti, o melhor era se divertir, afinal estávamos em Paris, e se aqui é a terra do amor, por que não apimentar as coisas com um pouco de adrenalina.
...4 horas depois...
Eu realmente estava cansado, havíamos tirado as roupas de roqueiros no hotel e colocado roupas menos chamativas pra vir pro parque, e neste exato momento eu estava segurando o cabelo de Luciana enquanto ela vomitava pela décima vez, sim, décima vez, eu havia vomitar três vezes apenas. Tínhamos ido em diversos brinquedos, um dos meus favoritos foi a queda livre da torre, nunca tive tanto medo de morrer.... Luciana e eu havíamos comido um monte de coisas, sem contar que estávamos um pouquinho bêbados e depois fomos num tobogã aquático, na montanha russa, Luciana havia gritado demais na montanha russa, pulamos de Bungee-Jamp, fomos na roda gigante, no carrocel, o elevador foi um dos piores brinquedos, eu vomitei duas vezes só por causa dele, brincamos no carro de trombada(bate-bate); e agora quando Luciana acabasse de vomitar iríamos jogar boliche.
Luciana acabou, estava com o rosto vermelho e parecia ainda mais enjoada, ela amarrou o cabelo num coque e deu a mão pra mim, e então fomos pro salão jogar boliche, e comemos mais e ficamos mais uma hora jogando, quando deu onze da noite voltamos pro hotel, cansados e dando risada, e ainda mais bêbados, fomos de táxi aliás, eu não dirigi, não é por que eu não corro risco de vida que vou fazer pedrestes inocentes correrem. Sempre centrado em se bebo não posso dirigir. A não ser que me desafiem a tirar um racha numa pista deserta. Fora isso...
Quando chegamos no quarto Luciana foi tomar banho e eu fui escolher roupas pra mim e pra ela, não sabia o que escolher pra Luciana e então peguei um dos primeiros vestidos que vi pela frente, era um vestido azul, longo, próprio pra sair a noite, com um decote pequeno. Ela ia ficar bonita. Isso já bastava e então Luciana saiu do banheiro de roupão, nesse caso, peguei minhas coisas e fui pro banheiro tomar meu banho.
Quando voltei pro quarto encontrei uma Luciana extremamente sensual, com saltos altos e o vestido azul que eu havia escolhido. Ela havia ficado muito linda e estava passando um baton rubro quando entrei no quarto. Ao terminar ela se virou pra mim.
- Vai me levar pra jantar? - Perguntou caminhando em minha direção, ao chegar perto suficiente me puxou pelo colarinho da camisa.
- Eu vou... - Respondi e Luciana me puxou para um beijo calmo, esse dia realmente estava se saindo muito bom.
...Lucy narrando...
Me afastei de Vlad e então dei mais um selinho no mesmo, ele estava bonito, vestia um camisa branca de botão e uma calça jeans preta, era o Vlad formal que eu conhecia, as coisas ao meu redor estavam girando um pouco, não faço idéia de como ainda estou de pé nesse salto alto, ainda bem que o Vlad escolheu minha roupa pro jantar não estou enxergando muito bem. Dei um sorriso e abraçei Vlad com a intenção de me segurar em alguma coisa pra não cair, eu estava me sentindo tão bem com ele e perto dele. Nem sei direito o que eu to fazendo, acho que quero beber mais. Me afastei de Vlad e fui pro espelho retocar meu baton, tomando um grande cuidado pra não tropessar em alguma coisa e cair no chão.
....No restaurante: Les Ombres....
Vlad puxou a cadeira pra mim sentar e eu fiz conforme fora dito, me sentei, Vlad então foi pra sua cadeira e se sentou, estávamos em um restaurante muito cheio, mas tão calmo que as pessoas pareciam que estavam mortas, poxa! Estamos em Paris! A linda cidade do amor e esse povo está triste e estressado, deviam sentir vergonha! Despertando de meus devaneios avistei o garçom, um senhorzinho robusto e animado. Ele perguntou alguma coisa mas eu não entendi então Vlad começou a falar inglês com ele e não francês, foi então que o garçom percebeu que éramos estrangeiros e começou a falar conosco em inglês. Ainda bem que sou novaiorquina.
Jantamos e tomamos um pouco de vinho, era maravilhoso estar em Paris, até o ar pra respirar era diferente, tinha aquela doce magia do amor, e eu acho que estou me apaixonando pelo Vlad. Ele é tão bonito e tão cuidadoso, me protege e me trata bem, e eu acho que quero beijar ele denovo... Sorri involuntariamente e Vlad segurou a minha mão.
- Quero te levar num lugar. - Falou abrindo um sorriso e eu mordi o lábio inferior, pra onde ele quer me levar?
Vlad chamou o garçom, pagou a conta e saímos do restaurante. Caminhamos por um breve tempo até chegarmos num banco de praça que dava de frente pra torre Eiffel e eu tive que me segurar pra não chorar, não é que eu estava triste, é que quando eu era adolescente meu sonho era ver a torre Eiffel e agora eu to aqui, meus olhos começaram a se encher de água, comecei a chorar e Vlad me abraçou confuso.
- Por que está chorando? Não gostou daqui? Podemos voltar pro hotel se quiser... - Vlad começou a falar e eu comecei a chorar mais ainda.
- Não. - Funguei - É que... Eu to feliz, eu sempre quis ver a torre Eiffel e você me trouxe aqui, voce é muito legal Vlad, me desculpa por ser um peso pra você! - Chorei mais e Vlad me apertou carinhosamente em seus braços me acolhendo.
- Que bom que está feliz, mas você não é um peso, eu adoro ter você perto de mim.. - Foi o que disse - Mas adimire a vista, deixa pra chorar outro dia. - Falou ele e eu dei risada.
- É que eu achei que nunca teria chance de viver outra vez - Expliquei - Quando fui sequestrada eu achei que eles iriam me matar e agora eu estou aqui, inteira e realizando um sonho de menina.... - Desatei a chorar novamente e Vlad acariciou meu rosto, enxugando minhas lágrimas.
- Posso fazer mais uma coisa então pra tudo ficar perfeito como uma garota sonhadora quer? - Perguntou ele abrindo um sorriso e eu assenti, foi então que Vlad, que já estava próximo o suficiente, se inclinou um pouco e me beijou, o toque de seus lábios arrepiou minha pele, entrelaçou nossos lábios e minha língua começou a travar uma guerra com a dele, começamos a nos envolver até precisarmos de oxigênio, foi quando nos afastamos. E não havia somas de dúvidas, queríamos voltar pro hotel.
De volta ao hotel, já estávamos nos agarrando no elevador, quando fomos para o quarto do hotel, troquei de roupa e Vlad fez o mesmo, fui pra cama e Vlad foi também, mas ao invés de continuarmos nos agarrando e nos beijando, ele me abraçou, iríamos dormir juntos, sem preocupações, sem vergonha, e ignorando o fato de que o dia seguinte seria bem atarefado. Estava tão quentinho debaixo do cobertor que não demorou muito pra que eu caísse no sono.
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Cadáver de Sangue I
HorrorQual é a pior forma de morrer? Vamos descobrir juntos...? Lucy era uma doce menina, ajudava todos e vivia feliz...até acidentalmente se envolver com pessoas erradas e ter seu destino traçado por dois homens com distúrbios psicológicos. E depois de p...
