Qual é a pior forma de morrer?
Vamos descobrir juntos...?
Lucy era uma doce menina, ajudava todos e vivia feliz...até acidentalmente se envolver com pessoas erradas e ter seu destino traçado por dois homens com distúrbios psicológicos.
E depois de p...
Eu corri na direção dele sem pensar duas vezes, e saímos na mão. O derrubei no chão e o esmurrei, investindo toda minha força nos socos, em segundos Bang já estava machucado, com a boca sangrando, o nariz quebrado e escorrendo sangue e com um olho roxo, aliás não era à toa que ele estava se machucando tanto já que a corrente estava enrolada nos meus punhos. Minhas unhas se formaram garras afiadas e assim que eu ia perfurar o peito do Bang pra fatiar seu coração ele desferiu um soco debaixo do meu queixo que me fez cair pro lado atordoada. Ele se pôs sobre mim, seu sorriso havia sumido de seu rosto machucado, a única coisa que restará era uma expressão zangada, eu me sentia zonza, o soco dele tinha sido extremamente forte. Ele colocou a mão no meu pescoço e pressionou, apertando minha garganta com força como se pudesse esmaga-lá entre os dedos, eu ainda me sentia atônita e foi quando uma gota de sangue dos machucados dele caiu no meu lábio inferior que eu despertei da dor, dei um chute no meio de suas pernas e enrolei a corrente no pescoço dele, em seguida o chutei de novo e o forcei pra trás, ele me chaqualhou pelo pescoço e eu chutei-o de novo, desta vez tirando-o de cima de mim. Subi em cima dele desferindo mais socos em sua face, eu queria quebrar os ossos desse imbecil, nunca vi um meliante tão indiciplinado! E então recebi um puxão no ombro. Era a Lucy. - Vamos! Vamos fugir! - Pediu ela me olhando com ansiedade, ela estava com alguns cortes espalhados pelos braços e rosto e com o cabelo bagunçado. Olhei pra trás e vi o outro palhaço com quem ela lutava a minutos atrás caido no chão, a Lucy ainda estava com a faca ensanguentada que matara os palhaços na mão, peguei a arma branca da mão dela e cravei no peito de Bang sem hesitar, olhando em seus olhos escuros, assistindo enquanto ele os fechava. Lentamente soltei o cabo da faca, minhas juntas estavam brancas de tanta força que eu tinha usado nas mãos, o corpo do Bang começou a se dissolver em cinzas sobre a areia, me levantei olhando o corpo dele se desintegrar e peguei na mão da Lucy quando acabou. Minha mão estava tremendo de adrenalina. E agora só havia um monte de cinzas sobre a areia, como se o corpo de Bang jamais estivesse estado ali. Suspirei de alívio e me voltei para Lucy. - Vamos... - Falei e minha voz falhou, eu estava ofegante, só agora que percebi isso, minhas omoplatas latejavam e minha visão ficava falhando - Vamos fugir. - Completei, conseguindo falar, e a Lucy me puxou pela mão para correr, apertei o passo até alcançar o ritmo, e então já estávamos correndo entre o nevoeiro, na esperança de encontrar aquela caverna, mesmo sem saber onde ela estava.
O nevoeiro tinha praticamente sumido, deixando pequenas nuvenszinhas densas no chão. O céu havia escurecido um pouco, ainda estava de manhã, porém a claridade do dia era pouca. Eu me sentia cansada e a todo momento minha visão embaçava, eu estava sendo guiada pela Lucy naquele momento por que eu não conseguia entender o caminho que estávamos indo, minha mente estava tão nublada quanto o céu acima de nós. Minhas pernas fraquejaram e eu senti um baque nos joelhos, quando consegui abrir os olhos de novo escutei Luciana me chamar, ela estava na minha frente segurando meu rosto nas mãos e dizendo alguma coisa mas eu não estava conseguindo entender. Parecia que eu estava debaixo d'água. - Lucy... - Sussurrei e senti uma tontura muito forte, de repente tudo veio à tona. Minha visão voltou ao normal, eu senti uma descarga elétrica de adrenalina entrar nas minhas veias e voltei a ouvir normalmente. - Jennifer você está sangrando! - Exclamou Lucy e apontou para minha barriga, olhei para o lugar onde ela apontou e vi sangue manchando o tecido do vestido, era um corte bem grande e pela dor que eu estava sentindo já dava pra saber que era fundo, passei a mão sobre o ferimento que ficava um pouco abaixo das costelas e arquejei sentindo uma pontada, isso era obra do Bang, ele deve ter enfiado alguma coisa de madeira em mim enquanto lutavamos. Tentei enfiar meus dedos dentro do corte mas não consegui alcançar a madeira, ela estava bem funda provávelmente. - Vai ficar tudo be... - Quando comecei a falar me interrompi, eu tinha visto a caverna. - Lucy olha lá! - Apontei para um quilômetro em linha reta, na nossa frente. Ela estava lá. - Você consegue se levantar? - Lucy me perguntou e eu assenti. Pressionei minha mão no corte pra estancar o sangue e me levantei segurando um grunido de dor na garganta.
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Entramos na caverna rochosa e escura, seguindo em frente e tateando as paredes para não cairmos. Parecia tudo muito assustador lá dentro, qualquer coisa que eu e a Lucy diziamos ecoava por toda extensão da caverna, e volta e meia, eu acabava tropeçando em alguma rocha pontuda que ficava no chão da caverna, e quando não era eu era a Lucy que se acertava em alguma estalactite. A todo instante estávamos atentas, nervosas, eu estava sentindo muito calor, está caverna é muito úmida e abafada, e o pior é que tanto eu quanto a Lucy somos claustrofóbicas, então imagina o sufoco de estar lá dentro e no escuro. Não dava pra enxergar praticamente nada, só algumas sombras. Minhas pernas estavam fracas, eu me sentia fraca naquele momento, exausta. Quando dei mais um passo escutei Lucy arquejar, era outra estalactite que devia a ter pego. Continuamos andando sem proferir nada, acho que já estamos a mais de meia hora aqui dentro. Bufei indignada, quando chegaremos no fim dessa caverna idiota?!! Bufei de novo e raspei meu braço em alguma coisa que me fez arquejar.
Ótimo! Outra estalactite!
Senti o sangue começar a escorrer pelo meu braço se misturando a camada de suor que cobria a minha pele. Que raios! Quando eu voltar para o mundo real vou prender aquele bruxo idiota por ele ter jogado Vlad e a Luciana nessa prisão mental idiota! E o Vlad é outro idiota por ter roubado a moto do bruxo! Quer saber, vou prender os dois! O bruxo por violação dos direitos humanos e por bruxaria contra aquela humana que estava na estrada e o Vlad por furto.
Depois que a minha raiva diminuiu um pouco eu fiquei ansiosa, eu estava muito ansiosa pra sair daqui e voltar para o mundo real, para poder dormir e dar um abraço apertado em Zelo. Eu estava morrendo de saudades dele e já fazia muito tempo que eu não durmia. Imagine a Lucy que está aqui nesse inferno, tadinha... Deve estar mais desesperada que eu pra poder voltar para o mundo real. Com mais alguns passos avistamos um feixe de luz, vindo de uma entrada curva que conforme nos aproximávamos aumentava mais a claridade, era a saída! Arregalei meus olhos. Eu e a Lucy nos entreolhamos na pouca luminosidade que havia na caverna e depois saímos correndo, com sorrisos largos no rosto cheios de esperança. Mas quando chegamos no lugar onde havia claridade eu entendi que o bruxo me enganou, não era a saída que havia aqui. Assim que pisamos no recinto onde havia luz, tentamos recuar. Lá nos esperando, estavam dez palhaços assassinos e quatro homens diante de nós, enfileirados, de costas pra nós e todos seguravam tochas nas mãos, menos o do meio, e ele se virou lentamente, revelando sua face. E naquele reencontro eu estremeci e entendi por que a Lucy tem tanto medo dele, ele é um desgraçado.