Capítulo XXVIII - Paris Conturbada

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" Lucy: Por que o Vlad é tão legal num momento e no outro age feito um idiota?!!.."

 Lucy narrando

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.... Lucy narrando....

- Lucy.... - Uma voz sombria sussurrou e eu abri os olhos, eu estava sentada no chão de um corredor longo, havia cerca de 13 portas no decorrer do mesmo, seis de um lado, seis do outro e uma no fim do corredor, como vim parar aqui? Me questionei enquanto me levantava do chão, eu estava toda suja, descalça e trajando um vestido branco com decote profundo que estava cheio de lama e poeira.
- Lucy.... - A voz masculina ecoou pelo corredor novamente e eu arregalei os olhos, Rive, toda extensão de pele que havia no meu corpo arrepiou e eu senti uma ardência descer pela espinha. Olhei para o chão, que se estendia por pisos xadrez, branco e preto, e em seguida para o final do corredor, onde é que eu estou? Passei a andar pelo corredor, testando as grandes portas de madeira pra ver a onde é que havia uma saída pra fora do corredor e até chegar no final do mesmo todas estavam trancadas. Estava escuro pelo lado de fora e as luzes que estavam no této pareciam aquelas luminárias antigas de hospital. Bufei cruzando os braços sobre o peito e de repente todas as porta se abriram, menos a que estava atrás de mim no fim do corredor, as luzes começaram a piscar, droga! Por que toda vez a escritora tem que me enfiar numa cena de filme de terror! Eu morro de medo! Preciso reclamar meus direitos como personagem! Tirando minha atenção das minha queixas de justa causa, analiso em volta, será que eu vou morrer hoje? Ou será que o Rive está atrás de alguma dessas portas? Engoli em seco e dei um passo a diante pra ver o que tinha dentro das duas primeiras portas, meu coração tá muito acelerado, e meu busto não para de subir e descer por causa do nervosismo.
- Oi... Tem alguém aí?... - Perguntei com a voz tremula e antes de qualquer possível reação minha, todas as portas se fecham batendo com força, arquejei e recuei um passo pra trás. O que tá acontecendo?
Foi então que a porta que estava fechada atrás de mim se abriu, quando fui me virar uma mão estalou fortemente contra minha face e desnorteada cai no chão chorando e soluçando de medo, senti um punho forte apertar meu pescoço e depois que minha visão não estava mais turva avistei Rive. O mesmo estava me enforcando enquanto se aproximava, um sorriso muito largo e doentil era esboçado em seus lábios, e eu queria arrancar sua cabeça. Ele apertou mais me sufocando e eu o peguei pelo pescoço para enforcá-lo também, eu tenho força e então vou fazê-lo pagar!
- Isso mesmo Lucy... Reaja.... - Falou ele e apertou mais meu pescoço, fiz o mesmo e o Rive começou a se abaixar para tentar me beijar, meu estômago embrulhou e quando ele conseguiu chegar perto o suficiente eu acordei.

Primeiro senti beijos serem trilhados do meu pescoço até o meu queixo, em seguida minhas garras se soltarem e quando abri os olhos minha mão estava segurando a garganta de Vlad e o mesmo me encarava perplexo, seus olhos estavam um vermelho e o outro azul e suas garras atravessadas no colchão uma de cada lado do meu corpo.
- O que você está fazendo?!... - Indaguei e Vlad recolheu suas garras enquanto seus olhos aos poucos voltavam ao normal. Larguei seu pescoço e Vlad tociu saindo de cima de mim.
- Estava tentando acorda-lá de forma carinhosa! - Respondeu ele e os cortes que minhas garras haviam feito na garganta dele começaram a sangrar, cortes finos e superficiais, não cheguei a machucar ele gravemente.
- Quem te deu liberdade pra me beijar?!! - Esbravejei me sentando na cama e no mesmo instante coloquei minhas mãos na cabeça, estava latejando muito, parecia que eu tinha sido acertada por um bastão de basebol, o que eu to fazendo aqui? Por que eu e Vlad estamos na mesma cama? Será que eu e ele....? Droga! Como isso aconteceu??! - O que tá acontecendo?!! - Perguntei exasperada e Vlad arqueou uma sobrancelha parecendo brevemente confuso.
- A gente bebeu.... Fomos no parque..... Rolou algumas coisas e compartilhamos a cama..... - Tentou explicar Vlad e eu engasguei.
- Como assim "rolou algumas coisas"??!... - Perguntei arregalando os olhos e Vlad levantou as mostrou em rendição.
- Calma, não foi exatamente isto que você pensou. - Começou ele - A gente só se beijou, algumas vezes, e foi você quem começou tudo isso! - Acusou ele e eu franzi o cenho tento flash-backs do que aconteceu no dia anterior.
- Vou tomar um banho e se você tentar me tocar de novo eu rasgo a sua garganta! - Ameacei e Vlad revirou os olhos, era a primeira vez que o via fazer esse tipo de coisa, pensei que ele sempre ficasse comportadinho e formal como demonstrava ser.
Me levantei da cama, praticamente me arrastando contra vontade, e pegando uma toalha e uma muda de roupa fui pro banheiro. Liguei o chuveiro no gelado, eu estava morrendo de calor, havia soado frio a noite inteira, assim que larguei as coisas num gancho na parede entrei debaixo d'água corrente do chuveiro.

Me olhei no espelho, eu estava com um vestido preto formal que ia até os joelhos, minha dor de cabeça havia diminuído um pouco com o banho, eu não estava mais me sentindo tão tensa por causa do pesadelo, e o Rive que tentou me machucar no sonho não parecia mais tão real, apenas um sonho mesmo, ele não estava aqui em Paris, então não havia com o que me preocupar.
Sai do banheiro e avistei Vlad lendo alguns papéis e os separando em três pastas, parecia ocupado mas ainda estava com a roupa que dormiu, quando me viu apontou pra cama, tinha uma bandeja com um café da manhã bem reforçado, peguei uma xicara de café e fui até Vlad, eu queria ver se ele estava bem, e queria pedir desculpas.

Sai do banheiro e avistei Vlad lendo alguns papéis e os separando em três pastas, parecia ocupado mas ainda estava com a roupa que dormiu, quando me viu apontou pra cama, tinha uma bandeja com um café da manhã bem reforçado, peguei uma xicara de c...

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- Vlad... - O chamei dando a xícara para ele, o mesmo sorriu, foi então que percebi que tinha um coração na superfície do café, e pela quentura que senti nas minhas bochechas tenho certeza que fiquei corada - Eu... - Comecei e senti um leve nó na garganta, por que parece tão difícil pedir desculpas, Vlad aceitou a xícara de café me puxando pela cintura pra um abraço, que nos deixou cara a cara. - Eu... Me desculpe por hoje de manhã, eu não queria ter tentado rasgar a sua garganta, é que eu estava tendo um pesadelo horrível e daí você me acordou.... - Respirei fundo e Vlad tomou um gole do café, a extensão de pele no local onde seus dedos pressionavam na minha cintura estava formigando, e eu queria que ele me abraça-se mais apertado, ele era tão carinhoso. Meus lábios começaram a se curvar num sorriso.
- Tudo bem - Respondeu Vlad sorrindo me fazendo acordar de meus devaneios. - Eu sei que as mulheres tendem a ficar mais agressivas quando estão de TPM.

 - Eu sei que as mulheres tendem a ficar mais agressivas quando estão de TPM

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