Capítulo LIX - Sêlo Prisioneiro/ Parte 2

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  - Para por favor. - Implorei tentando recuperar o ar, minhas veias estavam liberando tanto sangue convertido em adrenalina que eu estava me sentindo embasbacada de dor.
  - NÃO! EU NÃO VOU PARAR! SOU EU QUEM TE AMO! Eu jamais joguei na sua cara o quanto eu fiz por você como se você devesse ALGO PRA MIM COMO O VLAD FEZ, EU SEMPRE TE AMEI, EU SEMPRE ESPEREI VOCÊ ME AMAR DE VOLTA, MAS VOCÊ NUNCA ME AMOU DE NOVO! E POR QUE?!! O QUE ELE TEM QUE EU NÃO POSSO TE DAR?!! O QUE EU TENHO QUE FAZER PRA TER O SEU AMOR?!! - Berrou ele e eu arqueei as costas tentando me levantar.
  - Você btem que morrer! Quem sabe assim no inferno, você para de me bater! - Gritei pra ele e levei um chute no rosto que me atordoou, e depois levei um chute no estômago que me fez rolar pro lado me encolhendo de dor. Meu abdomem estava contraído. Eu mal conseguia respirar. Quando pensei que ele tinha parado, Rive me pegou pelos colarinhos e me pois contra parede, ele estava mais agressivo ainda.
  - Por que você não me ama? - Perguntou ele afrouxando as mãos no colarinho da camiseta, ele fez menção de me soltar e então abaixou, me fazendo sentar no chão, na frente dele. Rive se aproximou e começou a acariciar meu rosto ensanguentado.
  - Você me destruiu. Você me sequestrou e me espancou. Como você acha que eu poderei amar alguém que me machucou tanto? - Sussurrei de volta sentindo um gosto metálico na língua. Eu estava mais zonza que antes e aquele corredor frio parecia ainda maior e mais gelado do que antes. Tudo parecia pior.
  - Se eu não posso ser o seu amor... Quem eu sou pra você? - Perguntou ele calmamente me puxando para seus braços, eu o empurrei agoniada me lembrando do flash back que eu tive, um calafrio desceu pela minha espinha, será que aquilo era verdade ou alguma loucura atingindo a minha mente? Será que o Rive me drogou? Se bem que eu não vi ele fazendo isso... Eu pensei em responder a ele que ele era meu agressor e não uma pessoa em que eu possa confiar. Pensei seriamente em chama-lo de monstro, mas quando tentei, outra coisa saiu da minha boca.
  - Você é o Diabo! - Berrei e ele me largou arregalando os olhos, por impulso eu bati as costas na alta parede fria atrás de mim, Rive se levantou do chão e eu estremeci.
  - Por que está me chamando assim? - Indagou ele imóvel e eu não respondi com medo de levar alguma coisa que me fizesse sentir mais dor do que já estava sentindo. As veias no pescoço dele começaram a saltar de nervoso.
  - QUEM SOU EU?!! - Bradou ele com o rosto vermelho de raiva e eu arquejei de susto.
  - Você é o Diabo! - Retruquei e vi os olhos de Rive brilhar. O que está se passando pela cabeça dele?
  - E QUEM É O MEU PAI?!! - Ele continuou a berrar. Achei melhor falar as coisas do meu flash back, pareciam fazer sentido pra ele. E por algum motivo, eu não conseguia falar outra coisa que não fosse aquilo que já estava pré- meditado pelo meu sub-consciente.
  - DIGA! - Berrou ele e me pegou pelo colarinho de novo e me prençou com brutalidade contra parede.
  - Lúcifer. - Falei com uma firmeza e frieza tão grande no tom de voz que eu me assustei comigo mesma, tanto quanto Rive parecia perplexo, a tontura já estava me engolindo e eu me sentia tão zonza que pensei que se Rive não estivesse me segurando eu já teria caído e desmaiado, de repente um cheiro muito forte de sangue invadiu o meu nariz, mas não era meu.
  Segundos depois as mãos de Rive escorregaram da minha blusa e ele caiu de joelhos na minha frente, e logo a seguir no chão.
  - Vamos fugir daqui! - Vlad falou em disparada me pegando pela mão e tentando me arrastar direto pra grande porta fechada que havia a uns dois metros de distância de nós, na parede esquerda. Meu corpo todo estava dolorido, parecia até que eu tinha sido atropelada.
  - Vocês não podem ir assim. - Falou Rive apreensivo se levantando do chão e eu dei um pulo de susto, Vlad me puxou pra trás de seu corpo se fazendo de escudo, foi então que vi as manchas de sangue, a camiseta de Vlad estava muito rasgada atrás, com hematomas nas partes traseiras das costelas, como se quando Rive atacou ele, tivesse atravessado as mãos nas costas de Vlad e quebrado suas costelas. Por isso que Vlad sumiu, e era esse o barulho do estralo que eu havia escutado, Rive tinha quebrado as costelas de Vlad quando ele tinha ido até o final do corredor.
  - Eu vou segurar o Bang e vocês pegam a Jennifer e fogem daqui! - Disse Rive e eu arregalei meus olhos perplexa. Tipo assim WTF?!!
  - Você ficou louco?!! - Perguntou Vlad e Rive pressionou o peito, especificamente em cima do pulmão que estava sangrando por culpa de Vlad te-lo machucado internamente.
  - Cala boca eu to falando com a Lucy! - Esbravejou Rive repreendendo Vlad e eu arregalei ainda mais os olhos.
  - Rive? - Foi a única coisa que eu consegui falar enquanto ele dava a volta em Vlad e ia até a porta colocando a mão na maçaneta de ferro. Eu notei algo diferente agora, aquele era o jeito do Rive ser protetor, ele era assim quando eu o conheci, antes dele me sequestrar e me torturar como se eu fosse uma boneca de pano!
  - Promete pra mim que vai fugir para o mais longe possível? - Perguntou ele me entregando um molho de chaves que tirou do bolso e eu peguei aquilo ainda chocada. Sustentando nossos olhares, as chaves estavam tão geladas quanto os dedos dele, eu me sentia tão confusa naquele momento.
  - Do que você tá falando? Você não vai tipo, sei lá bater na gente até morrer, sangrar e torturar???
  - Não. - Respondeu ele olhando dentro dos meus olhos, então desviou os olhos e olhou pra maçaneta apreensivo, parecia muito preocupado. - O Bang quebrou o sêlo, você precisa fugir, o Criador vai manifestar sua ira aqui, na base militar, não era pra isso ter acontecido, agora eu... Eu preciso que você fuja. Essas chaves vão dar acesso ao lado de fora, e fará com que vocês passem da cerca elétrica. Eu vou te ajudar, eu sei que você não sairia daqui sem os seus amigos imbecis, então vou te ajudar a fugir com eles. Só promete pra mim que vai pra bem longe. - Pediu ele e eu arregalei os olhos ainda mais.
  - E o que me garante que o que você está fazendo agora não é um planinho seu e do Bang pra torturar tanto a mim, quanto ao Vlad e a Jennifer?
  - O sêlo foi quebrado, eu afirmo que não é mentira. E vou provar. - Assim que terminou de falar ele abriu a porta e avançou.

Cadáver de Sangue IHistórias para pegar e não largar. Descubra agora