Capítulo LIII - Beira da Morte

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  " Jennifer: Além de desgraçado, Bang acaba de provar que também é louco...!"

.... Jennifer narrando....

  Fechei o ziper da bota, era a minha favorita, ela era preta de couro e tinha um salto alto. Eu tinha comprado ela num shopping antes de sair de Nova York e viajar pra cá, era a segunda vez que eu já estava a usando, e ela era tão confortável que nem dava vontade de tirar do pé mais.
  - Aqui está Jenny. - Disse Zelo calmamente me entregando uma casquinha de sorvete de chocomenta, o sorvete dele era de baunilha. Estávamos sentados num banco num daqueles corredores aparentemente mal assombrados do hospital, à dois breve corredores de distância do quarto onde a neném estava, e o quarto onde Vlad e Lucy estavam. Estávamos vigiando, pra garantir que Bang ou Rive não consigam invadir o prédio, pra entrar em qualquer quarto das "vítimas" eles teriam de passar por este corredor onde nós estávamos, se não passasse por aqui, não teriam como chegar até a neném, nem até Vlad ou até mesmo a Lucy, o único jeito seria entrar pela janela, mas como são 10 andares... Acho que o Bang não seria tão retardado a ponto de se matar só pra dar sinal de vida, e essa afirmação que eu acabei de fazer ficou um pouco sem sentido mas, esquece. A minha sorte nessa confusão toda é de ter que ficar de frente a uma lanchonete do hospital, que fica aberta 24 horas, e que eu tenho a companhia de Zelo, ele me distrai para que eu não acabe caindo de sono de tanto tédio de ficar parada esperando um dos bandidinhos fugitivos aparecerem, meliantes de merda! Eu podia estar dormindo numa cama confortável abraçada com o Zelo agora, mas estou aqui por culpa do Bang que escapou da cadeia. Pelo menos não tem problemas piores do que esse, a Sofia já causou confusão demais seduzindo o médico bonitão, se não fosse por ela o Vlad não teria surtado tão cedo, como sempre onde quer que a Sofia esteja os problemas estão. É melhor que ela fique no hotel mesmo, até o Vlad e a Lucy receberem alta do hospital, o que está previsto pra acontecer amanhã as duas da tarde. Suspirei de cansaço, apoiando minha cabeça no ombro de Zelo, ele passou o braço ao redor dos meus ombros e me acolheu num abraço afetuoso.
  - Por que está tão quieta? - Perguntou ele saboreando seu sorvete e eu encarei o meu sorvete que estava ameaçando derreter na minha mão. Limpei o que ia cair com a língua, e então provei o sorvete, aquele sabor característico contrastou com meu paladar de maneira tão suave que eu não hesitei em sorrir me lembrando da minha adolescência.
  - Pensando em que horas são. - Respondi a Zelo que não parava de me encarar enquanto saboreava o próprio sorvete.
  - São... - Zelo olhou para o relógio no pulso - Três e quarenta e cinco da matina. Mas não é só o horário que está te perturbando, o que foi? - Perguntou Zelo e eu levantei os olhos para vê-lo melhor, ele me conhece bem, sabe quando eu tento inverter meus pensamentos pra impor outro assunto.
  - Eu... - Comecei a explicar e escutei um grito estridente, feminino. Merda! Tirei o revólver da cintura e o empunhei levantando do banco - Depois eu te explico, agora vamos receber com chuva de balas a nossa visita inusitada. - Falei abrindo um sorriso malefíco e Zelo se levantou do banco, jogamos os sorvetes na lata de lixo logo ao lado do banco e antes de desatarmos a correr pelo corredor, eu me voltei pras garçonetes da lanchonete.
  - Não saíam daí por nada nesse mundo! - E então eu e Zelo fomos.
  - Pra que quarto? - Perguntou Zelo já com uma teaser e um cacetete nas mãos quando chegamos no final do corredor.
  - Vai pro da bebê pra ver se ela ainda está lá, eu vou atrás do Vlad e da Luciana! - Falei e nos dividimos, entrando em portas que davam para corredores opostos, meus saltos agrediam o chão e ecoavam o barulho alto pelas paredes, enquanto eu corria com a arma bem carregada na mão, eu tinha que dobrar duas esquinas de corredores brancos até chegar ao meu destino, e a adrenalina já estava se infiltrando nas minhas veias como sangue. É hoje que eu vou estourar os miolos desses desgraçados!
  Dobrei a esquina de um corredor e escutei uma mulher gritar.
  - NÃO! - Era a Luciana.
  No final do corredor estavam Bang de costas pra mim ao lado de uma janela aberta e Luciana na frente dele. Tive a impressão de que Bang estava segurando alguma coisa mas não dava para ver direito o que era.
  - Coloque as mãos atrás da cabeça e deita no chão agora! - Bradei, meu tom agressivo e dominador retumbou no meu peito como um trovão, Bang se virou lentamente na minha direção e eu avistei uma coisinha pequena vestida de rosinha, dormindo nos braços do Bang, a "coisinha" era a neném!
  - Não me diga que você também se apegou por esse protótico humano imundo e inútil? - Perguntou Bang com sarcasmo, e na frieza do seu tom de voz eu senti a indignação que ele guardava, isso não é nada bom. Olhei de relance para Lucy, ela estava parada, e não dava pra descrever se era de choque pela situação ou de dor, a maça do rosto dela estava roxa e um de seus braços estava escorrendo sangue. Ele provavelmente bateu nela...! Desgraçado.
  - Você tem três segundos pra colocar essa criança no chão com cuidado, se afastar e por as mãos atrás da cabeça... - Alertei sentindo a raiva subir pelo meu peito, esse dejeto de ser não devia estar segurando a neném com aquelas mãos asquerosas!
  - Ou se não o que? Vai estourar meus miolos? Vai ter que entrar na fila. - Respondeu Bang árduo e então segurou a neném com uma só das mãos, a pondo perto da janela aberta, a neném acordou e começou a chorar e com isso Bang se voltou pra Lucy - Preste bastante atenção Luciana, isso é pra você aprender a não se compadecer e ter sentimentos, eu criei seu psicológico pra você destruir os seres humanos e não para aprender a ama-los! Amar é se alto destruir, e a prova disso será sua reação quando você ver todos os ossos do corpo dessa criança se quebraram com a queda. - Bang colocou a criança pra fora da janela, e meu olhos se arregalaram de horror, ele vai derrubá-la.
  - Para com isso! - Bradei - Se afastá dessa janela agora!
  - Vocês policiais não percebem quando estão em desvantagem? - Indagou Bang com ironia e eu tirei a trava da arma.
  - Se afasta agora! - Berrei e vi Luciana se aproximar de Bang, as mãos dela estavam se tornando garras afiadas como navalhas, essa não, se ela reagir pode ser ainda pior!
  - Luciana! - Só deu tempo de gritar o nome dela.
  Bang olhou pra trás e Luciana agarrou a camisa de Bang, atravessou o pescoço e a garganta dele com as garras e o arrastou com toda força pra longe da janela, com tanta rapidez que eu quase não consegui acompanhar a cena com os olhos, a neném bambeou mas já estava dentro do prédio e enquanto Bang caía no chão, batendo a cabeça na parede, engasgando com o próprio sangue, e durrubava a neném da mão, Luciana pegou, ainda no ar, a neném nos braços. Ela caiu no chão também, com a neném que estava berrando são e salva em seu colo. Não esperei por mais nada e comecei a correr até elas, disparando toda a minha munição no crânio de Bang. Espirrou sangue pra todo lado, manchou toda parede e mesmo assim o verme ainda não estava inconsciente, nem mesmo agonizando, estava apenas parado, tirei o cacetete do cinto e quando cheguei perto o suficiente pra bater nele escutei Luciana grunir de dor.
  - Pega ela, eu não vou aguentar! - Gemeu ela de dor, foi então quando eu larguei o cacetete e peguei a neném no meu colo, que eu entendi o que se passava, Luciana ia se transformar...!

Olá pessoas, votem e cometem! Gosto demais de saber o que estão achando dos capítulos!!! Bjs do Andy e até o próximo! ;-)
Ah e, eu estou montando um grupo no whats de fãs do Black Veil Brides (especificamente do Andy Biersack), quem quiser entrar, conversa comigo e me passe o número!

Cadáver de Sangue IHistórias para pegar e não largar. Descubra agora