Capítulo LXXIX - Mortos Como Cães

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  " Jennifer: Nem todos confiavam no Bang, nem todos queriam o que ele queria, e por mais que soubesse disso ele não fez nada a respeito, e foi ai que eu notei, que havia uma falha, um possível mecanismo de defeito em seu plano, que eu poderia usar ao meu favor..."

.... Jennifer narrando....

  Engasgando eu abri os olhos alarmada, havia um peso subindo em cima do meu corpo, eu, mesmo depois de tanto tempo conhecia aquele cheiro de bebida, aquele perfume masculino e o desejo insano e incestuoso dele. Não precisava acender a luz do quarto escuro para reconhece-lo. Já sabia quem era, e o que queria, só me restava gritar.
  Tomada pelo pavor, enquanto o medo corria pelas minhas veias eu tentei gritar, mas Lee Joon tapou a minha boca, sussurrando um "shiii".
  Tentei negar com a cabeça, enquanto senti sua mão descendo pelo meu pescoço e chegando ao meu seio. Eu ainda estava vestida antes dele resolver rasgar minha roupa.
  Escutei o barulho da primeira peça sendo rasgada junto do meu sutiã e meu corpo inteiro arrepiou, aquele som me fez lembrar da arma, me fez lembrar onde eu estava, e me fez sentir alívio e mais pavor por ainda estar viva. Aquilo não era um dos pesadelos que eu tinha todas as noites quando fechava os olhos. Eu não ia acordar e ver o Zelo do meu lado, eu já estava acordada, aquilo era real. E eu estava prestes a ser estuprada de uma vez por todas pelo meu irmão mais velho, que era insano pelo meu corpo.
  Assim que senti ele abaixar a mão da minha boca e me beijar, colocando as duas mãos nos meus seios, eu entrelaçei as pernas em sua cintura o prendendo e levantei os braços, desferindo socos. Um atrás do outro para tentar me soltar e me livrar dele, estava escuro e eu não sabia exatamente onde ele estava, assim que o acertava sentia alivio. Mas quando escutava ele reclamar e grunir de dor me dava medo, a força dele, as lembranças. Aquele quarto escuro estava libertando tantas memórias esquecidas pelo passado que eu estava esquecendo todas as minhas defesas e ficando cada vez mais temerosam.
  E foi quando eu falhei, com o coração na garganta e ofegante que ele conseguiu me render e me prender. Segurando meus pulsos sobre a minha cabeça enquanto beijava, cada canto do meu corpo, e as lágrimas desciam pelos meus olhos.
  - Por favor... - Implorei, eu estava com medo, me sentia como aquela menina pequena de novo, que temia pela morte dos pais quando o irmão perturbado ameaçava mata-los. Indefesa enquanto ele explorava meu corpo frágil, perturbando a minha cabeça com seu desejo doentio. Não me sentia mais um delegada, não sentia mais desejo por justiça, só o medo me consumindo como se fosse fogo.
  Quando Lee Joon rasgou a minha calça jeans e a minha calsinha eu estava com o rosto úmido das lágrimas, esperniando e tentando me soltar a todo custo.
  - Por favor não faz isso...! - Implorava e as lágrimas quentes rolavam pelo meu rosto - L-Lee Joon por favor...! - Engasguei com as palavras e Lee Joon me virou na cama, dando um jeito de me prender e deixar de bruços, com a cara no travesseiro enquanto sentia sua mão livre descendo pelas minhas costas, arrepiando cada canto da minha pele. Abruptamente ele abriu as minhas pernas e quando senti seu dedo na minha intimidade meu corpo inteiro estremeceu.
  - Hoje você não me escapa maninha... - Escutei ele dizer, sua voz reverberando na minha cabeça, e o som de um zíper sendo aberto inavadiu o silêncio, quando Lee Joon se aproximou, colando seu corpo ao meu eu soluçei, e meu coração falhou uma batida. Agora já era.
  Entrei em desespero, tentando esperniar e me mecher para evitar o que estava premeditado pra acontecer.
  - Para! - Gritei aos prantos e escutei Lee Joon rir, se aproximando mais, isso ia doer, eu não queria, de jeito nenhum.
  - Você não está feliz Jenny, agora eu vou te comer, por trás pra compensar todas as vezes que você fugiu de mim. - Falou ele e eu soluçei de novo.
  - Não! Eu não quero isso. Para! - Implorei sentindo a garganta latejar e comecei a gritar, o que deixou Lee Joon irritado, e asism que me dei conta já estava com a cabeça sendo pressionada contra o travesseiro para não fazer barulho.
  Quando Lee Joon se aproximou mais, e eu pude sentir seu membro tocar a minha entrada, a porta do quarto foi aberta, e a claridade invadiu o local.
  - O que você está fazendo??! Perdeu a cabeça? O Bang proibiu isso! - Bradou, e eu recinheci a voz do Taehyung, meu corpo inteiro estremeceu de alívio, meu choro intensificou e segundo depois de um silêncio matador, Lee Joon se manifestou em resposta.
  - Eu não me importo com o que ele diz, e você também não deveria se importar, já que estará morto antes mesmo de abrir a boca pra contar pra ele. - Falou Lee Joon e eu senti que ele saiu de cima de mim, o que me levou a me encolher já que eu estava enfim solta. Puxei as cobertas e cobri meu corpo nu. Enquanto Lee Joon saia da cama e ia pra cima de Taehyung, mal deu tempo de fazer alguma coisa e Lee Joon já estava indo pra parede cambaleando depois de seis socos fortes o suficiente para quebrar ossos. Isso fez barulho, Lee Joon ficou bravo, e partiu pra cima de Taehyung, desferido socos em seu rosto com precisão. Socos que me fizeram lembrar da vez que Lee Joon me deu uma surra. Minha cabeça parecia que ia explodir desse jeito.
  Tapei os ouvidos e fechei os olhos, me encolhendo mais na cama, isso não acabava, eu ia enlouquecer assim.
  Assim que escutei um barulho de vidro se quebrando a luz do quarto foi aceza, e um Bang furioso apareceu na porta. Foi então que eu percebi o que estava acontecendo, agora com mais facilidade do que antes, havia uma fraqueza no plano de Bang, os próprios integrantes do plano, por terem suas vontades próprias, eram o problema. E isso poderia ser usado por alguém. Talvez até como a resposta para a liberdade.

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