" Luciana: Se é só uma história, por que a dor parece tão real...?"
.... Luciana Narrando....
Me remexi na cama, eu queria chingar e bater no rapaz de cabelos negros a minha frente até ele me falar o que fez com o Vlad e a Jennifer, eu estava preocupada e inquieta, e pra piorar estou amarrada, o que mais me enlouquece!
E enquanto eu fico cada vez mais ansiosa e impaciente ele acaricia meu rosto, me contando uma histotinha de dormir, nem sei por que! Vai ver é um fetiche de psicopata, talvez ele quer me contar a história só pra tentar me pegar de surpresa depois e começar a me torturar, Rive fez isso muitas vezes, me enganar pra dar a entender que está tudo bem pra logo depois me dar uma facada nas costas, literalmente.
Mas por mais que eu tentasse negar, tinha alguma coisa na história que mechia comigo, eu não sei se é o jeito que ele está contando, mas está me despertando algum sentimento. Algo que parecia estar enterrado a muito tempo, talvez compaixão mas eu não compreendia pelo que.
- Um irmão resistiu ao último estágio do veneno, - Continuava ele, contando como se fosse a história de sua vida, com um ar entristecido no rosto, parecia realmente se comover com a própria mentira, ou sei lá o que ele esteja armando - Este se tornou cada vez mais frio e o outro perdeu sua sanidade, mas não haviam matado a jovem dama. Porém, o veneno ainda não tinha saído dos corações dos irmãos, o irmão que havia perdido o seu coração pra frieza, teve de impedir que seu irmão insano, perdido em sua loucura, matasse de vez a mulher que ambos amavam... - Léo fez uma pausa, pensativo, parecia estar se lembrando de alguma coisa que o entristecia muito, seus olhos até se encheram de água, eu pensei em acreditar nele, mas eu já vi o Bang encenar choros muito realistas mais vezes do que podia contar, eu sei quando um psicopata está tentando me enganar! Mas tenho que admitir que a história estava me deixando intrigada, eu estava começando a torcer pro veneno sumir e os irmãos terem um final feliz, meu coração parecia se apertar no meu peito de ansiedade e então Léo terminou de contar o que aconteceu com a história do triângulo amoroso - E bem no fim, ele não conseguiu, e o gêmeo insano a matou. - Finalizou ele e então tirou seus olhos de mim suspirando com pesar. Meu coração falhou dentro do peito, deu vontade de chorar, eu não queria que tivesse acabado assim, na verdade eu não queria que isso acontecesse, e a culpa é toda do pai dos gêmeos que contratou aquele feiticeiro idiota pra envenenar eles. Coitados... Eu não queria que tivesse acabado assim... Por que tinha que ter um fim tão cruel pra história deles?
Depois de um breve momento de silêncio, em que só se ouvia a minha respiração e a de Léo, eu acabei acidentalmente quebrando o silêncio com um soluço abafado. Não sei porque mas eu estava chorando, triste por causa da história, eu sei que é só uma história, mas parecia ter haver comigo, não sei porque mas tive essa impressão. E eu não aguentei me imaginar no lugar da menina que amava os gêmeos, eu não consegui me segurar pra não chorar.
Léo olhou pra mim, não parecia ter se surpreendido, e se aproximou de mim na cama, limpando as minhas lágrimas com cuidado, ele era gentil, mas ainda me dava medo.
- Eu quero te fazer uma pergunta, e vou tirar a mordaça pra você me responder. - Avisou ele e então soltou o pano e eu fiquei aliviada por poder mecher minha boca tranquilamente, meus lábios estavam secos e eu tive que umidece-los com a minha língua enquanto respirava fundo. Eu ainda me sentia cansada.
- Que pergunta? - Indaguei, dessa vez sem rispidez ou agressividade, eu não estava mais com raiva dele. E Léo levantou o rosto para olhar diretamente nos meus.
.... Jennifer Narrando....
- Seu desgraçado de merda! - Bradei com ódio enquanto forçava as correntes, elas tilintavam e eu me chaqualhava de raiva, fazendo com que a cadeira na qual eu estava acorrentada tremesse. E Bang continuava parado na minha frente, me analisando com um sorriso, como se eu fosse um brinquedinho novo. Eu vou arrancar a cabeça dele dai ele vai ver quem é o brinquedinho de quem.
- Acalme-se delegada. - Ordenou Bang desmanchando seu sorriso e eu mostrei meu dedo do meio pra ele.
- Vai se ferrar meliante imbecil! Eu vou te algemar, te levar pro esquisito e vou te dar um surra tão violenta que você não vai conseguir andar no dia seguinte! - Esbravejei entre dentes e Bang revirou os olhos parecendo entediado. Taehyung pegou uma seringa da mesa e veio até mim.
- Posso medicar? - Ele perguntou pra Bang, mas Bang não teve tempo de responder e eu dei um chute na mão de Taehyung quebrando a seringa. O que o fez me encarar surpreso.
- Você não vai me drogar. - Avisei com autoridade, e isso pareceu atissar Bang, eu não estava entendendo o porque de tanta espera, por que ele fica parado olhando pra porta a cada cinco minutos? Quem ele quer que chegue?
- Eu não ia te drogar, ia te envenenar. - Explicou Taehyung com um sorriso ladino enquanto me observava com curiosidade. Acho que ele devia pensar que eu o provocava toda vez que batia de frente com ele, é a única explicação plausível pra entender o gênio dele.
- Vai envenenar a sua... - Começei a dizer mas parei quando alguém entrou na sala, era o Lee Joon. Meu sangue gelou, e a minha raiva que parecia queimar meu peito se dissolveu até me deixar com medo.
- Ora, ora, ora... - Começou Bang, olhando de Lee Joon para mim, entretido - Então a delegada durona tem um ponto fraco. - Caçoou Bang enquanto Lee Joon ia até ele com uma seringa na mão.
- Esse é forte o bastante. - Afirmou Lee Joon e Bang pegando a seringa na mão e se voltou pra mim com um sorriso.
- Coloquem ela na mesa e segurem firme. - Ordenou ele.
Logo depois estavam me soltando das correntes e me tirando da cadeira. Eu tentei me soltar, mas Lee Joon e Taehyung me seguravam, eram dois homens contra mim. Eu não consegui me soltar. Me debati, dei um soco em Lee Joon e Taehyung me segurou mais forte, depois consegui chutar Taehyung, e Lee Joon segurou meu cabelo e puxou pra trás pra me fazer parar.
Eles me deitaram na mesa de ferro, que mais parecia uma mesa antiga de cirurgias. Lee Joon se prontificou em segurar minhas pernas e Taehyung segurou meus braços, me contendo na mesa, me debati e me contorci, tentando me soltar e Bang se aproximou com a seringa.
- Isso vai queimar cada veia que tem dentro do seu corpo. - Avisou ele com um pesar de prazer no tom de voz e então levantou a minha camiseta e aplicou a agulha na minha barriga, sem piedade. A última coisa que vi foi o sorriso de Taehyung e depois começou.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Cadáver de Sangue I
TerrorQual é a pior forma de morrer? Vamos descobrir juntos...? Lucy era uma doce menina, ajudava todos e vivia feliz...até acidentalmente se envolver com pessoas erradas e ter seu destino traçado por dois homens com distúrbios psicológicos. E depois de p...
