CapítuloX- Inesperado

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"Zelo: Uma vingança bem feita é  aquela que se faz pelas próprias mãos..."

Zelo narrando:

  - Realmente não há nada melhor que isto. - Comentei  enquanto Jung Kook dava mais um soco na cara de Bang. Um lobisomen contra um demônio, que ironia...
  Bang estava pendurado pelos pulsos em algemas, que estavam segurando o mesmo através de um gancho interligado a uma corrente no telhado, ele estava suspenso do chão e levando uma surra de Jung Kook enquanto seu amiguinho esquizofrênico estava sendo cortado em picadinho por uma serra-elétrica numa sala ao lado até virar um ensopado de sangue. Me aproximando dos dois homens a minha frente parei para olhar em que situação Bang se encontrava. Estava com a cara toda inchada, os olhos tão roxos que ele mal conseguia mante-los abertos. E além disso, escorria sangue de seu nariz e sua boca estava toda cortada, fora os cortes profundos que estavam sangrando pelo peito exposto, ele estava sem camisa desde o momento que o trouxeram aqui para a fazenda.
  - Já estou cansado. - Falou Jung Kook e parou de bater em Bang que parecia começar a tentar respirar novamente. - Sua vez de bater nele. - Indicou e eu tirei minha arma da cintura encarando Bang com desdém. Com um aceno de cabeça Jung Kook me deixou com Bang se retirando do local para ir beber água. Assim que jung Kook saiu me voltei para Bang.
  - Você se lembra de mim? - Perguntei enquanto Bang começava a se regenerar, ele se curava muito rápido, até perdia a graça bater nele.
  - Deveria me lembrar? - Indagou ele, frustração era eminente em sua voz, deveria estar irritado já com tudo, a noite inteira sendo torturado não deveria ser tão satisfatório.
  - Eu sou o mais novo membro do clã de Vlad, você me deu uma coronhada com sua arma apenas por que eu tirei uma moça da sua zona e bati no seu amiguinho besta que tentou matar o Jung Kook. - Falei lembrando-o e Bang pareceu assimilar o que eu estava dizendo. Percebi quando entendeu o que eu disse através de sua expressão de contentamento.
  - Você é aquele moleque que gritou e caiu desmaiado feito uma garotinha, não é mesmo? - Interrogou Bang com um sorriso zombeteiro e senti meu sangue ferver, era meio complicado controlar a raiva, pra um lobisomen jovem como eu, Vlad dizia que era uma grande virtude eu ainda não ter arrancado a cabeça de ninguém, na primeira vez que o ouvi dizer isso dei risada, nos dias de hoje eu entendo o que ele quis dizer com aquelas palavras.
  - Que bom que se lembra, pois aquela foi a primeira e última vez que tocou em um dos membros de nosso clã, seu bosta. - Falei e disparei sete tiros contra a cara e o peito de Bang, o sangue começou a escorre e Bang não demonstrou dor, apenas baixou a cabeça, o sorriso em seus lábios desapareceu e ele cerrou os olhos como se estivesse sentindo prazer. Que cara mais escroto. - Ei, bixa loca, - Chamei a atenção dele com um xingamento - O que me diz de ser torturado por uma donzela bem quente? - Perguntei e Bang levantou a cabeça, havia um buraco em sua maçã do rosto, e eu cai na risada, não aguentei me segurar, era muito engraçado ver ele daquela maneira. Meu celular vibrou no bolso da calça e fez um barulho de mensagem, isso confirmava que ela já havia chegado. Abri um sorriso e fui até Bang e então bati com a arma na testa de Bang, com tanta força que seu pescoço quase virou ao contrário. Pena que não virou... Com um suspiro de lamento, fui até a porta receber a bela mulher que já estava andando pelo corredor, como eu saia disso? Simples, era só ouvir o barulho do salto batendo contra o chão enquanto ela andava. Quando cheguei na porta a vi, linda em uma saia de secretária e uma camisa branca bem feminina de botão. Quando chegou a porta, a primeira coisa que fez foi me puxar pela gola da jaqueta e me beijar, um toque calmo e gentil de nossos lábios, mas suficiente para ligar todos os nervos do meu corpo e alterar meus batimentos.
  - Jennifer... - Sussurrei seu nome quando nossos lábios se separaram. Ela sorriu me deixando bobo e domado e se virou para Bang.
  - O que temos aqui...? - Perguntou, e eu envolvi meus braços em sua cintura abraçando-a contra meu corpo de forma carinhosa, eu queria ficar perto dela, queria muito.
  - O meliante é o viado que te falei que prendemos ontem a noite. Bang. - Informei e Bang levantou a cabeça pra olhar pra Jennifer. Sorrindo novamente. Seu corpo e rosto já haviam cicatrizado outra vez. Ele estava sem por cento inteiro novamente. - Bang - Chamei pelo mesmo que não tirou os olhos de Jennifer. Eu vou bater nele. Levantei o punho, empunhando a arma e disparei contra Bang, sem nem mesmo aviso prévio, e fui recompensado por ele focar sua atenção em mim. Com raiva. - Está é a delegada mais importante da cidade, Jennifer Yang. - Falei e Jennifer deu alguns passos adiante.
  - Ele quem torturou e fez experiências com uma jovem coitadinha? - Perguntou ela com raiva e frustração eminente em seu tom de voz.
  - Ele mesmo. - Dedurei e então ela tomou a arma da minha mão.
  - Se prepare pra sofrer seu verme nojento! - Falou ela e disparou contra o Bang. Não haviam muitas balas na arma, por isso,quando a munição acabou, ela tacou a arma na cara de Bang enfurecida, e se virou pra mim, sem usar palavras, apontou para o cacetete que estava no meu cinto. Tirei o cacetete e lancei para as mãos dela, ela me deu um sorriso de agradecimento e então se voltou novamente para Bang, se aproximou um pouco mais dele e começou a bater. Golpes na cara, no peito e nas pernas. Ela batia com tanta força que dava para ouvir os ossos de Bang quebrando com cada batida.
  - Põe o Rive pra ser eletrocutado que em breve vou lá pra bater nele também. - Mandou ela e eu sai da sala indo atrás do DaeHyun pra passar as ordens da delegada para ele. Mas antes, quando parei no batente da porta. Me virei para Bang com um sorriso gélido.
  - Sabe de uma coisa legal Bang, - Comecei e Bang levantou a cabeça tentando olhar para mim - A Luciana está viva. - Falei e Bang arregalou os olhos perplexo. Acho que ele pensava que a havia matado, coitado. Alarguei mais meu sorriso e então sai do local deixando Bang gritando perguntas desesperado. " Você está mentindo?!!"; "Isso é  mesmo verdade?"; " Volte aqui".
  E nada que provinha dele foi atendido.

Cadáver de Sangue IHistórias para pegar e não largar. Descubra agora