" Vlad: Eu queria saber o que a Luciana sonhou pra acordar gemendo o meu nome..."
.... Lucy narrando....
Sentindo minhas bochechas queimarem eu engoli em seco, quando abri os olhos o meu olhar cruzou o de Vlad. Tudo o que havia acontecido tinha sido um sonho...? Respirei fundo tentando raciocinar, minha cabeça estava uma bagunça. Eu me lembro que eu me sentei no chão, perto da sacada. E depois comecei a observar Vlad e então eu... Eu acho que acabei pagando no sono. Continuei olhando dentro dos olhos de Vlad, eu tinha certeza que estava vermelha de vergonha, mas mesmo assim não consegui dizer nada, apenas olhar nos olhos dele. Aquele azul intenso e misterioso que parecia que podia ler cada pensamento meu e enxergar a minha alma. Instintivamente aproximei meu rosto do dele, eu não sei bem por que mas eu queria, mais que tudo naquele momento, poder sentir pelo menos metade do que houve no sonho, eu estava desesperada pra sentir os lábios dele. As mãos em minha cintura e toda aquela intensidade insana que eu sabia que só ele conseguia me fazer sentir. Me aproximei mais um pouco, seus lábios macios triscaram nos meus, meu coração saltou dentro do peito e quando eu pretendia avançar e matar o desejo que me matava lentamente por dentro escutei um engasgo forçado. Arfei perdendo o chão e me afastei recobrando a razão.
- Me desculpem interromper mas.... - Escutei a voz de Jennifer intervindo e olhei para cama onde ela e Zelo estavam sentados assistindo tudo - Vocês não preferem um pouco de privacidade? Eu e o Zelo podemos sair pra comprar uma pizza...? - Sugeriu ela e eu tive certeza de que eu estava parecendo um pimentão.
- M-Me solta. - Falei tentando recuperar minha compostura e Vlad começou a me descer, tirando as mãos das minhas pernas, apoiei minha mão em seu peito pra me equilibrar, tentando ao máximo não olhar em seus olhos. Foi então que me lembrei do colar, essa porcaria estava me tirando do controle. Me voltei pra cama onde Jennifer estava com a cabeça deitada no colo de Zelo, relaxando.
- Luciana... - Vlad começou a dizer e tocou o meu ombro mas eu me esquivei e o interrompi.
- Já posso tirar isso? - Apontei para o colar no meu pescoço e Jennifer se sentou na cama pensativa.
- Acho que sim. - Disse Jennifer e começou a se levantar da cama, Zelo a seguiu. Eu arranquei o colar do pescoço e joguei no chão - Já já tá na hora do almoço, eu quero ir na praia pra comer algo diferenciado da cidade, você vem comigo Zelo? - Perguntou ela e Zelo assentiu e então ela se virou pra mim e Vlad - E vocês?
- Acho uma boa idéia - Respondeu Vlad tirando o colar que usava e o jogando em cima da cama, eu respondi logo a seguir.
- Eu não quero ter contato com nenhum ser humano, por isso acho melhor eu não sair pra lugar nenhum. - Respondi e Jennifer fez uma careta.
- Nada de ser anti-social, você está pálida garota! Vamos sair pra tomar um sol, estamos em Paris - Arfou ela tentando ser dramática - Vamos nos divertir, depois se quiser matar o Vlad você mata... - Disse ela sorrindo e eu acabei sorrindo também involuntáriamente.
- Tá, tabom. - Respondi e Jennifer puxou o braço de Zelo e os dois se direcionaram pro banheiro, aliás o chão ainda estava com os destroços da porta.
- Vou me arrumar e vocês dois... - Ela fez uma pausa antes de entrar no banheiro - Se arrumem também.
Assim que ela saiu da nossa vista eu me sentei na cama respirando fundo, pensando no que eu podia vestir.
- No que você estava sonhando? - Indagou Vlad me tirando dos meus pensamentos, me levantei alarmada da cama, enrubescendo. Eu não ia contar pra ele, nunca!
- Não te interessa! - Respondi ríspida, e para não encarar seu rosto olhei pro guarda roupa, ainda pensando em que roupa usar.
- Se eu estou perguntando é por que interessa - Retrucou ele e eu fiz uma careta de indignação. Ele ergueu as mãos em rendição - Calma, eu só estou curioso, se está de TPM e não quer me contar eu me afasto e te respeito. - Disse ele e instintivamente minha mão voou para o seu pescoço, apertando sua garganta.
- Eu não estou de TPM, e se repetir isso eu arranco a sua cabeça! - Bradei tentando não gritar pra não chamar a atenção de mais ninguém.
- Certeza? - Vlad arqueou uma sobrancelha e eu larguei seu pescoço, recuei um passo e Vlad me puxou contra o seu corpo abruptamente, me fazendo arquejar e olhar nos seus olhos azuis, minha pele arrepiou de desejo, aquilo estava me matando!
- Me solta Vlad. - Foi tudo o que falei depois de passar tanto tempo sustentando nossos olhares. Vlad não o fez, ao invés de me soltar ele colocou a mão em minha nuca e trouxe meu rosto pra perto do seu, quase colando nossos lábios, fiquei eufórica de ansiedade.
- Por que você resiste tanto? - Sussurou contra os meus lábios e eu quase avancei pra beija-lo, mas então me lembrei do que aconteceu ontem, sobre ser "fácil", sobre a garota que ele matou, a comparação que ele fez.
- Por que você é canalha. - Respondi e com relutância me soltei dele. Fui até o guarda roupas e peguei um vestido branco de flores rosas na barra, ia me deixar com cara de menininha, mas o importante era a quantidade de conforto que eu sentiria, e para a praia era uma boa opção. Assim que me virei Vlad apareceu na minha frente do nada. Arquejei e recuei pra trás, encostando as costas na porta do guarda roupas.
- Por que agente não conversa um pouco... - Sugeriu ele, estava tão próximo que estava ficando difícil me conter com relação a beijar a boca dele. Vlad abriu um sorriso que me derreteu por dentro e eu cedi, puxei a gola da camisa dele e beijei os lábios dele com desejo, faz tempo que eu queria aquilo. Vlad arfou e colou seu corpo no meu, apertando suas mãos em minha cintura. Senti vontade de gemer mas me contive. Aprofundei o beijo, colocando minha língua dentro de sua boca e a dele invadiu a minha me causando calor e arrepios por cada extensão de pele que havia no meu corpo. Ele pressionou meu corpo, me espremendo contra o guarda roupas e eu tive que me segurar de novo pra não gemer. Vlad desceu os lábios pelo meu queixo até meu pescoço e então eu o empurrei pra trás. Sentindo minhas terminações nervosas queimarem de desejo. Vlad me olhou como se quisesse me morder até eu não aguentar gritar mais, olhando dentro dos meus olhos com uma intensidade assassina de desejo.
- Da próxima vez que você se aproximar demais - Falei tentando não demonstrar minha falta de ar, e alisei o cabelo com as mãos para recobrar o controle - Eu vou dar um soco na sua cara. - Falei e ele desmanchou o sorriso que mal tinha esboçado.
Pessoal, não se esqueçam de votar e comentar. E sigam a Vicky Wentworth p q ela é um amor de pessoa.
Brigada pela atenção!
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Cadáver de Sangue I
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