Capítulo LV - Paz Imaculada

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  " Vlad: A segunda transformação da Luciana, sem sombra de dúvidas, foi melhor que a primeira..."

.... Vlad narrando....

  Disparei a correr pelas portas de saída do hospital, tinham diversas pessoas gritando e tentando sair da frente enquanto eu corria pela rua, sem contar que diversas pessoas de dentro do hospital também estavam aterrorizadas, Luciana provavelmente não teria invadido a cidade, um lobo quando se sente afungentado foge pro mato ou pra dentro de algum lugar que seja escuro e isolado. Atravessando a rua do hospital tinha uma floresta, Bois de Boulogne, eu conhecia mais ou menos aquelas área verde de Paris, e Luciana provavelmente foi pra lá, então era pra lá que eu devia ir pra encontrar meu objetivo, inclinei a cabeça pra cima e uivei tentando chamar Luciana, eu precisava que ela parasse de correr pra poder orienta-lá, se eu não fizesse alguma coisa era capaz que ela acabasse machucando alguém ou acabe se machucando no meio da mata.
  Atravessei diversas árvores altas e entrei no meio do mato, a cada metro que eu corria minhas patas agrediam o chão, formando pegadas e rastros por onde eu tinha passado, Luciana também, por mais que eu não soubesse a exata localização dela, eu podia sentir seu cheiro, ela não estava tão longe, e os galhos quebrados e marcas de pegadas no chão me mostravam o caminho que ela percorreu, inclinei a cabeça pra cima, avistando a lua no céu e uivei outra vez, tentando com toda minha determinação chamar Luciana, ela não conhecia as leis dos licantropes, por isso eu não tinha certeza se ela ao ouvir o alpha chamar, voltaria. Escutei um barulho no meio do mato, de galhos quebrando, estava escuro entre as árvores por onde eu corria, mas a visão de lobo me permitia enxergar além dos limites humanos. De pedrinhas no chão, camufladas pelo escuro, à insetos em galhos e plantas, com muita nitidez. Escutei sons de patas batendo no chão, correndo comigo, do outro lado de uma cerca viva que me separava do meu perseguidor, meu coração saltava de adrenalina dentro do peito, eu ofegava, então chamei Luciana mais uma vez, uivando. Um lobo começou a uivar comigo, era a Luciana, quando terminei algo me atingiu e caimos, tanto eu quanto o outro lobo, ou melhor loba, no chão.
  Quando finalmente consegui me recompor, avistei um lobo preto em cima de mim, com as patas no meu peito, com as orelhas murchas e chorando baixinho. Praticamente pedindo atenção, estiquei o pescoço e lambi sua orelha na intenção de conforta-lá, ela estava com dor, tinha alguma coisa errada. Me esquivei de suas patas e levantando aos poucos para que a loba preta saísse de cima de mim eu entendi o que estava errado, ela estava manca de uma das patas traseira. Assim que eu já estava de pé sobre as quatro patas chaqualhei o corpo para limpar a sujeira da terra que grudou no meu pelo, a loba preta parecia não se importar em ficar rolando no chão, ela estava deitada com as costas no chão, levantando as patas e virando a cabeça pra mim, como se estivesse pedindo carinho na barriga, fui até ela e comecei a lamber sua pata machucada, ela ajeitou e se sentou aproximando seu focinho e lambendo o meu. Me aproxime um pouco mais dela e escorei meu corpo pesado no seu, a incentivando a levantar, não podíamos ficar aqui, estávamos muito perto da cidade, se os bombeiros ou qualquer caçador invadir a mata pra nos caçar, achara com toda facilidade possível, precisávamos nos distanciar mais. Com um pouco de moleza a loba se levantou e chaqualhou a sujeira do pelo, enquanto ela se espreguiçava eu já me prontificava em guiar o caminho indo na frente, mas eu acho que a Luciana não entendeu muito bem isso, ela vinha caminhando ao meu lado, mancando levemente e tentando mordiscar minha orelha, eu ficava me esquivando, não estava na hora de brincar, estava na hora de ir pra algum lugar seguro.
  Fomos indo nesse ritmo por mais uns três metros até que eu não me aguentei mais e apertei o passo pra ver se Luciana parava de tentar chamar minha atenção, ela também apertou o passo, não estava mais mancando. A regeneração já devia estar fazendo efeito, então apertei mais o passo, mas ela não parava, ficava me mordidiscando na orelha e ocasionalmente batendo o rabo em mim por causa de sua alegria, eu queria brincar mas, ainda não estava na hora, primeiro precisávamos chegar em um lugar seguro. Apertei mais o passo e percebi que eu já estava correndo, a loba preta não estava mais mordendo a minha orelha mas estava bem próxima, correndo do meu lado, ansiosa pra me morder de novo, ela queria brincar, nesse caso, tive uma idéia, podíamos brincar enquanto seguiamos o caminho para o interior mais isolado da floresta, disparei a correr com a língua pra fora da boca animado e Luciana entendendo, correu atrás de mim. Querendo me pegar e me derrubar no chão. Aumentei a velocidade, o coração batia forte dentro do peito, já faziam algumas semanas que eu não podia correr assim livremente, essa sensação do vento batendo contra o meu pelo e entrando na minha boca aberta era ótima, aumentei a velocidade quando Luciana tentou me derrubar batendo suas patas no meu corpo, minhas patas bambearam, mas eu consegui me manter de pé, a loba preta bambeou ficando pra trás, mas logo se recompôs e voltou a correr do meu lado, já tínhamos corrido 4 quilômetros, estávamos no coração da floresta, a canseira ainda nem tinha nos tomado, a única coisa que importava era correr e sentir toda aquela energia nos tocar por completo.
  Paramos de correr quando chegamos num gramado verde rodeado de árvores infestadas de folhas e flores fechadas pela noite, só paramos também por que a Luciana tinha me alcançado e derrubado no chão. Ela voou pra cima de mim, mordiscando meu pescoço e me lambendo no rosto. Entrando na brincadeira dela apoiei minhas patas sobre seus ombros e a tirei de cidade mim, me pondo de pé e a fazendo deitar, ela ergueu as patas, deitada de barriga pra cima e ficou me encarando, me aproximei e passei a lamber sua barriga ficando por cima dela, a loba rosnou pra mim, não estava brava, estava avisando que ia me derrubar, ela tentou mordiscar minha orelha e eu lambi seu focinho, analisando cada um de seus gestos, ela era linda.

 Entrando na brincadeira dela apoiei minhas patas sobre seus ombros e a tirei de cidade mim, me pondo de pé e a fazendo deitar, ela ergueu as patas, deitada de barriga pra cima e ficou me encarando, me aproximei e passei a lamber sua barriga fican...

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