Entrevista @vivivresk

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 Nossa primeira entrevistada é a maravilhosa @vivivresk , escritora dos livros; Rosas são vermelhas, violetas são azuis e Esqueça as rosas.

1) Fale um pouco sobre você (nome, idade, coisas que gosta...)

Me chamo Viviane Vresk, mas costumo assinar sempre como Vivi Vresk. Tenho 33 anos, atualmente sou designer freelancer, nas horas vagas sou escritora, as vezes crocheteira (é ótimo pra desligar a mente), adotei uma cadela de rua e fui adotada por uma gata rabugenta.

2) Como surgiu a ideia de escrever Rosas são vermelhas, violetas são azuis?

A vontade de escrever o livro veio na minha adolescência depois de assistir o filme "A primeira vista", mas a história só surgiu em minha mente em 2016. Muito resumidamente, o filme é baseado em fatos reais e conta a história de Virgil, um homem cego e completamente adaptado a deficiência que é levado pela namorada a fazer uma cirurgia pra restituir a visão, só que Virgil perdeu a visão ainda muito novo e quando volta a enxergar passa por diversos problemas (Quem desejar uma explicação mais detalhada, tem um capítulo no livro dedicado a isso https://www.wattpad.com/256093341-rosas-s%C3%A3o-vermelhas-violetas-s%C3%A3o-azuis-not%C3%ADcias). Gosto do filme, mas sempre me incomodou o fato da namorada praticamente exigir que ele faça a cirurgia, ela transforma isso em uma condição pro relacionamento seguir em frente, e desde aquele dia, eu quis contar uma história onde mostrasse que não é preciso enxergar pra ser feliz.

3) Você se inspirou em alguma pessoa em especial para criar seus personagens?

Não, às características particulares da deficiência do protagonista foram desenvolvidas com base em muita pesquisa, já a personalidade de cada personagem, foi moldada pra conduzir a história e transmitir a mensagem almejada.

4) Por que falar sobre cegueira?

Infelizmente o preconceito é, ainda hoje, algo muito forte em nossa sociedade, o preconceito com a pessoa que tem uma deficiência é apenas um deles, eu queria mais do que contar uma história bonita, queria poder levar um pouco de conhecimento e talvez contribuir pra minimizar isso.

5) Quando começou o livro, qual era seu objetivo? Expandir os horizontes dos leitores...?

Sim, expandir o horizonte dos leitores. Cada cena foi pensada pra mostrar como a pessoa com deficiência visual lida com a rotina diária, os desafios, o amor. Meu objetivo é fazer com que o leitor entenda o erro do prejulgamento, passe a compreender, prestar mais atenção, e a ouvir a pessoa com deficiência.

6) Você recebeu ajuda de algum deficiente visual para escrever o ponto de vista do Gustavo?

Diretamente, não, mas me baseie em muitos relatos de pessoas que tem a deficiência, busquei por eles em blogs, redes sociais, e documentários.

7) Está planejando mais alguma história? Se sim, nos conte mais!

Sim! Disse aos meus leitores que talvez não voltasse a escrever, mas não resisto.

O livro ainda está nascendo, vai contar a história de um pai solteiro que superprotege a filha, e uma mulher que por trás de todo carisma esconde uma profunda solidão, tudo isso regado com uma dose de humor e descontração.

8) Um autor estrangeiro.

Talvez quem conhece meu trabalho estranhe minha resposta, mas amo Stephen King.

9) Um autor nacional.

Lúcia Machado de Almeida, por causa da obra "O escaravelho do diabo".

10) Um livro.

Minha paixão recente é, "Por lugares incríveis."

11) O que os livros significam para você?

É lazer, conhecimento, e paixão.

12) Em sua opinião, qual o papel da literatura na sociedade?

Ensinar e divertir. Os livros são uma fonte de divertimento, o desvincular da rotina, mas podem trazer informação, levar o leitor a transcender a si mesmo.

13) Você já teve um bloqueio criativo? O que fez para sair dele?

Não sofro muito com bloqueio, mas quando um capítulo não está fluindo bem, eu vejo um filme, um programa, leio... geralmente encontro alguma resposta nesse ócio criativo.

14) Prefere escrever em silêncio ou com música? Que músicas escuta?

Só escrevo em silêncio, não consigo escrever nada com música. Gosto de escutar rock, música indie, posso passear pelo MPB e até escutar um pouco de música eletrônica.

15) Indique um livro imperdível (do Wattpad).

Tenho alguns queridinhos, mas um que me viciou foi "Tudo aquilo que não sou.".

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Entrevista por, Vick Lost.  




Já conheciam o trabalho da autora? Gostaram da entrevista? 

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