Capítulo 16

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POV JOTA

A Sofia encontrava-se no peito enquanto eu lhe fazia festas pelo cabelo e observamos a paisagem à nossa volta.
Nunca me senti tão em paz como sinto agora. Estar com a rapariga nos meus braços faz com que eu me sinta completo de uma forma que nunca pensei que ninguém me completasse.

- Sofia? - chamo pela rapariga.

- Hm? - ela murmura em resposta.

- Já pensaste naquilo que eu te disse? Sobre ficares aqui em Lisboa?

Instintivamente eu aperto-a mais nos meus braços devido à ansiedade de saber a resposta dela. Queria tanto que ela ficasse, mas percebo se ela não quiser.

- Pensei e com carinho. - ela responde fazendo-a lembrar da conversa que tivemos no outro dia.

- E então? Já tomaste uma decisão? - questionei ansiosamente.

- Já. - ela faz uma pausa - Eu pensei e cheguei à conclusão que talvez me faça bem vir para Lisboa e os meus pais apoiam-me totalmente.

Não sei explicar o que senti quando acabei de ouvir o que ela disse. Eu sentia-me feliz ao estar aqui com ela, mas agora que ela me disse que pretende ficar em Lisboa eu senti-me para além de feliz.

- Não me acredito! - dou-lhe um beijo nos cabelos e viro-a de frente para mim - Estou tão contente, Sofia!

Ela gargalha e mete os braços à volta do meu pescoço dando-me um beijo.

- Tenho que admitir que tiveste um peso grande na minha decisão. - ela sussurra com os lábios colados nos meus.

- Fico feliz por saber. - dou-lhe um selinho - E não te vais arrepender, tens a minha palavra.

Ela sorri e encosta novamente a cabeça no meu peito enquanto me afaga os cabelos.

- Está a ficar tarde, temos que ir embora. - eu digo.

Ela aperta-me mais contra mim e eu sorrio fraco.

- Não queria nada ir embora.

- Pois, mas tem que ser menina Sofia.

Ela lá se levanta e depois de arrurrarmos as coisas iniciamos a viagem de volta.
Pelo caminho sentia que a rapariga tinha algo a dizer, mas que por algum motivo não o fazia.

- Podes perguntar Sofia.

Ela olha para mim.

- Como é que nós dois ficámos agora? - ela pergunta tímida.

Eu encosto o carro na berma para que lhe possa dar toda a atenção.

- Eu não quero esconder o que nós temos de ninguém. Eu gosto muito de ti e estou a gostar ainda mais de te conhecer. - ela assente - Eu quero tentar, Sofia, quero muito!

Ela sorri e faz um carinho na minha cara o que faz com que eu feche os olhos com a sensação.

- Eu também quero tentar Jota, quero muito.

Dito isto cola os nossos lábios. Passo a minha língua no lábio inferior a pedir autorização, mas sinto a mesma a recuar.

- Jota... - ela murmura afastando-se de mim.

- Que foi? - eu seguro a sua cara entre as minhas mãos - Fiz algo de errado?

- Não, mas sabes que não tenho experiência. - ela admite envergonhada.

- Eu ensino-te. Cada vez que eu passar a minha língua no teu lábio inferior é a pedir autorização para aprofundar o beijo, só tens que entreabrir a boca.

Volta a aproximar-me a dela e colo novamente os nossos lábios enquanto deslizo a minha língua pelo seu lábio inferior. Mostrando que aprende rápido a rapariga entreabre a boca o que me faz ter total acesso ao seu interior. Sinto a língua dela demasiado parada e toco o que faz com que a rapariga perceba e movimente a dela em conjunto com a minha o que leva ao melhor beijo da minha vida.
Quando a falta de ar se faz sentir o beijo dá-se por terminado.
Olho para ela a sorrir que me encara corada de vergonha.

- Sinto-me tão ridícula. - ela cobre a cara com as mãos.

- Porquê? - tiro-lhe com cuidado as mãos que lhe cobriam a cara.

- Eu não sou aquilo que precisas, nunca vou ser... - ela abana a cabeça em forma de negação - Estás a ensinar a beijar um rapariga com 19 anos quando é óbvio que podias ter qualquer outra aos teus pés.

- Sofia? - chamo por ela - Sofia? - volto a insistir e ela olha-me - Eu não quero as outras, eu quero-te a ti. É contigo que eu quero andar de mãos dadas na rua, és tu quem eu quero ver nos meus jogos com a minha camisola vestida, é a tua mensagem que eu quero ler quando acordo ou quando me deito, é a ti a quem eu quero recorrer sempre que o treino ou o jogo me corra mal, é contigo que eu quero partilhar a minha vida... É contigo, Sofia. Eu sei que é precipitado, mas é desta forma que eu me sinto.

Colo a minha testa na dela e sussurro só para si.

- És tu e é só contigo.

Ela sorri e beija-me.

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