POV JOTA
Eu e a minha namorada saímos da casa de banhos enrolados nas toalhas depois de um banho com muito amor à mistura. A Sofia passa por mim e senta-se na cama enquanto espalha um creme hidratante pelo corpo. Visto uns boxers e deito-me na cama à espera que a minha miúda venha para a minha beira.
- Amor, eu não queria tocar neste assunto, mas é mais forte que eu. - começo a falar e a mesma olha para mim continuando a espalhar creme - Quando saíste de casa eu fui atrás de ti e vi que entraste no carro do Miguel...
- Jota - interrompe-me - Eu ia ligar para o Rúben para que me fosse lá buscar, mas ele apareceu e ofereceu boleia. - a rapariga senta-se ao meu lado na cama depois de vestir uma t-shirt minha - Paramos para lanchar e ele disse umas coisas sobre ti e eu fui embora para casa.
- Coisas? - perguntei - Que coisas é que ele te andou a dizer?
A Sofia suspira e entrelaça as nossas mãos.
- Ele disse que tu não me merecias e insinuou que não gostavas de mim.
Os meus olhos arregalam-se e a minha respiração fica descompensada.
- Eu vou-lhe partir aquela cara toda. - digo com raiva.
- Não vais não. - a minha namorada fala autoritária - Jota, esquece isto.
- Não esqueço, Sofia! - atiro de volta - Ele está interessado em ti e, por isso, tenta virar-te contra mim.
- Interessado em mim? - ri-se levemente - Estás a ver coisas aonde elas não existem amor. A opinião dele é a opinião dele. O que interessa é o que nós sentimos e não o que os outros dizem.
- Tu não percebes, mas eu percebo. - insisto no meu ponto de vista - Promete-me que não lhe dás ouvidos.
A minha namorada sorri-me meiga e aproxima-se de mim iniciando um beijo lento.
- Prometo. - faz-me um carinho na cara - Se isso fizer com que o meu bebê fique mais calmo. - goza comigo.
Pego nela ao colo e deito-a ao meu lado o que faz com que ela solte um grito de susto.
- Bebé? - faço-lhe cócegas - Tu chamaste-me bebé?
- Pára Jota. - pede entre risos - Vou fazer xixi na cama.
Para com as cócegas e ouço a respiração acelerada da minha namorada a acalmar. Seguro as suas mãos em em cima da cabeça e ela tenta soltar-se, mas sem sucesso.
- Isso não vale. - resmunga - Tens mais força que eu.
Eu rio-me com o que ela diz.
- Diz que me amas. - chantageio-a.
- Que me amas. - ela goza comigo.
Desço a minha mão para lhe continuar a fazer cócegas, mas ela interrompe-me.
- Eu amo-te, João Pedro Neves Filipe. - sorrio com as suas palavras e largo os seus braços.
- Eu também me amo. - desta vez sou eu quem goza com ela.
- Aí é? - olha-me chateada.
