Depois do almoço delicioso de Pattie, Justin me levou ao parque. Tudo estava tão lindo, as cerejeiras floridas e suas flores sendo levadas pelo vento. Andávamos de mãos dadas. Havia muitos casais no parque. Adolescentes e até um casal de idosos. Que fofos. Justin sentou em um banco e cruzou as pernas, olhando para o chão. Sentei ao lado dele e ele tirou o celular do bolso.
- Hm, Angel... pode me dar um segundo? – disse ele, fazendo uma careta.
- Claro Justin.
Ele levantou do banco e andou para longe de mim. Estranhei, já que ele nunca fez isso e vi uma flor cair em minha perna. Peguei-a, sorrindo. Senti cutucarem minha perna e vi um menino chorando. Olhei-o preocupada e sequei seu rosto. Ele tinha os cabelos negrinhos e os olhos castanhos como chocolate. Deveria ter uns cinco anos, talvez.
- O que foi, meu amor?
- Estou perdido. Não acho minha mãe. – disse ele, fungando.
- Vamos achar sua mãe, tudo bem?
Peguei o garoto no colo e virei para trás, não encontrando Justin mais ali. Franzi o cenho, deixando isso de lado e indo atrás da mãe do garoto. Andamos até a metade do parque e vimos uma mulher andar até nós e o menino ficou entusiasmado.
- Mãe! Mãe!
- Patrick! Ah, graças a Deus. Obrigada menina!
- Não foi nada, moça.
- Mãe! Sabia que ela tem asas?
Olhei para o menino e fiz uma careta seguida de um sorriso torto. A mulher me olhou sorrindo e pegou a criança no colo.
- É... meu anel é de asas – sorri constrangida, tentado disfarçar -, anel de compromisso, sabe como é.
- Mas não é dessa asa que eu to falando.
- Tudo bem filho. Como é seu nome, menina?
- Angela – disse, sorrindo.
- Vou te recompensar com um algodão doce, o que acha?
Sorri sem graça. – Hm... não sei...
- Por favor, Angel – disse o menino, com uma carinha tão fofa que dava vontade de apertar ele todo.
- Como sabe meu apelido? – perguntei rindo. – Eu vou sim.
- Eba! Eu te chamei de Angel pelas asas. Elas são bonitas.
Senti meu rosto corar por inteiro e a mulher riu, nos levando para a barraca do Sr. Hudson.
- Angela! Como é bom te ver por aqui! Vai querer de que sabor?
- O de sempre, Sr. Hudson. – disse, sorrindo.
- Então tá. Onde está seu namorado?
- Ah, ele foi atender a um telefonema e não o encontrei mais...
O homem me entregou o algodão doce e fez um para Patrick também.
- Obrigada senhora.
- Não há de que!
Ela foi embora com o filho após pagar os doces e fiquei observando o parque, mordendo meu algodão doce.
- Sabe, eu acho que o vi passando por aqui. Ele foi reto e estava correndo.
- Correndo?
- É, correndo. E tinha um rapaz atrás dele, correndo também.
Senti meu coração parar. Mordi os lábios, respirando fundo. Não, não pode ser.
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Little Angel- 1ª Temporada
FanfictionPS: Essa obra não é minha, eu apenas a reposto. Fanfic por: Giih Amorim todos os direitos reservados á ela. Estava deitada no meu quarto, outra vez com ele na cabeça. Depois do que aconteceu naquela tarde de quarta-feira, era como se a minha vida ti...
