Capítulo 56

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Depois do almoço delicioso de Pattie, Justin me levou ao parque. Tudo estava tão lindo, as cerejeiras floridas e suas flores sendo levadas pelo vento. Andávamos de mãos dadas. Havia muitos casais no parque. Adolescentes e até um casal de idosos. Que fofos. Justin sentou em um banco e cruzou as pernas, olhando para o chão. Sentei ao lado dele e ele tirou o celular do bolso.

- Hm, Angel... pode me dar um segundo? – disse ele, fazendo uma careta.

- Claro Justin.

Ele levantou do banco e andou para longe de mim. Estranhei, já que ele nunca fez isso e vi uma flor cair em minha perna. Peguei-a, sorrindo. Senti cutucarem minha perna e vi um menino chorando. Olhei-o preocupada e sequei seu rosto. Ele tinha os cabelos negrinhos e os olhos castanhos como chocolate. Deveria ter uns cinco anos, talvez.

- O que foi, meu amor?

- Estou perdido. Não acho minha mãe. – disse ele, fungando.

- Vamos achar sua mãe, tudo bem?

Peguei o garoto no colo e virei para trás, não encontrando Justin mais ali. Franzi o cenho, deixando isso de lado e indo atrás da mãe do garoto. Andamos até a metade do parque e vimos uma mulher andar até nós e o menino ficou entusiasmado.

- Mãe! Mãe!

- Patrick! Ah, graças a Deus. Obrigada menina!

- Não foi nada, moça.

- Mãe! Sabia que ela tem asas?

Olhei para o menino e fiz uma careta seguida de um sorriso torto. A mulher me olhou sorrindo e pegou a criança no colo.

- É... meu anel é de asas – sorri constrangida, tentado disfarçar -, anel de compromisso, sabe como é.

- Mas não é dessa asa que eu to falando.

- Tudo bem filho. Como é seu nome, menina?

- Angela – disse, sorrindo.

- Vou te recompensar com um algodão doce, o que acha?

Sorri sem graça. – Hm... não sei...

- Por favor, Angel – disse o menino, com uma carinha tão fofa que dava vontade de apertar ele todo.

- Como sabe meu apelido? – perguntei rindo. – Eu vou sim.

- Eba! Eu te chamei de Angel pelas asas. Elas são bonitas.

Senti meu rosto corar por inteiro e a mulher riu, nos levando para a barraca do Sr. Hudson.

- Angela! Como é bom te ver por aqui! Vai querer de que sabor?

- O de sempre, Sr. Hudson. – disse, sorrindo.  

- Então tá. Onde está seu namorado?

- Ah, ele foi atender a um telefonema e não o encontrei mais...

O homem me entregou o algodão doce e fez um para Patrick também.

- Obrigada senhora.

- Não há de que!

Ela foi embora com o filho após pagar os doces e fiquei observando o parque, mordendo meu algodão doce.

- Sabe, eu acho que o vi passando por aqui. Ele foi reto e estava correndo.

- Correndo?

- É, correndo. E tinha um rapaz atrás dele, correndo também.

Senti meu coração parar. Mordi os lábios, respirando fundo. Não, não pode ser.

Little Angel- 1ª TemporadaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora