Ayla Rivera;
12 de janeiro, segunda-feira.
A noite parecia querer se estabelecer logo, ainda não eram sequer 19 horas e toda a cidade já via iluminada pela eletricidade promovida.
O dia havia sido calmo e sem muitas surpresas, tudo seguia dentro dos seus próprios padrões deixando as novidades para um próximo momento. A tranquilidade aproveitada nas horas passadas me fazia duvidar do estresse que estava por vir mais a frente.
— Já está pronta? – chegando o rosto pela fresta da porta, perguntou como quem não quer. Pela pose exibida, ela já havia se produzido à tempos.
— Quase – respondi simples enquanto tentava me decidir entre dois tons de jeans e um couro reluzente das jaquetas expostas sobre a cama – Pode descer se quiser, te encontro lá em baixo em poucos minutos.
— Tudo bem então, mas se quiser a minha opinião, o couro combina muito mais com o preto da sua calça – me vendo elevar para uma melhor visão o jeans mais escuro, apresentou pouco antes de desaparecer sem esperar por qualquer comentário meu. Ela podia estar certa, confessei para mim mesma ao testar ambas as peças frente ao espelho.
Havíamos combinado de sair para jantar fora, ter um tempo informal apenas entre a gente. Não queríamos a presença dos nossos amigos, não queríamos ter que lidar com os interrogatórios das nossas mães em relação ao namoro mantido apenas "fora" de casa. A pressão era muito alta, e nosso bem estar começava a se cansar de tudo aquilo. Estava na hora de tomar alguma distância de tudo, na hora de buscar meios únicos para nós beneficiar daquilo que tanto nos faz bem.
Aceitando no seu conselho, analisei o resultado obtido diante o meu reflexo e finalmente me encaminhei para descer as escadas apenas para encontrar dona Alícia ao seu lado durante mais um entre tantos diálogos relacionados ao que levávamos como um relacionamento sólido e saudável. Respirei fundo quando seu olhar caiu sobre mim.
— Sua irmã disse estar de encontro marcado com os amigos, e apesar de não acreditar, vamos deixar passar apenas por hoje – sincera como sempre, ela disse fazendo Nicole fechar a cara para o fato de ter sido tachada como mentirosa, algo que não estava muito longe de sua atual realidade – Mas e você meu amor, onde está indo tão bem produzida? – cuidando de fazer uma completa análise sobre o que era vestido por mim, e não deixando de fitar o anel em minha mão nem mesmo por um minuto, pronunciou a questão enquanto respirava fundo a espera da resposta.
— Também estou com um encontro marcado, mas não é com os chatos dos Valentin, eles teriam vindo me buscar aqui se fosse o caso – confessando a minha verdade, notei seu olhar periférico ficar ainda mais aguçado. Apesar da passagem rápida dos dias, ela ainda insistia em não aceitar o fato de alguém ter me pedido em namoro, mas com certeza, o que mais a incomodava era o fato de tudo ter sido aceito sem que ela tivesse conhecimento de toda a situação. Dona Alícia detestava não ter o controle das coisas.
— Está vendo Nicole, não precisa mentir – diante tal comentário da nossa mãe, sorri em negação para os seus braços cruzados e o semblante descontente – Como não posso dizer muito, tenha uma boa noite, se divirtam e não se esqueçam de que o tempo de vocês está se esgotando.
— Não precisa ficar nos lembrando disso a cada cinco minutos, mãe – reclamou sem pensar duas vezes, então engoliu em seco diante o olhar recebido e levou a mão até a cabeça em sinal de nervosismo – Faz parecer que está nos ameaçando.
— E quem disse que ela não está? – pulando em suas costas, questionei recebendo um leve sorriso da mais velha – Mas a sra sabe que não precisa, não é? No momento certo iremos conversar em um roda familiar, é só esperar.
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𝗠𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗜𝗿𝗺𝗮̃ 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗩𝗲𝗹𝗵𝗮 - 𝒻𝒾𝓁𝒽𝒶 𝒹𝒶 𝓂𝒾𝓃𝒽𝒶 𝓂𝒶̃𝑒
Random🔞 𝐀𝐲𝐥𝐚 𝐯𝐢𝐯𝐢𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐪𝐮𝐢𝐥𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞. 𝐌𝐚𝐬 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐜̧𝐚 𝐚 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐫𝐚𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐯�...
